A minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele.
O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
Hannah ainda tá aos beijos com o loiro de olho azul. Com certeza ela tá fazendo isso pra me provocar.
— Bombomzinho... oooooh — Gisele vem até mim com um copo de uísque.
— O que foi agora, Gisele? Eu digo, olhando pra ela.
— Aqui, lindinho — Ela fala, me entregando o copo.
De uma vez só eu bebo. Olho pra Hannah. Ela tinha parado o beijo pra poder respirar um pouco... Mas o loiro pega ela de novo e mete outro beijo.
Coloco o copo com força no balcão, com tanta raiva que o vidro quase trinca. E vou até ela.
Puxo o braço dela, fazendo o beijo deles acabar na hora.
— Tá louco, cara? Como é que tu chega desse jeito e pega a minha mina? — Ele fala, descendo do palco.
— Cala a boca, seu idiota, ou eu estouro os teus miolos agora mesmo. Ela não é sua. Ela é minha. Eu digo, segurando o braço da Hannah com força e apontando a arma pra cabeça do loiro maldito.
O loiro não fala nada. Sai calado.
Todos na boate ficam em silêncio. Olho pra Hannah. Ela tá em gargalhadas, com os olhos lacrimejando de tanto rir.
— Me solta, William — Ela fala brava, se sacudindo.
— Eu que tenho que estar bravo, não você — Digo, apertando ainda mais o braço dela.
— Você tá machucando meu braço! — Ela grita.
— Você vai se arrepender, Hannah — Falo, agora apertando o queixo dela.
— E você vai fazer o quê, hein? — Ela debocha na minha cara.
— Você vai ver.
Pego ela nos braços e jogo no meu ombro como um saco de batatas. Ela grita, esperneia, e eu não tô nem aí.
Coloco ela no banco da frente do carro. Ela cruza os braços e emburra a cara.
— Eu fiz isso pra você sentir o gosto do seu próprio veneno — Ela fala, quando entro no carro.
— Se eu me jogar de uma ponte, você vai também? — Falo, prendendo o cinto.
— Você acha que eu não sabia que você tava lá? Quando eu cheguei, a primeira coisa que eu vi foi você com aquela vagabunda da Gisele — Ela diz.
— Eu posso. Você não — Respondo seco.
— Hahahaha — Ela dá uma risada falsa e vira o rosto pro outro lado.
— Tá bêbada? — Pergunto.
— Não — Ela fala, seca.
— Que bom — Digo.
— O que você vai fazer? — Ela pergunta, meio desconfiada.
— Você vai ver.
Ficamos em silêncio. Alguns minutos depois, ela percebe que estamos indo pra um caminho diferente.
— Pra onde você tá me levando, William? — Ela pergunta, me encarando.
— Você vai ver.
— É só isso que você sabe falar? Ela bufa, irritada.
Eu fico calado.
Chegamos. Um lugar totalmente afastado da cidade. No meio do nada.
Estrada de terra, sem sinal de celular, cercada por árvores altas. Um casebre velho no meio do mato. Só se escuta o som dos grilos e do vento balançando as folhas. O céu tá fechado. Pesado.
Hannah me olha assustada. Mas tenta disfarçar.
O local.
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Eu saio do carro, abro a porta do lado da Hannah e puxo ela pelo braço com força. Quando ela vê o lugar, arregala os olhos.
Solto o braço dela pra abrir a porta da cabana. Aquela cabana era usada pra torturar pessoas.
Mas é claro que eu não vou torturar ela.
Entramos. O cheiro é horrível. Fedendo a morte. Tem cadáveres no chão.
— Que lugar é esse, William? Ela pergunta, e eu não respondo.
É óbvio que eu não vou deixar ela no meio desses corpos.
Puxo ela com mais força e jogo dentro de um quarto.
— William?! — Ela grita depois que eu empurro ela pra dentro.
— Você vai ficar aqui por um tempo, girassol.
— Você não é louco de me deixar aqui. Ela fala, elevando o tom de voz.
— Abaixa seu tom. Quem manda aqui sou eu, entendeu? Eu mando. Você obedece.
— Tá enganado! Você é meu marido, não meu pai. Pode até me deixar aqui por um tempo... Mas entenda uma coisa, William: Eu não tenho medo de você. E se eu fiz o que fiz, é porque você tava merecendo. Você achou o quê? Que eu sou idiota? Que eu ia deixar você me trair e ia ficar calada?
Ela fala cada vez mais alto. Gritando.
— Vamos ver se você não tem medo mesmo. Eu digo, frio.
— Eu NÃO tenho medo de você! Eu te odeio, William! ODEIO! Ela fala dando socos no meu peito.
Eu dou dois passos pra trás a cada golpe, até segurar os pulsos dela.
— E você acha que eu te amo? Vai ficar aqui o tempo que for necessário pra entender uma coisa: O único homem que pode te tocar, ou beijar sua boca, sou eu.
Falo isso segurando os pulsos dela, com a outra mão na cintura.
Ela faz uma careta e desvia o olhar.
— Não me toca. Ela fala com raiva.
— Toco sim. Porque você é minha. Eu sussurro no ouvido dela.
— Você disse que ia me deixar aqui, então me deixa. E não me toca.
Ela fala enquanto eu beijo o ombro dela.
— Você vai se entregar pra mim agora! Eu digo firme.
— NUNCA! Ela grita.
Eu a solto. Não quero fazer nada à força. Ela vai se entregar mais cedo ou mais tarde.
Solto ela e saio do quarto, trancando a porta.
— Você me paga, William! Ela grita lá de dentro.
Eu saio da cabana esperando ouvir mais gritos... Mas nada.
Silêncio.
Entro no carro e dou a partida.
Volto pra casa.
Chego às 01:35 da manhã. Todos já estavam dormindo.
Entro no meu quarto, tiro a camisa e vou pro banheiro. Tomo um banho.
Depois do banho, deito na cama.
Me viro pra lá e pra cá.
Não consigo dormir.
Até que, depois de muito tempo, o sono finalmente vem.