Estúdio

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Carolyna POV

É impressionante como o tempo passa rápido quando você tem muitas coisas na cabeça. Eu e Malu mal tivemos tempo de respirar desde que voltamos de Gramado, já na tarde de sábado depois da inauguração, decidi a decoração, bufê, além da documentação necessária para a inauguração do estúdio, estamos ficando loucas com tudo isso. Ainda bem que para a última questão nós temos a ajuda do meu pai, que já está acostumado com isso e poderá nos mostrar a luz no fim do túnel, já que aqueles papéis pareciam grego para nós. É por isso que em plena quarta-feira
à tarde, eu e minha amiga estamos indo para a Luxury.

Chegando à porta do escritório do meu pai
pergunto à Dona Alice:

- Boa tarde Dona Alice, meu pai está muito
ocupado?

- Boa tarde Carol. Seu pai está em uma
reunião com alguns acionistas. - Ela
respondeu.

- Tudo bem. O tio Thomas está com ele?

- Sim. Hoje apenas a Dona Priscila está no
escritório.

Me virei para Malu:

- Vamos ter que deixar essa conversa para
amanhã, Malu.

- Mas Carol nós temos que resolver isso
hoje. Amanhã nós vamos com a Clara
experimentar o bufê lembra?

- Putz, tinha esquecido disso. Mas nem meu
pai nem o tio Thomas estão aqui. Vamos ter que ir à noite para a casa dos meus pais.

- Ué, porque não pedimos ajuda para a
Priscila? - Malu perguntou e eu olhei para ela indignada.

Pedir ajuda para Priscila era como dar um tiro no meu orgulho. Eu nunca faria isso.

- De jeito nenhum, Malu. Eu nunca vou pedir ajuda para ela.

- Carol, para de ser criança. Nós precisamos que alguém traduza esses papéis antes de assiná-los.

- Malu, você sabe que eu tenho meu orgulho. Eu não vou pedir ajuda para ela. Até porque ela nunca iria me ajudar, nós nos odiamos lembra?

Malu revirou os olhos e disse:

- Se você não pede, eu peço. - Se virou para
Dona Alice. - A Priscila está muito ocupada?

- Não senhora. Ela avisou que poderia ser
interrompida caso fosse necessário.

- Ótimo. - Pegou os papéis da minha mão e
bateu na porta do escritório de Priscila.

- Pode entrar. - Ouvimos a voz de Priscila
dentro da sala.

Malu me olhou e eu sentei no sofá da recepção com os braços cruzados, sinalizando que não iria entrar. Ela então abriu a porta e colocou a cabeça para dentro:

-Olá Priscila. Atrapalho?

Ouvi a voz de Priscila novamente:

- Oi Malu. Claro que não, pode entrar. - Ouvi o som de alguém se levantando e Malu entrou e fechou a porta.

Cerca de cinco minutos depois de Malu entrar a porta se abriu de novo. Eu pensei que era Malu, e já iria falar que eu havia avisado que a Senhorita Odeio a Carolyna não iria ajudar, mas me surpreendi ao ver Priscila saindo da sala.

Ela me olhou e simplesmente falou:

- Carolyna, entra.

Garota mais grossa. Quem ela pensa que eu
sou?

- Não entro - falei continuando de braços
cruzados.

- Garota, entra. Para de ser orgulhosa.

- Eu não quero te dar o prazer de jogar na
minha cara o resto da vida que me ajudou.

The Few Things - Capri Onde histórias criam vida. Descubra agora