[EM ANDAMENTO - SENDO REESCRITA] [LongFic - Fantasia]
Cansado de ouvir o uivar daquele lobo, que parecihamá-lo todas as noites para a floresta proibida, tão temida por todos do vilarejo. Jungkook, em um súbito momento de coragem ou, talvez, insensa...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
🐺
Kai sentiu todas as forças sendo drenadas do seu corpo no instante em que encarou os olhos do ruivo à sua frente. Aqueles olhos... vermelhos, furiosos, frios. Era como encarar a própria sentença de morte — e ele sabia disso.
Um alerta pulsava em sua mente com violência: "Corra."
Talvez seu irmão estivesse certo. Talvez entrar na casa da fera tenha sido o erro mais idiota que já cometeu. Mas admitir isso? Jamais. Preferia assumir que havia sido apenas descuidado e que não percebeu a movimentação de Taehyung, do que dar razão a ele.
Agora, tudo o que podia fazer era sair dali vivo. Se conseguisse.
— Eu não fiz nada, Kim — murmurou, tentando manter a voz firme. — Só... só deixei escapar o que houve com a Yara. Eu achei que o Jungkook já soubesse...
Meias verdades. Era tudo o que tinha. Se conseguisse bagunçar a cabeça do líder o suficiente para focar apenas no humano, talvez... só talvez, saísse dali respirando.
A voz da mãe ecoou em sua cabeça: "Mentir pra sobreviver não é pecado. É instinto."
— O quê...? — Taehyung sussurrou, mais para si do que para ele, os olhos se voltando para Jungkook.
O pequeno continuava parado, rígido, olhos arregalados, ainda tremendo. O medo estava estampado em cada traço do rosto.
O ruivo quis correr até ele, envolvê-lo nos braços, dizer que estava tudo bem, que podia confiar nele. Mas qualquer movimento brusco agora destruiria o pouco de confiança que restava.
Ele respirou fundo. Precisava ir com calma.
— Bebê... eu... você...
— P-p-por q-quê...? — Jungkook interrompeu, a voz quebrada, trêmula. — P-por que fez i-isso c-com ela?
Taehyung fechou os olhos por um segundo, sentindo um aperto no peito.
— Eu... — tentou começar, mas engoliu a explicação. Não era a hora. — Vamos pro nosso quarto, sim? Lá a gente conversa melhor...
Ele estendeu a mão devagar, com cuidado, um gesto suave — quase implorando por confiança.
Mas Jungkook deu dois passos para trás, negando freneticamente com a cabeça.
— N-não... — murmurou, a voz embargada. — N-não q-quero...
A rejeição cortou Taehyung por dentro, como uma lâmina. Mas ele não podia perder o controle. Não com Jungkook. Nunca com ele.
Respirou fundo de novo, contendo o instinto de arrastar Kai pela garganta e enterrar a verdade na marra. Optou por outro caminho.
— Tudo bem... — disse com voz baixa. — Então vamos fazer assim, os meninos estão no escritório. Podemos ir até lá e conversar com eles juntos. Que tal?