Bianca estava no banheiro, nervosa. Ela deveria trocar de roupa, colocar a camisola... Só que era aquela camisola, sabe? Ela não estava exatamente à vontade.
Foi então que ela se decidiu pela maior invenção do mundo: o roupão de chiffon. Leve, lindo e não deixaria ninguém suspeitar que ela estivesse - em suas próprias palavras - seminua. Saiu do banheiro, encontrando Maria Eduarda sentada na cama, provavelmente a esperando, ela já estava de pijama.
- Eu acho que tenho um creme em algum lugar. - Disse Bianca, abrindo seu lado do armário.
- Aqueles perfumados, de patricinha? -
- É, Idiota. -
- Eu vou ficar cheirando a rosas ou algo parecido? -
- Humm. - Bianca leu o rótulo do potinho. - Romã e frutas vermelhas. -
- Romã não é uma fruta vermelha? -
- Não, por quê? -
- Porque romã é vermelha. - Respondeu Maria Eduarda, enquanto Bianca se sentava na cama.
- E daí? Framboesa é roxa e é uma fruta vermelha. -
- Framboesa não é roxa, é azul marinho. -
- De onde tirou isso? -
- Sempre foi assim. -
- Tanto faz, você prefere ficar deitada de costas ou sentada? -
- Deitada. -
- Então está fazendo o quê sentada? -
- Não vai pedir para eu tirar a camisa? – Maria Eduarda perguntou como se fosse obvio.
- Quer que eu coloque uma roupa de médica, também? – Retrucou Bianca.
- Uma vez eu tive um sonho assim. – Disse Maria Eduarda.
Bianca ficou vermelha, roxa, ela teve a bizarra sensação de que se podia fritar um ovo no seu rosto, de tão quente.
- Aah, desculpe, escapou. - Maria Eduarda disse, e Bianca ficou ainda mais vermelha. Maria Eduarda riu. - Estou brincando. -
- Idiota. – Bianca respondeu com a feição amarrada
- Precisava ver o seu rosto. Estava muito vermelho. – Disse Maria Eduarda se segurando para não rir, ou talvez nem tanto.
- Com razão, você ainda não tirou a camisa? - Perguntou Bianca, ansiosa por mudar de assunto.
Maria Eduarda riu, tirando a camisa e colocando-a sobre a mesinha de cabeceira.
- Você é uma peste. - Resmungou Bianca, colocando creme nas próprias mãos.
Maria Eduarda não a ouviu, cruzando os braços sob o travesseiro e relaxando os ombros.
Bianca se sentou sobre os próprios joelhos, respirando fundo, como se estivesse prestes a realizar uma cirurgia, ou criar o próximo Frankstein.
Apoiou as palmas das mãos sobre seus ombros, massageando obrigatoriamente seu pescoço em movimentos suaves com os polegares. Percorreu seus ombros em movimentos circulares, chegando ao meio de suas costas.
Bianca se concentrava nos movimentos, totalmente alheia ao mundo exterior, como se fosse só ela e Maria Eduarda ali. A pele da garota era bem macia e um tanto rígida ao toque.
Maria Eduarda fechou os olhos.
Era bom, muito bom, fazia tempo que alguém não a acariciava assim. (O que é a massagem? Sucessão de carícias que proporciona bem estar. Ou seja, é carinho, refletiu Maria Eduarda mais tarde).
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The Experiment
FanfictionUm milhão de dólares, esse era o valor do prêmio que a maior rede de cientistas do mundo estava oferecendo para duas pessoas que fossem escolhidas para fazer parte de um experimento social. Esse experimento se baseava em colocar duas pessoas de pers...
