~Hannah
Será que ele não vai me encontrar?
Por que ele ainda não veio?
Será que… ele desistiu de mim?
Esses questionamentos estão me destruindo por dentro.
Eu não aguento mais. Estou fraca, com frio, com fome… e com uma sede que queima.
Meu corpo está completamente adormecido. As torturas — principalmente o maldito choque — estão me levando ao limite.
Eu jurei que tinha superado esse trauma, mas ele voltou. Ele me perseguiu. Me encontrou. De novo.
Por que justo eu tenho que passar por isso?
Já não basta tudo o que vivi?
Por que parece que quanto mais eu tento ser feliz… mais o mundo faz questão de me derrubar?
Eu achei que dessa vez seria diferente. Eu realmente achei que ia ser feliz.
Por que tanto ódio? Como alguém pode ser tão amargurado ao ponto de torturar outra pessoa ao extremo…?
Eu estou no meu limite. A qualquer momento, vou desmaiar.
— Acorde, temos uma surpresa pra você — diz Cezar, e então levanto a cabeça, exausta, para encará-lo.
— Surpresa! — diz Amélia com um sorriso doentio no rosto. E então… meu pai aparece.
Está amarrado a uma maca.
— O que vocês vão fazer? — pergunto, atordoada.
— Vamos torturar seu pai… e matá-lo, na sua frente, querida — responde Amélia, sorrindo com maldade.
— Você é horrível, Amélia. Nem merecia ter o fôlego da vida.
Ela caminha até mim e aperta meu maxilar com força.
— Se mais uma palavra sair dessa sua boca imunda, eu mesma corto sua língua.
Meu pai está todo amarrado. Boca, mãos, pés, corpo… preso como um animal.
— Vamos começar com o choque. Depois, ferveremos o ferro e o enfiamos nos olhos dele. Vai ficar cego — ela diz com frieza.
— Não! Por favor, deixem ele em paz! — imploro, e recebo uma bofetada estalando meu rosto.
— Soltem as cordas dela. Quero que ela veja tudo bem de perto.
…
— NÃO! PAREM! POR FAVOR, PAREM COM ISSO! — grito desesperada, fechando os olhos.
— Abra os olhos, sua imundície — diz Amélia, aproximando o ferro quente.
Ela começa a queimar o corpo do meu pai.
Ele grita. Alto.
A dor dele ecoa pela sala.
E eu… eu não posso fazer nada.
A última vez que falei com meu pai… não foi boa. Mas nem nos meus piores pesadelos eu desejei ver ele morrer assim.
— Olhe agora, Augusto. Olhe bem para a atrevida da sua filha — diz Amélia, levantando sua cabeça à força. Ele me olha… os olhos cheios de lágrimas.
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Casei com um mafioso
FanfictionA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
