~Hannah~
Sento-me na cama, ainda sonolenta.
Levanto e vou ao banheiro para fazer minha higiene e tomar banho.
Depois, sigo até o closet, pego um short jeans e um moletom preto. Faço um rabo de cavalo, solto duas mechas na frente, passo rímel e um gloss rosa.
Assim que termino, desço para o andar de baixo.
Como não conheço nada na casa, sento no sofá da sala e espero alguém aparecer — mas ninguém aparece.
Então me levanto e me lembro do jardim. Decido ir até lá.
Ao chegar, vejo Lídia tomando café sozinha.
— Posso te acompanhar nesse belo café da manhã? — falo, me aproximando.
— Hannah, bom dia! Não te acordei porque achei que você iria se irritar.
— Bom, eu realmente me irritaria um pouco... Odeio quando me acordam. Prefiro acordar sozinha, é bem melhor. Você concorda?
— Sim, eu também odeio! O Bernardo sempre faz isso, me dá um ódio!
Sorrio.
— Falando nele... Onde ele e o William estão?
— Foram para a sede da máfia — ela responde, dando uma mordida no misto-quente.
— Ah, sim. E o senhor Mário?
— Bom, ele vive viajando por conta das negociações da máfia. Agora que o William se casou com você, estamos esperando vocês completarem três meses de casados para que ele ocupe o lugar do pai.
Arqueio a sobrancelha.
— Então... William Parker se casou só para ocupar o lugar de chefe da máfia? — pergunto, tomando um gole de suco.
— Não exatamente... De qualquer forma, ele herdaria o cargo.
— Hm... Então ele só casou comigo por causa do contrato mesmo?
Lídia hesita, abaixa a cabeça.
— Pode ser...
A encaro, desconfiada. Pelo pouco que conheço de Lídia, sei que ela está me escondendo algo.
— Lídia? Eu te conheço. Fala logo. Não esconde nada de mim.
Ela suspira, ainda sem me encarar.
— É que... William... Se ele não quisesse, não precisaria casar com você.
Franzo o cenho.
— Quê? Me explica isso direito.
— O Mário disse que, se ele não quisesse, não precisaria casar. Mas, se não casasse, não receberia um centavo do dinheiro do pai e também não ocuparia o cargo de chefe da máfia... Mas, por favor, não surta nem tire satisfação com ele! Se não, eu tô frita!
Solto uma risada sem humor.
— Tudo bem... Isso já era de se esperar, né? Pra que surtar? O desastre já foi feito.
Depois do café, caminhamos pelo jardim, conversando sobre coisas aleatórias.
— Que tal fazermos um tour pela sua nova casa? — Lídia sugere, animada.
— Eu topo! Você vai ser minha guia turística — digo, segurando seu braço.
Ela me mostra cada canto da casa e explica os lugares onde não podemos entrar: dois quartos. O motivo? Nem ela sabe.
O único lugar que não entramos, além dos quartos proibidos, foi o do William. E eu também não sei o porquê.
O último lugar da visita é a garagem, que é enorme — cabe uns vinte carros! Logo percebo que o meu carro não está entre os demais, mas não pergunto nada para a Lídia.
Depois, vamos para a cozinha, e ela diz que, por ser meu primeiro dia na casa, eu posso escolher o almoço.
— Ok, senhora — a empregada responde depois que decido o menu.
Lídia vai para o quarto e fica lá por um tempão. Aproveito para ajudar Lurdes e Tiffany a preparar o almoço.
— Pode deixar que eu corto, Lurdes — digo, ao ouvir ela mandar Tiffany cortar cebola, tomate, pimentão e salsinha.
— Não, senhora! Esse trabalho não é seu.
— Ah, que isso! Deixa eu ajudar, sou ótima na cozinha — respondo, pegando um avental.
— Ma—
A interrompo.
— Nada de “mas”!
Pego uma faca e começo a ajudar.
Depois de um bom tempo, termino de ajudar as meninas, lavo as mãos e, ao sair da cozinha, pego uma xícara de chá para a Lídia, que estava no balcão de mármore. Mas, ao sair, esbarro em William e derramo todo o chá nele.
— Ops! Desculpa, eu não queria — digo, tentando limpar sua camisa molhada.
— Que merda, hein? O que você ia fazer com essa droga de chá?
Cruzo os braços.
— Bom, essa “droga de chá” era pra Lídia, mas agora tá toda em você.
Coloco a xícara no balcão.
— Lurdes, ainda tem chá?
— Sim, senhora.
— Então faz um favor e leva um pouco para a Lídia. Ela não tá muito bem.
Lurdes assente e sai.
— E eu vou tirar essa camisa — William diz, irritado.
— Bem feito — resmungo baixinho.
Ele para e me encara.
— Disse alguma coisa, girassol?
— Você não vai parar de me chamar assim?
— Infelizmente, não. Eu gostei de te chamar assim.
Reviro os olhos e dou de ombros.
Ele sai, e eu limpo a bagunça no chão antes de subir para ver como a Lídia está.
— Oi — digo, entrando no quarto dela.
— Oi.
— Tá melhor?
— Sim, obrigada pelo chá.
— Então levanta dessa cama, o almoço tá na mesa!
Descemos e encontramos William e Bernardo já se servindo.
Enquanto comemos, percebo que Lídia está apenas encarando a comida.
— Lídia, você tá bem?
Ela faz uma careta.
— Não... O que você colocou nessa comida? O cheiro tá horrível!
Ela se levanta e corre para o banheiro.
— Mas tá tão gostoso, né? — pergunto aos meninos, que concordam com a cabeça.
Depois do almoço, William e Bernardo voltam para a sede, e eu vou atrás da Lídia.
— Lídia, você não tá bem.
Ela insiste que está.
— O que você acha que eu tenho?
Cruzo os braços.
— Bom... Sua menstruação tá atrasada?
— Credo, Hannah! Que pergunta é essa?
— Tá ou não tá?
Ela suspira.
— Agora que você falou... Tá sim, umas duas semanas.
Sorrio.
— Então tá óbvio.
— O quê?
— Eu tenho certeza de que você está grávida.
Lídia arregala os olhos e começa a rir — mas é de desespero.
— Será, Hannah?
REVISADO ✅
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Casei com um mafioso
Fiksi PenggemarA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
