- Agora é hora de ir ao mercado, não é? –
- Aham. Comprar as coisas para o nosso aguardado piquenique. –
- Eu gosto de piquenique. - Comentou Bianca, distraidamente. –
E vai ser às margens do rio Sena. –
- Ah, eu estou ansiosa para o piquenique. – Disse Bianca.
- Mas você acabou de tomar café da manhã, sua morta de fome. – Maria Eduarda brincou.
Bianca poderia ter rosnado. - Estou ansiosa para conhecer o rio. –
- Ah. Certo. Onde tem um mercado por aqui? – Perguntou Maria Eduarda, depois que cruzaram uma rua.
- Há o Carrefour, passamos por ele ontem. É por ali. – Disse Bianca, virando à esquerda.
- Você gosta de andar. – Observou Maria Eduarda.
- Você prefere chamar um táxi? – Bianca perguntou.
- Não. Costumo caminhar na praia. É só que... achei que você fosse o tipo que passasse o dia no quarto ou biblioteca, lendo ou bolando uma invenção para mudar o mundo. –
- Mudar o mundo. Gostei disso. – Comentou Bianca, sorrindo. – Chegamos. – Disse ela, quando entraram no estacionamento do mercado.
- Eu poderia ter descoberto isso sozinha.
Bianca deu de ombros, pegando um carrinho.
[...]
- O que pegamos até agora? – Perguntou Maria Eduarda, olhando para o carrinho.
- Rosquinhas, pão, iogurte, geleia, suco, bolo, biscoitos e mais algumas coisinhas. Ainda bem que você não está de dieta de verdade. –
- Agora, precisamos de uma toalha xadrez vermelha. – Constatou Bianca.
- Para quê? – Perguntou Maria Eduarda.
- Porque piqueniques que se prezem têm toalhas xadrez vermelhas. –
- Quem disse? –
- Eu. – Retrucou Bianca. – Acho que encontrei. – Disse Bianca, andando até uma estante onde havia várias toalhas de mesa dobradas e empilhadas.
Bianca pagou as compras no caixa.
- Vamos logo. - Pediu Maria Eduarda ao passar por Bianca, de forma um tanto brusca.
- Hum. – Fez Bianca, pensativamente, a seguindo para fora da loja.
[...]
Bianca havia ido olhar qualquer coisa em uma livraria, deixando Maria Eduarda ir na frente que depois Bianca a alcançava.
Maria Eduarda estava absorta em pensamentos quando ouviu uma voz masculina ao seu lado:
- Posso ajudá-la? – Era um jovem de não mais que vinte e cinco anos, cabelos loiros ondulados e olhos espertos para cima de mulheres. Era um vendedor da loja qual Maria Eduarda olhava a vitrine no momento.
- Não, obrigada. –
- Você está olhando os tênis? São muito bonitos. Como você. –
- Me chame de senhorita. – Pediu Maria Eduarda, tentando não soar ríspida.
- Como queira. – E deu uma risadinha estranha, voltando a olhá-la.
- Acho que tem alguém te chamando lá dentro. – Disse Maria Eduarda, em uma última tentativa de ser educada, o olhar insistente dele estava a incomodando.
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The Experiment
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
