Capítulo 43

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Maria Eduarda estava sob a água, mas nem isso conseguia distraí-la.

"Como Bianca podia ser tão perfeita? Aquele rosto angelical, inocente, aqueles olhos verdes, como um anjo."

Bianca estava maravilhosa naquele vestido e Maria Eduarda mal podia esperar par vê-la sem ele.

[...]

"Maria Eduarda deu tantas indiretas hoje... será que quer... nós duas... hoje á noite? E esse vestido com essa lingerie... só podia ser Gabriella, mesmo, para piorar as coisas. Mas será que isso está certo? Parece tão... de repente. Ok, Maria Eduarda está apressada... mas eu nem sei como lidar com isso."

- Se você não quiser fazer nada hoje, não vai fazer. - Disse Bianca para si mesma.

"Mas aí que está... eu quero ou não? Ok, Maria Eduarda é linda, embora não precise saber disso, maravilhosa. Consegue ser carinhosa e cuidadosa quando quer e beija muito bem, suas mãos são bem experientes também, então... por que não? Porque... porque..."

Bianca suspirou.

"Calma Bianca. Maria Eduarda pode nem estar querendo fazer nada hoje, não se preocupe."

Mas Bianca nunca esteve tão enganada.

[...]

Bianca ouviu alguns barulhos na copa, devia ser Maria Eduarda arrumando a mesa.

- Bianca? - Chamou Maria Eduarda, descendo as escadas até a biblioteca.

- Hum? - Respondeu Bianca, erguendo os olhos do livro.

- Vem jantar. -

- Você perdeu sua hora livre arrumando a mesa. - Disse Bianca, pesarosa.

Maria Eduarda deu de ombros, sorrindo.

Bianca largou o livro em uma mesinha e a seguiu, Maria Eduarda vestia um vestido até os joelhos preto e justo, Bianca não pode deixar de reparar em seu bumbum.

Bianca estacou quando viu a copa.

A mesa estava coberta por uma toalha branca, havia pétalas de rosa e um candelabro, um lustre antigo no teto, um vaso de rosas sobre a mesa, e a panela do fondue era prateada com a borda decorada com relevos de corações.

- Você... você... - Bianca estava sem palavras.

Maria Eduarda puxou a cadeira para Bianca e deixou que Bianca pegasse o pãozinho primeiro, havia um sorriso estranho em seus lábios, mas Bianca decidiu ignorar isso.

- Você disse que ia me contar sobre o seu sonho. - Lembrou Bianca, incomodada com o silêncio.

- Ah, sim. Estávamos em uma praia, com duas crianças que pareciam muito com a gente. -

Bianca sorriu involuntariamente.

- É? -

- Aham, Tinha um garoto, de talvez cinco anos e uma garotinha menor, ela queria entrar no mar, mas você, por uma razão estranha, estava preocupada com isso. -

Bianca deu de ombros, sorrindo.

- Não me surpreendo e o que mais? -

- Tirei a garotinha do seu colo e a coloquei na água, ela pareceu muito feliz. -

- Provavelmente, sendo sua filha. -

- Está vendo? Uma grande família feliz, só falta o cachorro. -

Bianca rolou os olhos, sorrindo.

- Você disse que não teria filhos. - Lembrou Maria Eduarda. - Mudou e ideia, né? -

- Eu... acho que sim. -

Maria Eduarda sorriu.

Elas comeram em silêncio por alguns minutos.

- Pode parar por aí... - Ordenou Bianca enquanto Maria Eduarda colocava mais vinho em sua taça. - Eu não quero entrar em coma alcoólico. -

- É a sua terceira taça, ninguém entra em coma por isso. -

- Não interessa. -

- Eu não vou te embriagar para abusar de você hoje á noite, Bianca. -

- De preferência. -

Maria Eduarda sorriu.

- Teria sido uma boa ideia. Vamos subir? -
- Por que a pressa? - Perguntou Bianca, surpresa.

Maria Eduarda sorriu, misteriosamente.

- Você não está nem um pouco curiosa para saber o que eu fiz no meu tempo livre? -

Bianca franziu o cenho, um tanto surpresa, mas se levantou.

[...]

- Se eu não te conhecesse, diria que você não tem intenção alguma, mas como eu te conheço, o que você armou lá em cima? - Perguntou Bianca, subindo a escada.

- Uma surpresa para você. -

- Para mim? -

- É. - Disse Maria Eduarda, parando em frente a porta fechada. - Encontrei uma coisinhas no armário, Gabriella é um gênio. -

E Maria Eduarda abriu a porta.

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