Capítulo 39

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- Aonde você vai? - Perguntou Maria Eduarda, com medo de te-lâ magoado.

- Passar protetor solar. -

Maria Eduarda riu, uma mistura de humor com alívio.

- Você não vai torrar em uma meia horinha de no sol. Vamos logo. -

- Não sei... - Bianca parou, indecisa, no batente da porta.

- Nem vou contar até três. - Disse Maria Eduarda, rindo e se aproximando. Bianca recuou alguns passos devagar, mas desatou a correr quando Maria Eduarda apressou o passo atrás dela. Deu a volta na sala e ia subir a escada quando Maria Eduarda a enlaçou pela cintura.

- Você não vai torrar. - Disse Maria Eduarda, rindo, a apertando mais forte quando Bianca tentou se soltar.

- Não mas vou ficar vermelha como um camarão. E minha pele vai ficar ardendo. - Resmungou Bianca, em sua defesa, enquanto Maria Eduarda andava calmamente.

- Que divertido. Vou ter uma desculpa para deixá-la sem roupa na minha cama enquanto passo um creme qualquer para aliviar sua profunda dor. - Maria Eduarda, como se fosse um sacrifício.

Bianca queria chutá-la, mas Maria Eduarda se desviou com agilidade e fechou a porta da cozinha atrás de si.

- É seguro soltá-la agora? -

- Não. Eu vou passar por cima de você, derrubar a porta com um chute e subir correndo até o quarto para passar protetor solar. -

Maria Eduarda teve que rir, soltando-a no chão.

- Não me olhe assim. Você que é a rainha do drama. -

Bianca rolou os olhos, mas Maria Eduarda ignorou isso.

- Vamos apostar uma corrida até... - Maria Eduarda apertou os olhos para conseguir ver na luz ofuscante do sol. - Até aquele coqueiro, onde estão aquelas pedras.

Não era tão longe, duzentos, ou trezentos metros.

Bianca assentiu, disparando.

- Ei! - Chamou Maria Eduarda, correndo atrás de Bianca, rindo. - Eu não disse que poderia começar! -

Mas Bianca manteve o ritmo, seus pés jogando areia para trás.

Bianca resolveu correr próxima ao mar e depois subir, pois lá a areia era mais densa e seus pés não afundariam. ''Vou ganhar de Maria Eduarda facilmente.''

Em um lampejo, viu Maria Eduarda correndo ao seu lado.

- Ei? Como? - Disse Bianca, vendo-a ameaçar passar à sua frente. Maria Eduarda riu, aumentando a velocidade, as duas estavam lado a lado. ( Separadas pela mísera distância de dois metros) quando chegou a hora de Maria Eduarda virar para poder alcançar o coqueiro...

Maria Eduarda teria de fato feito isso e estava a alguns centímetros à frente de Bianca quando sentiu duas pernas ao redor da sua cintura e duas mãos a pressionando para baixo. Maria Eduarda passou uma mão para trás, segurando-a firmemente, antes de puxá-la para baixo e cair em cima de Bianca.

- Isso foi trapaça. - Alertou, séria.

Mas Bianca esticou a mão para trás, tocando o tronco do coqueiro mais próximo da areia.

- Venci. -

- Mas você é uma peste! - Constatou Maria Eduarda.

- Eu sei. -

- Você saiu na frente e pulou em cima de mim quando eu ia ganhar. -

- Eu sei. - E Bianca parecia tão genuinamente satisfeita que Maria Eduarda teve que sorrir.

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