A minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele.
O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
Acordo com uma enxaqueca do car*lho. Levanto devagar, sentindo a cabeça latejar, e vou direto pro banheiro. Faço minha higiene e depois entro na banheira, tentando relaxar um pouco.
Pego uma toalha e me enrolo. Hoje definitivamente não estou nos meus melhores dias.
Saio do banheiro e vou até o closet. Começo a procurar uma roupa e acabo escolhendo um vestido verde que realça muito bem os meus seios. Só usei ele uma vez. Hoje eu, Lídia e Micaela vamos fazer compras pro bebê da Lídia.
Visto o vestido e, enquanto ainda estou secando o cabelo com a toalha, alguém bate na porta.
— Deve ser a Lídia me apressando — penso, revirando os olhos.
Vou até a porta e abro... mas não é ela.
É o William.
Ele está com a cabeça encostada na parede, com uma cara de quem não dormiu bem. Ou pior: de quem ainda está bêbado.
— O que você quer? — pergunto, ríspida.
Ele me encara por alguns segundos. Só me encara, como se as palavras estivessem presas na garganta.
— Fala logo, tô com pressa. — cruzo os braços, seca.
— Hannah... eu quero falar com você — ele diz, e o bafo de álcool sobe direto no meu rosto.
Reviro os olhos.
— Olha, sinceramente? Eu tô sem tempo. A gente conversa depois, quando você estiver... em melhores condições — respondo firme, e fecho a porta na cara dele.
Respiro fundo.
Termino de me arrumar, ajeito o vestido, deixo o cabelo solto e faço uma make bem básica. Pego minha bolsa e saio do quarto sem olhar pra trás.
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Cheguei na sala e a Lídia já estava me esperando.
— Nossa, pensei que você não ia descer — ela diz.
— Tá, vamos tomar café da manhã e saímos. Pode ser?
— Pode sim, vamos logo.
Quando estávamos indo em direção à sala de jantar, Bernardo grita lá das escadas:
— Meu amor, você tá linda!
Lídia para, olha pra ele e solta uma gargalhada. Eu fico ali… segurando vela enquanto os dois se beijam com tanto amor.
Era isso que eu queria pra mim. Mas eu me casei com um mafioso. Um homem que eu não amo.
— Tá, gente… cansa ficar segurando vela pra vocês! — digo, cruzando os braços.
Os dois param de se beijar e olham pra mim, e eu estou com uma cara de puro tédio.
Tomamos café da manhã e, quando eu e Lídia já estávamos prestes a sair, William desce as escadas.