Capítulo 27

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Maria Eduarda saiu do banho poucos minutos depois, cinco ou dez.

Sentou-se na cama, se espreguiçando.

- Que sono. – Murmurou.

- Ainda temos mais um castigo diário. – Disse Bianca.

- Eu sei. Me lembrei no banho. Mas vai ser rapidinho. –

- E super agradável. – Bianca disse com sarcasmo.

- Bom, para mi... –

- Calada. –

Maria Eduarda riu.

- Você fala assim por que quer esconder seus sentimentos por mim. –

- Muito engraçadinha. –

- Estou falando sério. Vamos terminar isso mais rápido do que você pensa. –

- Que ótimo. – Murmurou Bianca, dando de ombros.

Maria Eduarda sorriu, descobrindo-se e jogando as cobertas para o pé da cama.

- Ei! – Exclamou Bianca surpresa.

- Lençol só atrapalha. – Disse Maria Eduarda, ficando de joelhos.

Bianca fez menção de se sentar, mas Maria Eduarda balançou a cabeça.

- Não, pode ficar assim. –

E Maria Eduarda se aproximou, passando uma perna por cada lado de Bianca e aproximando seus rostos, um sorriso se insinuando em seus lábios.

- Você está se divertindo. Eu não acredito. – Constatou Bianca chocada.

- Ah, qual é? Como já conversamos antes, acontece alguma coisa quando a gente se beija. –

Maria Eduarda já estava perto demais; A mente de Bianca se entorpecendo ao fitar tão de perto aqueles olhos que pareciam ler a sua alma, ao sentir aquele cheiro de sabonete que Bianca aprendera a classificar como de Maria Eduarda.

- Já conversamos sobre isso, então? – Foi só o que Bianca pôde perguntar, a voz falhando.

Maria Eduarda riu baixinho, apoiando as mãos na cabeceira da cama e beijando de leve seus lábios.

- Não sei. – Sussurrou, antes de beijá-la novamente, ainda de forma suave.

- E o que acontece quando... nos beijamos? – A voz de Bianca estava fraquinha; os lábios de Maria Eduarda eram tão macios.

- Observe. – Sussurrou Maria Eduarda, segurando-a pela cintura de repente.

O coração de Bianca pulou um batimento, só para depois acelerar como nunca. Suas mãos se entrelaçaram por trás de seu pescoço, trazendo Maria Eduarda ainda mais para perto.

A pele de Bianca era muito macia. Deslizava facilmente sob seus dedos, mesmo que coberta por um milhão de tecidos ou era o que lhe parecia.

Maria Eduarda não tinha pressa como na noite anterior, percebeu Bianca, tão bem quanto poderia perceber qualquer coisa com Maria Eduarda a beijando. Ela parecia querer fazer as coisas o mais demoradamente o possível, aproveitando cada toque.

Quando sentiu que Bianca mal respirava, Maria Eduarda interrompeu o beijo e percorreu seu pescoço com os lábios, quase sem encostar. Trilhou um caminho de beijos até seus lábios novamente e a beijou da forma mais lenta que conseguiu, encaixando-as perfeitamente. Podia sentir o coração de Bianca acelerado, e a sensação era maravilhosa.

Quando Maria Eduarda desfez o laço do roupão de Bianca, a mesma se afastou e era inegável o susto em seus olhos.

- O que foi? – Perguntou Maria Eduarda.

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