Capítulo 35

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~Hannah~

Estamos no hospital. Lídia entrou em trabalho de parto faz umas três semanas depois do ocorrido.
William tá se sentindo culpado, não sei por quê. Eu tô bem, não tive um arranhão. Só passei mal porque fiquei cinco dias sem comer, sem beber, passando frio e em um ambiente podre.
É, ele tem que se sentir culpado mesmo.

Mas isso são águas passadas. Eu já desculpei. Se ele se sente culpado, o problema é dele.

— Será se vai demorar muito pra nascer?
Bernardo pergunta nervoso, levantando da poltrona.

— Calma, Bernardo, você acha que é fácil dar à luz?
Micaela fala.

Estamos eu, ela, Bernardo e Felipe.

— Calma, Bernardo, depois você nem vai lembrar desse nervosismo todo.
Eu falo, passando a mão no ombro dele de um jeito carinhoso.

— Oi, pessoal.
Fala William, entrando na sala de espera com o tom de voz seco e grosso como sempre.

Ele entra e eu saio de perto do Bernardo, indo até onde Micaela tá.

— Já tem horas que estamos aqui. Tô preocupada.
Fala Micaela, segurando seu capuccino.

— Calma, até parece que você é o pai do bebê. Já, já a enfermeira vem falando que o bebê nasceu.
Eu falo.

— Familiares de Lídia Parker?
A enfermeira entra com uma agenda na mão.

— Somos nós!
Bernardo se levanta rápido.

— O bebê nasceu. Quem é o pai da criança?
A enfermeira pergunta.

— Sou eu, eu sou o pai!
Bernardo fala todo animado.

— Venha conhecer o bebê.
A enfermeira fala, e Bernardo segue ela.

— É menino ou menina?
Felipe pergunta confuso, e eu e Micaela rimos.

— Vamos descobrir agora.
Eu falo, indo em direção ao quarto.

Entramos todos juntos. Bernardo está sentado na beira da cama com o bebê no colo, e Lídia tá sorrindo e chorando ao mesmo tempo, emocionada com a cena.

— Aqui, fooofooo!
Micaela fala.

— É menino ou menina?
Felipe pergunta novamente.

— Eu digo que é menino.
Fala William.

— Então você acertou!
Lídia fala, e eu e Micaela soltamos um gritinho fino.

O bebê é lindo. Parece um anjinho. Não sei dizer com quem ele se parece, mas parece um príncipe. Com certeza vai ser muito mimado.

— E qual vai ser o nome?
William pergunta.

— Vai ser Pietro, meu Pietro.
Fala Lídia com os olhos brilhando.

O momento tá tão fofo que uma ou duas lágrimas caem. Eu sou muito sensível.

A enfermeira entra e leva Pietro pro berçário.

Depois de três dias naquele hospital, Lídia e o bebê recebem alta, e é claro que eu e a Micaela preparamos uma festa surpresa.

Depois da festinha, Lídia sobe pro quarto pra ficar com o Pietro e Bernardo vai junto.
Micaela e Felipe se despedem e voltam pra casa. Depois que eles vão embora, William se tranca no escritório.

E como sempre, sobra pra mim limpar a bagunça.

Depois de ter limpado tudo, eu subo pro meu quarto.
Entro no banheiro e tomo um banho longo. Hoje ninguém vai querer jantar mesmo, então eu não vou jantar sozinha naquela mesa gigante.

Depois do banho, eu visto um shortinho preto bem curtinho e uma camisa longa branca.
Faço um coque mal feito e desço.

Chego na sala de estar e vejo as luzes do escritório acesas. Não me importo muito.

Vou na cozinha preparar um pequeno lanche. Sei que comi muito na festinha de boas-vindas, mas é sempre bom comer mais um pouco.

Depois de ter preparado o meu miojo, vou até o armário pegar um prato fundo pra colocar ele.
Fico na ponta dos pés, mas não consigo alcançar.

— Eu desisto.
Eu falo baixo, e me viro pra ir pegar uma cadeira e subir pra poder pegar a droga do prato.

Quando me viro, William aparece do nada. Apenas levanta os braços. Eu me assusto, olho pra ele, e ele sorri.

— Aqui está, girassol.
Ele fala, me entregando o prato.

— Obrigada.
Eu falo, pegando o prato e ignorando ele.

— Vai dividir comigo?
Ele pergunta, olhando pra mim enquanto eu coloco o miojo no prato.

— Não.
Eu falo grossa.

Eu sento na cadeira em frente ao balcão e começo a comer.
Ele vai até o armário, pega um garfo e senta do meu lado.

— Eu não deixei.
Eu digo, olhando pra ele indignada.

— Foda-se. Eu não pedi a sua permissão.
Eu apenas reviro os olhos.

— Deixa pra mim.
Eu falo com a boca cheia.

— Você comeu mais que eu.
Ele fala.

— Mentiraaaa!
Eu grito.

— Agora o resto é meu.
Ele fala, pegando o prato.

— Ah não, William, me devolve!
Eu falo, pulando, tentando pegar o prato.

— Acabou, girassol.
Ele fala, mostrando o prato vazio.

— Babaca, idiota, chato! Fui eu que fiz, então o resto tinha que ser pra mim!
Eu falo, lavando a minha mão.

Ele me olha sorrindo, lavando as mãos dele. Então eu me encosto no balcão pra pegar um papel-toalha pra enxugar as mãos.

— Eu posso te dar outra coisa.
Ele fala, e eu me viro pra olhar pra ele sem entender nada.

Em um ato rápido, ele me coloca em cima do balcão de mármore.

— William, não.
Eu falo, tentando sair, mas ele segura firme a minha cintura.

Mesmo eu estando em cima do balcão, ele ainda fica centímetros maior que eu.

— Me desculpa, girassol.
Ele fala, beijando a minha nuca.

— Eu já desculpei, William.
Eu falo, tentando fazer ele não me beijar.

— Então vamos esquecer tudo, girassol. Se entrega pra mim. Você acha que é fácil ver você todo dia e não poder te tocar?

— Eu já esqueci, mas não quero me entregar pra você.
Eu falo, pulando de cima do balcão.

— Você vai se entregar pra mim.
Ele fala, me colocando no balcão e me beijando, só que dessa vez na boca.

— William, para.
Eu falo em meio ao beijo.

— Tem certeza?
Ele fala, descendo pro meu pescoço.

Eu fico calada e não respondo.
Ele me pega e me coloca no colo dele.

Eu coloco minha cabeça pra trás enquanto ele beija meu pescoço.
Ainda no colo dele, ele me leva até o escritório e me coloca em cima da mesa.

Ele coloca as mãos por baixo da minha camisa, e a sua mão vai até a alça do meu sutiã.
Ele desliza a alça pra baixo. Depois ele vai na parte de trás e tira o sutiã de vez.

Inclino minha cabeça pra trás enquanto ele beija minhas coxas.

— Aqui não, girassol.
Ele fala, me pegando no colo novamente.

Vamos até o quarto dele. Ainda me beijando, ele me coloca na cama.
Ele estava prestes a tirar minha camisa branca, então eu seguro o pulso dele.

— O que foi?
Ele pergunta.

Eu apenas sorrio, envergonhada.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora