Há muito tempo eu não faço um piquenique. – Disse Bianca, parecendo pensativa.
- Hum. Onde estão as rosquinhas? – Perguntou Maria Eduarda.
- Naquela sacola, acho. – Respondeu Bianca, apontando para a única sacola fechada.
- Ah, certo. Obrigada. - Murmurou Maria Eduarda, mordendo um pedaço de uma rosquinha macia, a cobertura doce e melada escorreu por entre seus lábios.
Bianca se flagrou querendo beijá-la repentinamente.
- O que foi? – Perguntou Maria Eduarda.
- Hum? –
- Você está me olhando de um jeito estranho. –
- Ah nada. Roteiro? – Disse Bianca pegando o roteiro. Deu uma olhada rápida para o papelzinho repugnante. – Hum, essa é nossa última parada em Paris. – Comentou, mordiscando de forma distraída um pãozinho.
As duas continuaram comendo em silencio.
- Entediante. – Comentou Bianca, se espreguiçando e se aninhando na árvore.
- Não durma. – Pediu Maria Eduarda. – Você vai perder o sono depois e vai ficar acordada na viagem. –
- E? –
- E é meio tenso conversar com você em viagens. –
- Ah. – Fez Bianca. – Certo. –
Maria Eduarda se escorou ao lado de Bianca, encostando seus ombros. Quando ia se permitir passar um braço por trás de Bianca, Bianca se afastou, como se Maria Eduarda tivesse uma doença contagiosa.
- Vamos sair daqui. - Disse Maria Eduarda, se levantando, um tanto mal-humorada.
- Eu... ah... tudo bem. – Concordou Bianca, um tanto surpresa com a brusquidão de Maria Eduarda.
Maria Eduarda pegou as coisas rapidamente enquanto Bianca se levantava.
- Qual é o problema? –
- Problema? Por que haveria um problema? – Perguntou Maria Eduarda, indo até o poste de luz no meio do bosque.
- Por que você se levantou tão rápido? – Perguntou Bianca, seguindo-a. – E está tão... sei lá, distante de repente? –
- É, sobre querer distância dos outros você parece entender. –
- O que você quer dizer com isso? - Perguntou Bianca.
- Deve ser humilhante fazer uma pergunta idiota como essa! – Retrucou Maria Eduarda, andando pelas ruas que as levariam ao hotel. Por sorte, não estavam longe.
Bianca franziu o cenho, seguindo-a. O orgulho a impedia de fazer mais perguntas, mas ao mesmo tempo algo arranhava sua garganta, o que Bianca fizera para Maria Eduarda ter o direito de tratá-la assim?
Maria Eduarda andou o tempo todo a frente de Bianca, que não se esforçou para acompanhá-la. Maria Eduarda parecia decididamente furiosa e Bianca não pretendia provocá-la.
Por outro lado, a falta de reação de Bianca a irritava ainda mais, Maria Eduarda queria descarregar sua raiva, gritar com Bianca e sabe-se lá mais o que. Mas Bianca se mantinha quieta, andando em passos rápidos atrás de Maria Eduarda.
Quando chegaram ao hotel, Maria Eduarda foi até a recepção pegar a chave enquanto Bianca a esperava na porta do elevador.
- Você é uma jovem muito bonita. – Disse Maria Eduarda á recepcionista, certa de que Bianca a ouviria.
- Enchanté. – Respondeu a moça, surpresa.
Não fora a mesma que a recepcionara no dia anterior, então se permitiu uns segundos de contemplação.
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The Experiment
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
