Capitulo 13

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~Hannah~

O dia amanhece, e William bate na porta do meu quarto.

Levanto, abro a porta e cruzo os braços, olhando para ele com impaciência.

— Uau, girassol… — Ele arregala os olhos.

— O que foi? — pergunto, desconfiada.

— É que… vendo você nessa camisola preta… — Ele morde os lábios e estreita os olhos.

Olho para baixo e percebo o que estou vestindo. A camisola de seda preta, curta e de alças finas, realça minhas curvas e revela mais do meu corpo do que eu gostaria.

— Você está muito sexy. — Ele me analisa dos pés à cabeça.

— Para de me olhar desse jeito e sai daqui!

— Não é todo dia que a gente vê uma obra de arte dessas.

— Some da minha frente! — Empurro William para fora, sentindo meu rosto queimar de vergonha.

Nunca ninguém me viu de camisola antes. Nunca ninguém me olhou com aquele olhar.

Corro para o armário e procuro algo adequado para vestir. Nunca mais vou deixar William me ver assim.

Escolho um conjunto fofo: uma blusa verde de mangas compridas e uma saia branca curtinha. Coloco meus acessórios — brincos com pedrinhas vermelhas, um colar e uma pulseira combinando. Para finalizar, visto o relógio que era da minha mãe e passo um gloss vermelho nos lábios.

Enquanto amarro uma fitinha vermelha no meu rabo de cavalo baixo, William entra no quarto sem bater.

— Pra quê toda essa demora? — Ele me encara, observando meu reflexo no espelho.

— Terminei. Tá feliz? Agora vamos comer, porque estou morrendo de fome. — Pego minha bolsa e sigo para a porta.

Quando estou saindo, William me puxa e fecha a porta atrás de nós.

— Tá maluco?! — Tento me soltar, mas seu corpo está colado ao meu.

— Tô, sim. Mas louco para beijar essa sua boca com esse gloss vermelho. — Ele olha para os meus lábios.

— Pois continue louco, porque essa boca você não vai beijar nunca mais. Tá entendido?

— Tem certeza? — Ele sorri de lado, puxando minha cintura para mais perto. — Tem certeza de que aquele beijo foi o suficiente? Não quer outro?

— Absoluta. Agora me solta ou eu grito.

— E se eu quiser ficar assim com você, girassol?

— Me solta, William!

— Não vou soltar até você me dar o que eu quero. — Ele segura meu rosto entre as mãos.

— Não! — digo, furiosa.

Ele me solta e dá um passo para trás.

— Tá bom, por enquanto não vou insistir. Mas na próxima, eu consigo, girassol. — Ele pisca para mim e sai do quarto.

Eu respiro fundo, tentando conter a raiva. Como eu odeio esse apelido!

Fecho a porta e vou atrás dele.

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Depois do café da manhã, fomos para a piscina.

Sentei-me na borda, com os pés dentro d’água, enquanto observava William nadando. Ele estava só de sunga, mergulhando e passando as mãos pelos cabelos molhados. As gotas de água escorriam pelo seu corpo definido, e, por algum motivo, meus olhos simplesmente não conseguiam desviar.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora