Capítulo 16

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Arrumar as malas juntas.

- Isso significa que eu vou ver suas roupas íntimas? - Perguntou Maria Eduarda, se jogando na cama.

- Só na sua ment... -

- Na minha mente doentia, certo. - Cortou Maria Eduarda.

- E por que você iria querer ver minhas roupas íntimas? - Perguntou Bianca, abrindo seu lado do armário.

- Você não entende. -

- E tem algo que eu não entenda? -

- Claro. Por exemplo, como é estranhamente excitante ver roupas íntimas bonitas. - Terminou, puxando distraidamente a ponta de um travesseiro.

- Pelo amor, você é nojenta! - Exclamou Bianca, ainda de costas para Maria Eduarda, pegando alguns cabides.

- Não, toda pessoa normal acha isso. -

- Seus argumentos são péssimos - Comentou Bianca, colocando algumas roupas na cama, se virando a tempo de não ver Maria Eduarda mexer em cada peça de roupa próxima de si.

- Olhe pelo lado bom, eles poderiam pedir para uma arrumar a mala da outra. -

- Seria horrível. - Admitiu Bianca.

- Eu não acho. Eu só levaria seus vestidos curtos. – Maria Eduarda balançou suas sobrancelhas.

- Se você fizesse isso, eu só levaria suas calcinhas. – Bianca retrucou.

- Seria constrangedor andar de calcinha pela cidade. - Observou Maria Eduarda.

- Por que você está mexendo nas minhas roupas? - Surpreendeu- se Bianca, se virando.

- Curiosidade. -

- Posso te fazer uma pergunta? -

- Claro. - Respondeu Maria Eduarda.

- Por que você não... Espero que não pareça rude, mas por que você não gosta de garotos? Eu nunca entendi muito bem essa coisa de... Você sabe... – Bianca perguntou, mas seu semblante era de oura curiosidade.

- Não achei que você se interessasse pela minha vida. – Maria Eduarda se assustou.

- Não me interesso. -

- Seria uma perda para todas as mulheres do mundo se eu jogasse no outro time. -

- Você acha mesmo que todas as mulheres se interessariam por você? – Bianca perguntou.

- Você acha que não? -

- Só não acho como sou a prova viva disso. – A garota se gabou.

- Bianca, você é um caso perdido. Vamos arrumar a sua mala e depois a minha. -

- Como assim? Cada um arruma a sua. -

- Não. A minha interpretação de arrumar as malas "juntas" é essa. Uma dá palpites na arrumação da outra. – Maria Eduarda a encarou de braços cruzados.

- A minha interpretação é que cada uma arruma a sua e pronto. É bem melhor. -

- Exatamente. E desde quando eles escolhem o que é melhor para nós? -

- Humm... ok. Não tenho como contra-argumentar isso. -

- Excelente - Maria Eduarda se recostou na cabeceira da cama, suas costas apoiadas nos travesseiros.

- Vamos ficar lá até amanhã... Humm... três camisetas... - Murmurou Bianca, contando alguns cabides.

- Para que tudo isso? -

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