Capítulo 18

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~Hannah~

Eu me sento na cama e fico olhando para o nada. Pego meu celular e vejo que ainda são 03:07 da manhã.

Estou completamente sem sono.

Sento na beirada da cama e calço minha pantufa azul.

Abro a porta do quarto sem fazer barulho e ando nas pontas dos pés. Quando chego ao andar de baixo, vou até a cozinha.

Entro e não vejo ninguém. Abro a geladeira e pego um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Pego a jarra de suco e coloco um pouco no copo.

Subo para o meu quarto, mas me surpreendo ao ver a porta da sala de jogos aberta e a TV ligada. Escuto conversas.

Vou ver o que é, tentando não fazer barulho.

Quando chego à porta, vejo William quebrando o pescoço de um homem dentro de algo que parece uma gaiola. Alguns outros homens estão surtando e gritando. Quando William mata o cara, me assusto e dou um grito.

Saio correndo para o meu quarto. No susto, deixo o copo cair, derramando o suco e o bolo no chão. Escorrego e caio, me machucando.

Ouço passos. Me levanto rapidamente, corro de novo e entro no meu quarto, trancando a porta.

— Ai, droga, droga, droga... — murmuro, olhando para o corte na minha mão.

— Como eu sou burra... — falo para mim mesma.

Vou ao banheiro e lavo a mão ferida, soltando um gemido baixo por causa da dor.

Sento na cama e pressiono um pano contra o corte, resmungando baixinho.

Alguém bate na porta do meu quarto.

— Quem é? — pergunto, ainda do lado de dentro.

— Sou eu, William.

— O que você quer aqui? — minha voz sai tensa.

— Você viu, não foi? — ele diz do outro lado.

— Vai embora, William.

— Hannah, você se machucou. Eu vi o sangue. Deixa eu entrar.

Suspiro, sabendo que ele não vai desistir. Levanto e abro a porta, mas me afasto dele.

— Deixa eu ver, Hannah — ele pede, se aproximando.

— Não chega perto de mim — digo, recuando.

— Deixa eu ver isso logo — ele fala, puxando minha mão.

Ele arregala os olhos.

— O que foi? — pergunto, olhando para ele, que continua encarando o corte.

— Foi profundo, Hannah. Vou pegar o kit de primeiros socorros.

Sento na cama e espero ele voltar.

— É melhor no banheiro. Vamos logo.

Seguimos para o banheiro. Me sento na borda da pia e o observo. Estou assustada, e ele me coloca em cima da pia porque é muito mais alto do que eu. Mesmo assim, ele ainda parece maior.

— Não precisa ter medo de mim. Eu não vou fazer nada com você — ele diz, preparando o material para os pontos.

— Mas eu vi... Vi você matando aquele homem. E as pessoas estavam gritando seu nome.

— Esse é um dos meus negócios, Hannah. Eu ganho uma boa grana com isso.

— Mas... matando pessoas?

— Sim. É um jogo. Só sai de lá morto.

Arregalo os olhos.

— Credo... — murmuro.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora