[...]
Bianca ruborizou.
- Não no sentido figurado, claro. – Acrescentou Maria Eduarda.
Bianca rolou os olhos.
- Só não entorne nada, por favor. –
Mas Maria Eduarda já havia ido e voltado com copos e travessas na mão; quando Bianca se sentou na cama, a mesa estava posta diante dela – só que sobre o colchão.
- É. Porque se cair um farelinho no colchão, milhões de vermes subirão nessa cama e te comerão viva. – Disse Maria Eduarda, tenebrosamente, se sentando ao lado de Bianca.
- Engraçadinha. Eu nunca como na minha cama. – Bianca acrescentou pensativa.
- Eu gosto de fazer isso. Prato? –
Bianca passou o prato para Maria Eduarda, que a serviu.
- Hum! Está quente. – Exclamou Bianca, pegando o prato por baixo.
Maria Eduarda soltou a colher com que servia e pegou rapidamente uma almofada, a colocando no colo de Bianca que colocou o prato sobre a almofada.
- Obrigada. – Bianca agradeceu.
- Salvei sua vida. Se fossemos romanas, você me deveria servidão eterna.
- Bem vinda à França, então. –
Maria Eduarda deu de ombros como quem lamente, terminando de se servir.
Bianca serviu um pouco da torta no próprio garfo e levava até a boca de Maria Eduarda.
- Espera. – Disse Bianca, parando no meio do caminho.
- Hum? –
E Bianca assoprou delicadamente, para esfriar. Qualquer coisa se aqueceu dentro de Maria Eduarda. E isso não tinha nada a ver com o prato quente sobre a almofada em seu colo. Não totalmente, pelo menos.
- Está quente? – Respondeu Bianca, depois de servi-la.
- Não. – Respondeu Maria Eduarda, sorrindo. – Mas sabe qual é a melhor parte? –
- Não faço ideia. - Bianca respondeu.
- Você esfriou minha comida. Você está cuidando de mim. – Maria Eduarda parecia genuinamente satisfeita com isso. Bianca arqueou as sobrancelhas, um pouquinho ruborizada.
- E daí? – Bianca respondeu com desdém.
- E daí que você não quer minha língua queimada, no fim das contas. –
- Lembra do item de mias constrangedor do roteiro de hoje? – Bianca perguntou.
- Humm... o coração na areia? – Bianca semicerrou os olhos para Maria Eduarda, que deu de ombros. – Certo, o beijo. –
- Exatamente. Eu não quero uma língua queimada na minha boca. – E voltou a servi-la.
- Isso não mudaria nada. Eu consigo te dar o melhor beijo da sua vida com a língua queimada ou não. – Acrescentou Maria Eduarda, sorrindo de forma convencida se encostando folgadamente sobre os travesseiros.
- O seu ego... me comove. – Bianca desdenhou.
- Só fale quando eu lhe permitir, serva. – Maria Eduarda afundou nas almofadas tal qual uma poderosa rainha faria. – Sirva meu vinho e me dê comida. –
- E o que mais, te chamo de "majestade"? - Bianca perguntou, cética.
- Sem dúvida. – Respondeu Maria Eduarda, suavemente. – Onde está minha comida, serva? –
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The Experiment
Fiksi PenggemarUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
