~Hannah~
Eu me sento na cama e fico olhando para o nada. Pego meu celular e vejo que ainda são 03:07 da manhã.
Estou completamente sem sono.
Sento na beirada da cama e calço minha pantufa azul.
Abro a porta do quarto sem fazer barulho e ando nas pontas dos pés. Quando chego ao andar de baixo, vou até a cozinha.
Entro e não vejo ninguém. Abro a geladeira e pego um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Pego a jarra de suco e coloco um pouco no copo.
Subo para o meu quarto, mas me surpreendo ao ver a porta da sala de jogos aberta e a TV ligada. Escuto conversas.
Vou ver o que é, tentando não fazer barulho.
Quando chego à porta, vejo William quebrando o pescoço de um homem dentro de algo que parece uma gaiola. Alguns outros homens estão surtando e gritando. Quando William mata o cara, me assusto e dou um grito.
Saio correndo para o meu quarto. No susto, deixo o copo cair, derramando o suco e o bolo no chão. Escorrego e caio, me machucando.
Ouço passos. Me levanto rapidamente, corro de novo e entro no meu quarto, trancando a porta.
— Ai, droga, droga, droga... — murmuro, olhando para o corte na minha mão.
— Como eu sou burra... — falo para mim mesma.
Vou ao banheiro e lavo a mão ferida, soltando um gemido baixo por causa da dor.
Sento na cama e pressiono um pano contra o corte, resmungando baixinho.
Alguém bate na porta do meu quarto.
— Quem é? — pergunto, ainda do lado de dentro.
— Sou eu, William.
— O que você quer aqui? — minha voz sai tensa.
— Você viu, não foi? — ele diz do outro lado.
— Vai embora, William.
— Hannah, você se machucou. Eu vi o sangue. Deixa eu entrar.
Suspiro, sabendo que ele não vai desistir. Levanto e abro a porta, mas me afasto dele.
— Deixa eu ver, Hannah — ele pede, se aproximando.
— Não chega perto de mim — digo, recuando.
— Deixa eu ver isso logo — ele fala, puxando minha mão.
Ele arregala os olhos.
— O que foi? — pergunto, olhando para ele, que continua encarando o corte.
— Foi profundo, Hannah. Vou pegar o kit de primeiros socorros.
Sento na cama e espero ele voltar.
— É melhor no banheiro. Vamos logo.
Seguimos para o banheiro. Me sento na borda da pia e o observo. Estou assustada, e ele me coloca em cima da pia porque é muito mais alto do que eu. Mesmo assim, ele ainda parece maior.
— Não precisa ter medo de mim. Eu não vou fazer nada com você — ele diz, preparando o material para os pontos.
— Mas eu vi... Vi você matando aquele homem. E as pessoas estavam gritando seu nome.
— Esse é um dos meus negócios, Hannah. Eu ganho uma boa grana com isso.
— Mas... matando pessoas?
— Sim. É um jogo. Só sai de lá morto.
Arregalo os olhos.
— Credo... — murmuro.
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Casei com um mafioso
Fiksi PenggemarA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
