Capítulo 15: Diferentes sinais.

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"Ser manchado" esse termo se refere a maldição dos sete grandes, é um tipo de corrupção magica que transforma o mago numa verdadeira ameaça; quando Riddle foi manchado todos da academia acabaram escravizados e o prédio principal destruído, essa maldição envolve uma grande mistura de sentimentos negativos, pensamentos distorcidos, o que leva a perder o controle realizando atos que nunca em sã consciência faria, após o ocorrido com Rosehearts, um plano de contingência foi criado, os professores com o diretor criaram esse plano e deixaram a mim e Ruria a responsabilidade de observar os alunos e a qualquer mínimo sinal daríamos um alerta.

Floyd e Jade Leech vieram a mim naquela noite, com a suspeita de que Azul Ashengrotto, o regente da Octavinelle, poderia ser o próximo a ser manchado, por isso passaria a trabalhar no café do dormitório para ficar de olho, porem com esse plano em mente veio uma questão, quais eram os sinais? Não lembrando ao certo só me restava descobrir por isso, após meu treino magico e as aulas normais, tive que me enfiar na biblioteca, por sorte era amigo da bibliotecária.

— Foi esse o livro que usou? – Pergunto esperando que aquele fosse o único, pois já era muito grosso.

— Um dos... – Ruria procura rapidamente pela prateleira mais baixa. – Sabe, depois do que houve com Riddle, passei a pesquisar bastante sobre magia, maldições, encantos e curas. – Ela puxa um pequeno livro. – Acabei descobrindo que maldições funcionam de maneiras diferentes para diferentes magos, foi fácil reparar que tinha algo de errado com Riddle porque estava bem a vista, já o Azul, por ser alguém discreto e bem caseiro, não tem como desconfiar das atitudes dele, não vi os mesmos sinais como a mudança de cor nos olhos... aqui esses dois podem ajudar também!

— Puxa temos muito o que ler... cadê o Grimm? – Olhamos em volta e começamos a procurá-lo, encontramos o bichano dormindo no carrinho de livros devolvidos. – Céus... temos muito que nos preocupar, além dessa maldição temos um monstrinho para cuidar!

— Ele não é ruim! – Ruria tira uma foto com a câmera que o Dire me deu. – Sem dúvidas o Grimm é muito fofinho! Queria saber qual é a espécie dele!

— Um gato dragão? – Arrisco. – Já que ele solta fogo!

— Mas ele não te escamas ou asas... embora eu saiba que em muitas lendas alguns dragões não possuem asas.

— Bom, essa pesquisa fica para depois, Grimm! Acorde!

— QUE! A são vocês... Que foi?

— Hora da leitura! – Indico para ele sentar-se comigo na mesa em frente.

— Mas que saco, ainda tenho que estudar mais? – Grimm reclama como sempre. – Além disso, por que temos que fiscalizar o polvo?

— Faz parte do plano do diretor! – Comento. – Como passamos mais tempo com os alunos, fica mais fácil para nós identificarmos a maldição... embora que como a Ruri disse, vai ser difícil ver se o Azul está mesmo com a mancha.

Passamos metade daquela tarde lendo, e como fui informado diferentes pessoas diferentes sinais, para cada um haveria uma forma única para a maldição se manifestar além da possibilidade de não existir sinais visíveis, sendo assim o mago poderia de uma hora para outra se transformar numa amaldiçoado, embora essa confusão me fizesse perder o chão, consegui pelo menos aprender três sinais claros, precisava focar no comportamento, voz e olhar. Assim chega a hora de irmos para o café, enquanto Ruria se trocava, os gêmeos me levam para o vestiário, enquanto explicavam o que eu faria além de ficar de olho em Azul.

— Você será o metre! – Jade me diz do lado de fora do provador. – Basta receber os clientes, indicar uma mesa e lhes entregar os cardápios.

— Aí lagostim... está ouvindo?

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