Capitulo 47

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~Wiliam
— Onde ela está? — pergunto assim que chego no hospital.

Depois do atentado que aconteceu com Hannah, só consegui voltar três dias depois.

Pietro ainda está desaparecido, mas já temos homens procurando por ele em todos os lugares. Logo, vão encontrá-lo.

Lídia tenta se manter forte e não demonstrar emoção. Isso me preocupa. Ela não é assim, mas sei que por dentro está desabando.

— A Hannah ainda está desacordada — diz Lídia.

Só ela estava no hospital. Meu irmão está procurando o filho dele. Micaela e Felipe ainda estão viajando, mas devem voltar amanhã.

— Você está bem, cunhadinha? — pergunto. Ela me olha, força um sorriso e balança a cabeça em sinal positivo.

A abraço e tento consolar.

— Familiares de Hannah Parker — chama o médico.

— Somos nós — respondo. Ele se aproxima.

— A moça já acordou — avisa, e se retira. Eu e Lídia vamos até ela.

— Lídia, me perdoa... Eu não consegui, eu tentei... mas ela era mais forte do que eu. Me perdoa... — Hannah fala chorando, e Lídia a abraça com carinho.

— Shhh... tá tudo bem. Não foi sua culpa. Você foi machucada... calma, tá bom? A gente vai encontrar o Pietro, são e salvo — Lídia responde, chorando também.

Odeio ver mulher chorando.

— Como você está, meu amor? — pergunto.

— Muito melhor — ela responde.

Me sento na cama, ao lado dela, mas sem querer acabo me sentando em cima da perna dela.

— Ai, William!

— Você sentiu?! — pergunto, surpreso.

— Sim, você sentou com força.

— Consegue mexer as pernas, meu amor?

— Um pouco... Elas doem. A Suzy acertou várias vezes nelas — diz, e eu levanto o cobertor.

As pernas dela estão cheias de hematomas.

— Quando vou poder sair daqui? — ela pergunta, se sentando com dificuldade.

Hannah está melhorando. Logo, logo ela vai voltar a andar.

Quatro dias depois...

No dia da alta, coloco Hannah em pé. Ela consegue firmar bem os pés no chão.

— Vai, meu amor. Tenta dar alguns passos.

Ela dá cinco passos.

— Vamos fazer isso até a recepção, tudo bem?

Ela aceita, e assim vamos caminhando devagar.

— Muito bem, meu amor — falo assim que chegamos.

— Minhas pernas doem... — ela reclama, então a coloco na cadeira de rodas.

Quando chegamos em casa, Pietro já está lá. Assim que o vê, Hannah o pega no colo, o abraça e sente o cheirinho dele.

Depois de alguns minutos, ela pede para ser levada ao quarto. Micaela a acompanha e fica com ela por um bom tempo.

Depois de tudo o que aconteceu, preciso estar ainda mais presente. Hannah demonstra ser uma mulher forte, mas também é frágil...

— Quando eu vou voltar a andar, Mi? — ela pergunta a Micaela, justo quando estou entrando no quarto.

— Não vai demorar, minha amiga — responde Micaela.

— Será? — ela pergunta, e Micaela a abraça com ternura.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora