Capítulo 39: O rei leão, final.

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Numa queda livre, surge uma nuvem de borboletas-brancas, aplacando a fúria do Overblot, dando-me o momento ideal para poder entrar no subconsciente de Leona, ao chegar não havia nada além de escuridão e nevoa, não conseguia ver nada apenas ouvia o eco de meus passos, então uma pequena luz surge em meio àquela escuridão, a borboleta-branca de Ruria, me guiando até Leona, o regente como eu conhecia, estava parado no meio daquele breu, ao avistar a pequena borboleta, levanta a ponta do indicador, permitindo que a borboleta pouse, abrindo um sorriso modesto, depois seus olhos se voltam sobre mim.

— Chegou finalmente, herbívoro!

— Leona? Como você está aqui? Geralmente eu não converso nesses casos.

— Essa mente é minha, sou eu quem manda aqui... pelo menos, era assim antes, daquilo!

Leona olha para sua frente, ao me virar, avisto a versão Overblot de Leona, enxergava o desejo de sangue em seu olhar, ele tenta avançar contra nós, mas havia algo o impedido, uma parede transparente.

— Estava difícil de segura-lo, tentei lutar, mas acabei cedendo para ter toda aquela força... Ah... a coelhinha me alertou que isso poderia acontecer.

— Você estava resistindo. — Afirmo. — Mas, você cedeu por estar cansado ou, porque queria enfrentar o Malleus?

— Um pouco dos dois... talvez... Sempre quis derrotar aquele lagarto, sabe antes dele chegar, era o meu dormitório que comandava, mas foi só o imbecil de chifres chegar e tudo foi para o buraco! Ele se tornou o mais temido, a realeza negra, o futuro rei dos espinhos. BLEH! Nojento... até você e ela gostam mais dele... e agora devem me ver como um maníaco por poder, pensei que não viria...

A borboleta reluz, voando até a parede de vidro, e pela primeira vez vi o que estava acontecendo do lado de fora, incluindo os momentos antes de eu ter ativado minha magia.

*Ruria caia, em queda livre da vassoura de Megan, ficando cara a cara com Leona, que em meio a tanta loucura reconheceu o rosto dela ficando paralisado, e naquele segundo...

— Puro como a neve!

Ruria libera sua nova habilidade, a nuvem de borboletas-brancas acalmaram a mente e o coração de Leona, deixando-o imóvel, ela foi salva de uma queda por Cater que já a esperava ali, e naquela hora eu entrei.

— Estávamos preocupados. Você fez um belo estrago!

— Mesmo?! — Leona sorri. — Enfim, você está aqui com um proposito né?

— Não entendo ainda como tudo acontece, mas estou aqui para ajudar de alguma forma, me permite?

— Faça o que quiser... eu estou exausto, quero dormir, mas não dá para fazer isso com esse daí, faça o que for preciso para mandá-lo embora, mesmo que veja coisas que eu mesmo não queira lembrar... – O Leona que conhecia, se tornou um menino da mesma idade de Cheka. – Vai ser uma viagem nada agradável.

O pequeno Leona andava a minha frente tranquilamente, a paisagem começou a tremular, se transformando nos corredores do palácio, por onde Leona andava ouviam-se sussurros dos empregados, não pude entender bem o que diziam, talvez só desse para entender o que Leona deu realmente ouvidos, como a conversa entre duas empregadas.

— É verdade? A rainha ficou louca depois que ele nasceu?

— Dizem que ela podia ver o futuro, talvez tenha visto que ele seria um perigo ao reino!

Leona saiu correndo, parecia estar segurando as lagrimas, estava carregando um buque de flores, na corrida algumas pétalas ficaram pelo caminho, quando ele caminhava rápido; ao passarmos por um solário grandioso, chegamos a outra parte do castelo, era um local mais decorado e charmoso, o tipo de decoração que uma mulher gostaria de ter em casa, Leona só parou em frente a uma porta dupla, alta de cor de marfim, Leona bate na porta com leveza, uma servente com orelhas de guepardo abre uma porta, ao ver que era ele, esboça um doce sorriso gentil.

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