Carolyna POV
A segunda-feira depois do casamento passou de forma rápida. Com Liz em casa tudo ficava melhor. É sempre bom ter alguém para conversar. Priscila também ficou o tempo todo em casa, mas como eu a ouvi falando para Liz: "Ficar em casa não quer dizer que eu não vá trabalhar". Resultado. Uma Priscila dentro do escritório
praticamente o dia todo. Não que me
incomodasse. Pelo contrário, eu prefiro assim, ela no canto dela e eu no meu.
Foi com alívio que eu acordei na terça-feira, sabendo que finalmente iria voltar ao serviço. Estava com saudade de ter contato com pessoas diferentes e também, e principalmente, da minha melhor amiga. Só havia conversado com Malu no domingo à noite, antes do jantar, e mal via a hora de poder conversar com ela.
Sai de casa cedo e assim que entrei no carro, conectei meu celular para ligar para João.
- Bom dia. - Ele me atendeu no terceiro toque.
- Quem é vivo sempre aparece. Achei que
já tinha mudado de ideia com relação a sua
esposa.
- Idiota. - Respondi rindo. - Você sabe que
eu nunca faria isso. Liguei para confirmar o
almoço.
- Claro. Te espero no meu apartamento ao
meio-dia. Tenho uma coisa para contar.
- Boa ou ruim? - Perguntei.
- Depende do ponto de vista. - Ele respondeu.
- Nos vemos ao meio-dia então. Estou
chegando no estúdio. Beijo.
- Até depois, tchau. - Ele respondeu e desligou.
Estacionei em frente ao estúdio e percebi que Malu já estava ali. Desci correndo no carro e entrei no local gritando:
- MALUUUU!!! - Corri e a abracei.
- Credo garota, até parece que não me vê a
anos. - Ela falou, mas retribuiu o abraço.
- Você não sabe como sinto sua falta. - Falei.
- Eu imagino. - Ela respondeu convencida. -
Depois que você se acostuma a ter a minha
presença maravilhosa, deve ser difícil viver
sem ela.
Nós duas rimos:
- Nem sei porque eu te falo essas coisas. Eu sei que você fica se achando depois.
- Eu não me acho, meu amor, eu sou.
Ainda rindo eu me sentei na minha mesa.
- Carol - ela me chamou e eu a olhei - eu também sinto a sua falta.
- Duvido - retruquei. - Aposto que a Daniela já se mudou para lá.
- Ei! - Ela se fingiu de ofendida. - Eu sou uma moça de respeito, tá bom. Para morar comigo só depois de ter colocado uma aliança no meu dedo.
Eu ri ainda mais.
- Me engana que eu gosto, Maria Luísa. Não dou dois meses para a Dani estar morando lá.
E assim entre risos e brincadeiras nós
passamos a manhã. Quando o relógio bateu
meio-dia, nós fechamos o espaço e Malu
perguntou:
- Onde vamos almoçar hoje?
- Desculpa Malu, mas eu não vou almoçar com você hoje. Tenho compromisso.
Ela me olhou séria:
- Você ainda não parou com isso Carol?
- Parar por quê? Eu estou curtindo, ele
também. Não tem porque parar. E eu não
vou ficar aqui ouvindo sermão. Bom almoço, Maria Luísa.
E sai indo em direção ao meu carro e partindo para a casa de Joãozinho. Toquei a campainha e ele me atendeu, não
deixando nem que eu dissesse oi, antes de me pegar pela cintura e me beijar. Larguei minha bolsa em qualquer lugar e o segui em direção ao seu quarto. Eu cortei o beijo:
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The Few Things - Capri
Fiksi PenggemarAs famílias Caliari e Borges são sócias em uma grande rede de hotéis: a Luxury. Seus filhos foram criados juntos e se davam muito bem. Bom... exceto suas filhas mais velhas, que se odiavam. Priscila Caliari e Carolyna Borges são o completo oposto um...
