Capítulo 31

4.9K 224 0
                                        

~William~

Depois que a Hannah ameaçou cortar o meu pau fora na cozinha, ela sumiu. Eu e Lídia ligamos para a Micaela, e ela disse que a Hannah estava com ela. Então, não me preocupei.

Quando eram 18h08, fui para a minha boate. E adivinha quem me atendeu? Gisele.

Depois de algumas horas lá, as pessoas pararam de dançar e olharam para a entrada, perplexas. A música parou. Eu parei de beijar Gisele e olhei para o DJ, que apontou para a entrada.

Quando olhei, era a Hannah. Ela estava com os cabelos soltos e um vestido branco brilhante, que deixava suas coxas à mostra. Parecia até que estava nua. Ela estava extremamente sexy naquele vestido. Os homens da festa não paravam de olhar para ela, e cada um que a encarava soltava um sorriso sedutor.

Eu a encarei, e ela acenou para mim com a mão e um sorriso debochado.

Depois, virou as costas e sumiu no meio da multidão.

Tirei Gisele do meu colo e fui atrás da Hannah. A vi no balcão, conversando com o barman, que estava claramente flertando com ela. E ela retribuía.

Com certeza, estava querendo me provocar.

— Bombonzinho, essa mulher também chamou sua atenção? — Gisele perguntou, beijando meu rosto e se apoiando no meu ombro.

— Gisele, agora não. — respondi.

— Ok então, vou conversar com a dama de branco — ela disse, indo em direção à Hannah.

Gisele se apoiou no balcão e estendeu a mão para Hannah, que demorou a apertá-la. Depois, as duas se levantaram e começaram a dançar.

Hannah estava sedutora. Nunca a vi agir dessa forma. Dançava cercada por homens, e eu não estava gostando nem um pouco.

Fui até ela e puxei seu braço.

— O que você pensa que está fazendo? — gritei por causa da música.

— Estou dançando. Nada demais. — ela respondeu.

— Dançando com esse monte de homem se esfregando em você?

— Bom, pelo menos nenhum deles me beijou... diferente de você com a Gisele. — ela falou no meu ouvido.

— Hannah, você é minha mulher. Tem que se comportar como tal e se vestir como uma dama, não como uma qualquer.

Ela sorriu.

— Vai bancar o maridão ciumento agora? Suas palavras não me afetam. Hoje recebi muitos elogios. Estou muito gostosa, né?

— Quem deve te elogiar sou eu.

Apertei o braço dela mais forte.

— Você não me elogia, então outros fazem isso por você. Agora me solta.

Ela tentou se afastar, mas eu a puxei de volta.

— Você é casada comigo, então é minha. Eu sou o seu dono, e agora vamos pra casa.

— Hoje eu não sou casada. Na verdade nunca fui sua. — ela respondeu, mostrando o dedo sem aliança.

Antes que eu pudesse reagir, ela sumiu na multidão.

Depois de uns 30 minutos, a vi. Estava em cima de uma mesa, dançando como uma louca. Muito sexy, todos os homens a observavam.

Meu Deus, a Hannah estava fora de si.

Quando tentei me aproximar, ela se jogou, e os homens a seguraram no ar. Fiquei observando, sem conseguir fazer nada.

Depois de um tempo, a vi subindo para o andar dos quartos da boate com um homem.

Não acreditei.

Fui atrás. Vi os dois conversando, e ele entrou sozinho no quarto. Hannah soltou um gritinho animado. Entrei em um quarto ao lado e esperei ela passar. Quando passou, a puxei pela cintura, tampando sua boca.

Ela mordeu minha mão e depois percebeu que era eu.

— Você pirou?! — ela gritou, ajeitando o vestido, que já mostrava parte da calcinha.

— Você que pirou! O que acha que está fazendo?!

— Me divertindo, coisa que quase nunca faço. Mas não se preocupe, você não é corno... ainda. — ela respondeu e tentou sair.

Corri atrás dela e a segurei de novo.

— Você está pensando em me trair?

— Sim. Ótimo momento para perder minha virgindade. Não quero mais ser pura. — ela disse, colocando a mão na barriga.

— Hannah, você tá ficando louca?

— Não. É verdade. É uma boa hora pra isso, estou com raiva.

Ela tentou sair de novo, e eu a puxei.

— Você é minha, Hannah. Eu sou o único que pode te tocar.

— Por que só você pode me tocar e eu não posso te tocar? Por que as outras podem e eu não? Cadê seu respeito? Você prometeu me respeitar. Mas é só um canalha que não pode ver um rabo de saia. Não se preocupe, William Parker. Eu tenho dignidade e não vou perder minha pureza com qualquer um. — ela falou, se soltando e saindo.

Corri atrás. Ela saiu da boate e entrou no carro da Lídia. Com certeza estava indo para casa.

Depois que ela saiu, fui para casa também. Quando cheguei, o carro da Lídia não estava lá.

Liguei para a Hannah, mas caiu direto na caixa postal.

Esperei. Quando eram 00h27, ela chegou.

Abriu a porta, sentou no sofá e começou a chorar. Pegou a bolsa e a jogou no chão com raiva. Depois de um tempo, levantou, pegou a bolsa novamente e foi até o meu escritório. Não fui atrás.

Alguns minutos depois, voltou com uma garrafa de champanhe e uma taça. Ligou a caixinha de som.

REVISADO ✅

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora