Capítulo 24

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- Agora é hora de ir ao mercado, não é? –

- Aham. Comprar as coisas para o nosso aguardado piquenique. –

- Eu gosto de piquenique. - Comentou Bianca, distraidamente. –

E vai ser às margens do rio Sena. –

- Ah, eu estou ansiosa para o piquenique. – Disse Bianca.

- Mas você acabou de tomar café da manhã, sua morta de fome. – Maria Eduarda brincou.

Bianca poderia ter rosnado. - Estou ansiosa para conhecer o rio. –

- Ah. Certo. Onde tem um mercado por aqui? – Perguntou Maria Eduarda, depois que cruzaram uma rua.

- Há o Carrefour, passamos por ele ontem. É por ali. – Disse Bianca, virando à esquerda.

- Você gosta de andar. – Observou Maria Eduarda.

- Você prefere chamar um táxi? – Bianca perguntou.

- Não. Costumo caminhar na praia. É só que... achei que você fosse o tipo que passasse o dia no quarto ou biblioteca, lendo ou bolando uma invenção para mudar o mundo. –

- Mudar o mundo. Gostei disso. – Comentou Bianca, sorrindo. – Chegamos. – Disse ela, quando entraram no estacionamento do mercado.

- Eu poderia ter descoberto isso sozinha.

Bianca deu de ombros, pegando um carrinho.

[...]

- O que pegamos até agora? – Perguntou Maria Eduarda, olhando para o carrinho.

- Rosquinhas, pão, iogurte, geleia, suco, bolo, biscoitos e mais algumas coisinhas. Ainda bem que você não está de dieta de verdade. –

- Agora, precisamos de uma toalha xadrez vermelha. – Constatou Bianca.

- Para quê? – Perguntou Maria Eduarda.

- Porque piqueniques que se prezem têm toalhas xadrez vermelhas. –

- Quem disse? –

- Eu. – Retrucou Bianca. – Acho que encontrei. – Disse Bianca, andando até uma estante onde havia várias toalhas de mesa dobradas e empilhadas.

Bianca pagou as compras no caixa.

- Vamos logo. - Pediu Maria Eduarda ao passar por Bianca, de forma um tanto brusca.

- Hum. – Fez Bianca, pensativamente, a seguindo para fora da loja.

[...]

Bianca havia ido olhar qualquer coisa em uma livraria, deixando Maria Eduarda ir na frente que depois Bianca a alcançava.

Maria Eduarda estava absorta em pensamentos quando ouviu uma voz masculina ao seu lado:

- Posso ajudá-la? – Era um jovem de não mais que vinte e cinco anos, cabelos loiros ondulados e olhos espertos para cima de mulheres. Era um vendedor da loja qual Maria Eduarda olhava a vitrine no momento.

- Não, obrigada. –

- Você está olhando os tênis? São muito bonitos. Como você. –

- Me chame de senhorita. – Pediu Maria Eduarda, tentando não soar ríspida.

- Como queira. – E deu uma risadinha estranha, voltando a olhá-la.

- Acho que tem alguém te chamando lá dentro. – Disse Maria Eduarda, em uma última tentativa de ser educada, o olhar insistente dele estava a incomodando.

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