~Hannah~
Acordo com uma dor de cabeça latejante. Me levanto meio tonta — a dor está forte demais. Saio do quarto sem sequer fazer minha higiene.
Desço as escadas e não vejo ninguém. Olho o relógio no meu pulso: 4h24 da manhã.
Vou até a cozinha, bebo um copo de água e me sento numa das cadeiras, de frente para o balcão de mármore. Apoio a cabeça nos braços e fico ali, em silêncio, observando meus próprios pensamentos.
Alguns minutos se passam. Estou completamente sozinha, até sentir uma mão repousar no meu ombro. Me viro rápido, assustada, e dou de cara com o William. Ele está vestindo uma calça de moletom bege e sem camisa.
Eu já o tinha visto assim antes... mas, por algum motivo, nunca tinha reparado na tatuagem discreta em seu pescoço — um pequeno girassol.
Agora entendo o porquê dele sempre me chamar de girassol.
— O que faz acordada, girassol? — ele pergunta, puxando uma cadeira e se sentando ao meu lado.
— Nada — respondo de forma seca.
— Você parece cansada... o que está sentindo? — ele pergunta, olhando direto nos meus olhos.
— Estou com dor de cabeça... até achei o remédio, mas não consegui alcançar — digo, apontando para a prateleira.
Ele se levanta sem dizer nada, vai até o armário e, com facilidade, pega a caixa de remédios.
— Aqui. Esses são os melhores — diz, me entregando um comprimido.
Ele vai até a geladeira, pega um copo d’água e me entrega.
Tomo o remédio em silêncio, e quando olho novamente, ele está na pia lavando as mãos.
William se aproxima e segura meu braço com delicadeza, olhando para o meu pulso.
— Ainda tá cedo. Vai dormir, vai te fazer bem — diz, depois de checar as horas.
Me levanto sem responder. Volto para o quarto... e enfim, adormeço.
Gente tô sem imaginação pra escrever perdão.
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Casei com um mafioso
Hayran KurguA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
