Capítulo XXVIII

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       Na noite anterior, quando tentou entrar no quarto, percebeu que a porta estava trancada, e ao pedir para o pequeno garoto moreno que estava dentro para abrir a mesma,  a resposta que teve foi um não, bem baixo e abafado.

       Mesmo pedindo, quase implorando e tentando de todas as maneiras convencer o garoto a abrir a porta, a resposta continuava sendo não. Depois de quase uma hora parado na frente da porta, o Kim
finalmente se deu por vencido e foi dormir no escritório.

         Mesmo frustrado com a situação e um pouco chateado, o ruivo  entendia que seu amado bebê não tinha lhe deixado entrar no quarto, pois estava extremamente envergonhado com tudo que aconteceu, principalmente por ter aceitado sua proposta, e isso de certa forma lhe agravada bastante.

— Hum... ai que dor… — Resmungou ainda com os olhos fechados, enquanto se remexia no sofá. — A que nível você chegou por um garoto, Kim? — Se questiona indignado. — Bem que a minha mãe avisou que pessoas apaixonadas parecem idiotas… — Antes que pudesse continuar resmungando e reclamando, o mais velho ouviu batidas bem fraquinhos na porta.

        Mesmo estranhando, já que tinha deixado bem claro que não queria ser incomodado por ninguém, Kim se levantou e foi caminhando em passos lentos até a porta. Quando finalmente chegou perto o suficiente, o ruivo respirou fundo, contou até três e abriu a mesma devagar.

         Taehyung estava pronto para expulsar a pessoa aos gritos e  talvez até mesmo a socos e chutes. Seu humor não estava dos melhores naquela manhã, na verdade ele estava péssimo.

          Assim que abriu a porta, pronto para despejar toda sua irritação em quem quer que fosse, ele parou, surpreso. Seus olhos se arregalaram ao reconhecer a pessoa diante dele, e toda a raiva sumiu num instante. Sem perceber, relaxou a postura e deixou um sorriso escapar, leve e genuíno.

       Jungkook estava de cabeça baixa, entretido em mexer nas próprias mãos enquanto balançava os pés, visivelmente nervoso enquanto aguardava pelo ruivo. Suas bochechas estavam tão vermelhas que era impossível não lembrar de um morango maduro. Na verdade, Kim tinha certeza de que a cor em seu rosto ultrapassa até a da fruta.

— Bebê, o que faz aqui? — Questiona, confuso, mas sem tirar o sorriso dos lábios.

— É... e-eu q-queria f-falar c-com v-você — responde, ficando ainda mais tímido na presença do mais velho.

       Taehyung não pôde deixar de sorrir com o jeito tímido e desajeitado do mais novo. Sem pensar duas vezes, ele se aproximou e, com um movimento suave, o puxou para um abraço. Seus corpos ficaram bem próximos, o calor entre eles aumentando, e Taehyung sentiu o cheiro doce e familiar de Jungkook.

— Pode falar o que quiser, meu amor. Mas antes, espere eu tomar um banho, pois estou um pouco grudento — Diz rouco, com um brilho malicioso nos olhos.

𝐓𝐡𝐞 𝐇𝐨𝐰𝐥 𝐨𝐟 𝐓𝐡𝐞 𝐖𝐨𝐥𝐟Onde histórias criam vida. Descubra agora