~William~
Hoje faz três dias que eu, meu pai e o Bernardo estamos aqui na Bélgica.
Agora estamos nos arrumando para o tiroteio que vai acontecer no centro da cidade.
Hoje vamos matar o homem que roubou a exportação de armas que seria enviada para a Europa. Vamos acabar com ele, com seus homens, e recuperar o nosso navio de exportações.
Aquele infeliz vai pagar com a própria vida por ter cruzado o caminho de William Parker.
— Pronto?
Bernardo pergunta, entrando no quarto onde estou hospedado.
— Sim.
Respondo, depois de esconder a arma na cintura e as facas dentro da bota.
Eu, Bernardo, Felipe e meu pai entramos no carro e seguimos para o tiroteio no centro da cidade.
Agora são 2h23 da manhã, e as ruas estão completamente vazias — o que é ótimo. Assim, nenhum inocente se machuca.
Chegamos ao local combinado. Eu vou para o meu posto, e os outros fazem o mesmo.
Que a guerra comece.
O tiroteio começa e, por enquanto, tudo está sob controle. Vejo um homem mirando a arma para o Felipe, mas, antes que ele consiga atirar...
Acerto sua cabeça com um disparo certeiro.
De repente, um dos homens da minha própria máfia se revela um traidor e pula em cima de mim.
Eu o derrubo no chão e começo a socar sua cara com tanta força que ele desmaia. Puxo a faca da minha bota e enfio com toda a minha força na barriga dele.
Volto a atirar sem parar, sem pensar, com o sangue fervendo. Mas, de repente, escuto um tiro.
Um tiro alto, seco... que parece ter sido em mim, mas não foi.
Olho pro lado.
Meu pai está no chão, com um tiro bem no meio da testa.
Tudo ao meu redor parece ficar em câmera lenta. Corro até ele, que já está caído, com sangue escorrendo pela boca.
— Paaiii!! Pai, acorda, por favor... Pai?!
Grito, desesperado.
Felipe se aproxima e tenta ver se ele ainda respira.
— William... eu sinto muito.
Ele diz, e meus olhos queimam de ódio.
Olho ao redor e vejo o chefe da máfia inimiga se aproximando do Bernardo. Sem pensar, começo a atirar nele sem parar. O corpo dele cai morto no chão. Com a morte dele, matamos todos os outros homens.
Pegamos o corpo do meu pai e corremos para o hospital...
Mas, infelizmente, ele não sobreviveu.
— Voltaremos amanhã pro enterro do nosso pai.
Eu digo, com o coração despedaçado.
No dia seguinte, pegamos um avião para Londres. Hannah e Lídia já estavam sabendo da notícia — Micaela contou tudo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Casei com um mafioso
FanfictionA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
