Capítulo 51

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~Hannah

Estamos em uma sala escura, e eu ouço apenas a respiração ofegante das meninas.

A minha filha… Onde ela está? O que fizeram com a minha menina?

— ONDE ESTÁ A MINHA FILHAAA?! — grito assim que desperto por completo.

— Calminha, senhora Parker, sua filha está bem. Nós vamos trazê-la até você daqui a pouco.

Eu deveria ter deixado minha filha em casa, junto com a babá e o Pietro. Eu devia… Eu devia tê-la deixado lá. Agora, minha princesa está nas mãos de pessoas extremamente ruins.

— Calma, Hannah. Eles não vão machucar um bebê daquele tamanho. Eles nunca fariam uma atrocidade dessas, e se fizessem… você sabe que muito sangue seria derramado por causa da pequena Lavine — diz Lídia.

— A Lídia tem razão, Hannah. A Lavine vai ficar bem, e nós vamos sair dessa. Eles não vão nos deixar nas mãos deles — fala Micaela.

— Senhora, o que vamos fazer com elas? — pergunta um dos capangas da mulher.

— Não sei… Estrupem, torturem, divirtam-se. Só não quero que ninguém encoste no bebê. Ah, e antes de fazerem qualquer coisa com elas, tragam a menina para ser alimentada — responde a mulher.

Um homem se aproxima com minha filha nos braços. Eles a entregam para mim.

— Meu amor… minha princesa… minha Lavine… Graças a Deus, você está bem, minha menina.

— Vamos logo, amamente a criança e me entregue ela de volta.

Depois de alimentar minha filha, eles a arrancam dos meus braços novamente.

— Quem você quer, Lucca? — um dos homens pergunta, olhando para mim e para as meninas.

— Eu quero a esposa do irmão do "chefezinho" da máfia.

— Então, divirta-se, Lucca.

— Não encostem nela! — Micaela grita, e um deles se volta para ela.

— Essa é minha — diz um, passando o dedo na boca de Micaela.

— A dama da máfia é minha! — outro proclama.

Ele se aproxima de mim, e meus olhos se enchem de lágrimas.

— A dama da máfia é minha!

O homem cai morto bem na minha frente.

William.

Sinto um alívio imenso ao vê-lo.

— Ouviu? Você nunca será de ninguém. Sempre será apenas minha — William diz, me abraçando.

— Obrigada por vir — sussurro, e ele alisa meus cabelos.

— Eu te amo, meu girassol.

Sorrio em meio ao caos.

Depois que nos libertam, William vai atrás de Lavine. Ele vasculha todo o lugar, mas minha filha não está lá.

— Ela levou nossa filha, William… — digo, sentindo meu peito apertar.

— Eu vou trazê-la de volta. Não se preocupe. Vamos para casa — ele promete.

De volta para casa

Eu e as meninas tomamos banho enquanto William inicia as buscas pela nossa filha.

Quando termino o banho, fico no quarto, perdida em meus pensamentos.

Se eu não tivesse levado Lavine para esse evento, nada disso teria acontecido. A culpa é minha. Minha família está em perigo por minha causa. Eu não devia ter soltado Lavine quando vieram pegá-la de mim.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora