Bianca rolou os olhos.
Me dê isso. - E Bianca pegou a folhinha. - 7° Fazer um coração na areia da praia de novo. -
- Gabriela está ficando sem criatividade, não acha? - Comentou Maria Eduarda.
- Melhor assim. - Opinou Bianca.
Maria Eduarda riu, se levantando.
- Vamos logo. -
Bianca a seguiu, ela percebeu que os cabelos de Maria Eduarda pareciam perfeitamente macios, se lembrou da sensação de enroscar os dedos ali e estremeceu. Lá fora, o sol brilhava intensamente.
- Que horas são? - Perguntou Bianca.
- Não sei. Talvez três ou quatro. -
- Hum. - Fez Bianca. - O tempo está passando rápido hoje. -
Maria Eduarda sorriu, semicerrando os olhos contra o sol.
- Isso é uma forma indireta de mostrar que gosta da minha companhia? -
- Ei. Você disse isso para mim outro dia. -
- E eu gosto da sua companhia. - Explicou Maria Eduarda com simplicidade.
Bianca deu de ombros, desconfortável.
- E eu consigo sobreviver à sua. -
Maria Eduarda riu.
- Você é péssima em inventar desculpas. -
- Não sou não. - Defendeu-se Bianca, sem pensar.
- Ah é? - Perguntou Maria Eduarda, rindo.
- Argh, Maria Eduarda, poupe-me de você. Será que o coração que fizemos anteontem vai estar aqui ainda? -
- Provavelmente não. Deve ter ventado, chovido... não sei. Podem ter pisado em cima dele. -
- Ai que horror. -
Maria Eduarda riu.
- Vem. Vamos fazer um aqui ou melhor, você vai! -
Maria Eduarda pegou um pauzinho e estendeu para Bianca que rolou os olhos.
- Você ainda não aprendeu a fazer um coração? -
- Não. - Retrucou Maria Eduarda. - Por favor, venerada mestra, mostre-me. -
Bianca ameaçou bater em Maria Eduarda com o pauzinho; Maria Eduarda riu. Num gesto lento e preciso, calculado, Bianca desenhou um coração perfeito.
- Está vendo? Minhas críticas são construtivas. Esse aqui não ficou um lado maior que o outro. - Comentou Maria Eduarda.
- Cale a boca. Escreva seu nome. -
Maria Eduarda o fez, sorrindo.
- Essa é uma coisa tão idiota para se fazer. - Comentou Bianca, escrevendo o próprio nome embaixo do de Maria Eduarda.
- Por quê? - Perguntou Maria Eduarda, se sentando na areia.
- Aah... talvez porque a areia é algo muito fácil de se desfazer. - Disse Bianca, se sentando à esquerda de Maria Eduarda e abraçando os próprios joelhos.
- Então, tudo bem escrever o nome em uma árvore, porque ela é sólida e firme, o que significa confiança e segurança. - Disse Maria Eduarda, compreendendo o que Bianca queria dizer.
- Exatamente. Já a areia, qualquer ventinho desfaz. -
- E é muito mais fácil escrever o nome na areia. -
- Sim. Na árvore, é preciso escolher o lugar certo, onde a madeira permite ser cortada. é preciso ter uma faca, ou um canivete. -
- A nãos ser que se tenha unha compridas demais. - Sugeriu Maria Eduarda, fazendo Bianca rir.
- É, a não ser que se tenha unhas compridas demais. - Suspirou Bianca.
O sol estava brilhando não havia nenhuma nuvem no céu e soprava uma brisa marítima deliciosa. Bianca mordeu o lábio.
- Não parece o cenário perfeito? - Bianca se perguntou no que Maria Eduarda estava pensando.
- Sim. O tipo de lugar que se vê nos filmes, quando os protagonistas estão se beijando. -
- Isso foi uma indireta? - Perguntou Bianca, rindo.
Maria Eduarda riu também, passando o braço ao redor dos ombros dela. Bianca enrijeceu.
- Só vou te abraçar. - Disse Maria Eduarda, tranquilizando-a.
- O próximo item é caminhar, podemos ficar alguns minutos aqui. -
Bianca inspirou.
- Só porque o cenário está perfeito. -
- Continue dizendo isso para si mesma. -
Bianca rolou os olhos, rindo, mas repousou o rosto no ombro de Maria Eduarda, com a mão livre, Maria Eduarda pegou a mão direita de Bianca e passou ao redor da própria cintura. Bianca parecia hesitante, mas Maria Eduarda logo sentiu-a relaxar, Maria Eduarda inspirou o perfume suave do cabelo de Bianca, fechando os olhos. Era aquela sensação perfeita, de que havia só elas no mundo, de que Bianca ficaria ali com Maria Eduarda para sempre... de que as duas se completavam perfeitamente. Maria Eduarda quase cedeu ao impulso de dizer isso a Bianca, mas se lembrou de que havia prometido a si mesma ir mais devagar.
Contentou-se, então, em sorrir para si mesma e abraça-la mais forte. Porque naquele momento, Maria Eduarda sentia que o tempo parara.
Eram só Maria Eduarda e Bianca. E nada poderia ser mais certo.
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The Experiment
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
