Capítulo 32

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~Hannah~

Hoje faz um mês desde o ocorrido. Nesse exato momento, estou na cozinha com Lídia, que está sentada comendo bolo de pote.

— Uhmm, isso tá tão gostoso, Hannah — ela fala com a boca cheia, e eu rio.

Ela já está com oito meses de gravidez e a barriga dela está enorme. Tão lindinha grávida, e o Bernardo tá super ansioso pela chegada do bebê... ou da bebê.

— Hannah, eu vou dormir um pouco, meus pés tão me matando — ela diz se levantando. Nossa, como a Lídia tem dormido nesses últimos meses!

Eu aceno com a cabeça e fico ali, apoiada com o cotovelo no balcão de mármore, a mão no queixo e, com a outra, mexendo no celular, olhando coisas aleatórias.

Como hoje é domingo, não tem empregados em casa — só os seguranças.

— Oi, minha quenga.

Pelo jeito de falar, eu sei que é a Micaela. Coloco o celular no balcão e olho pra ela.

— Oi — digo, seca.

— Ai, nossa, esse “oi” tá mais seco que a minha garrafinha de água — ela fala, mostrando a garrafinha.

— Desculpa, Mi. Você tava fazendo caminhada e não me chamou?

— Eu tava fazendo caminhada com o Felipe — ela responde com um sorrisinho travesso.

Eu dou uma risada alta, e ela ri também.

— Cadê a Lídia? — ela pergunta, sentando ao meu lado.

— Adivinha?

— Não vai me dizer que ela tá dormindo?

— Exatamente isso — digo sorrindo.

— E aí, não bebeu mais, não? Como da última vez? — ela pergunta.

— Faz um mês que eu não bebo uma gota de álcool. Não me julga, Micaela. Eu tinha que dar um pequeno susto no William. Ele tava merecendo.

— Ai, Hannah, você é muito vingativa, amiga — ela fala rindo.

— O que você faria se soubesse que é corna?

— Eu deixava o Felipe sem pau — ela fala, e eu rio.

— Então... o problema é que ele continua me traindo, e eu não posso fazer nada — digo.

— Você pode sim — ela rebate.

— Fazer o quê? Eu já tentei. Sinceramente, deixa ele ser feliz...

— Ai, credo, Hannah! Além de continuar virgem pro resto da vida, vai querer ser corna?

— Eu não sei o que fazer...

— Mas eu sei — ela diz, me puxando pro quarto da Lídia.

Ela abre a porta sem nem bater e grita o nome da Lídia, que levanta na hora.

— Amiga, olha isso! Olha como ela tá descuidada. Precisamos fazer uma mágica agora — Micaela fala, se jogando na cama.

— Tem razão! Vamos fazer magia — Lídia concorda.

As duas começam a me arrumar. Primeiro, tomo um banho com pétalas de flores. Depois do banho, a Lídia faz a minha make e a Micaela cuida do meu cabelo. Depois, fazem minhas unhas também.

Ficamos um tempo conversando, esperando as unhas secarem.

— Ai, gente, eu tô com fome — Lídia fala.

Micaela a olha decepcionada e ri. Eu rio junto.

Lídia desce pra ir à cozinha, e Micaela acompanha.

Pego meu celular: 18:56. Quase 19h. Com certeza, depois da transformação, a Micaela vai me levar pra alguma boate.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora