Capítulo 43

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~Wiliam

Quando chego no portão de casa, vejo que ele está aberto e os seguranças não estão em seus postos.

Fico sem entender o porquê disso… até que entro na propriedade e vejo alguns dos meus homens caídos no chão.

Invadiram a mansão!

— Hannah! — grito, disparando em direção à entrada.

— Senhor… eu tentei… juro que tentei impedir que levassem ela… — diz Marcos, com o braço sangrando e os olhos cheios de culpa.

— Sequestraram a Hannah... — murmuro, sentindo meu estômago revirar. — Não pode ser… isso tava demorando pra acontecer… tava demorando… NÃO, NÃO, NÃO!

Olho em volta. O desespero me consome.

— CADÊ MEU SOBRINHO?! — grito, como se o mundo estivesse desabando nas minhas costas. — Onde tá o Pietro?! Ele tá bem?! ELE TÁ AQUI?!

Marcos respira fundo.

— O Pietro tá com a Lídia, senhor… ela saiu com ele antes de tudo acontecer. Ele está seguro.

Fecho os olhos, aliviado, por um segundo.

Mas o alívio logo dá lugar à fúria.

— Quem foi?! Quem levou a Hannah?! — pergunto, indo até ele.

Marcos abaixa a cabeça.

— QUEM FOI?! — grito, empurrando a mesa com força.

— Senhor, eu não sei… ele agiu sozinho. Não parecia de nenhuma máfia inimiga. Nunca vi aquele homem antes.

— Vocês são inúteis! Como um desgraçado sozinho consegue passar por todos vocês?! — digo, com raiva quase engasgando minha voz.

— Nos perdoe, senhor… — murmura ele.

Mando todos os outros saírem e fico com Marcos no escritório. Abro as câmeras de segurança e avanço nas imagens.

Ele realmente estava sozinho.

Mas sabia exatamente onde entrar.

— Ele conhecia a casa… — digo, rosnando baixo. — Eu juro que vou matar esse filho da puta com as minhas próprias mãos…

Ligo para Felipe e Bernardo.

Assim que chegam, Felipe analisa as imagens e joga no sistema de reconhecimento facial.

— Pelo que vejo aqui, o nome dele é Cezar Smith, 37 anos. Ele trabalhou para a máfia do pai da Hannah. O Augusto tentou matar ele várias vezes, mas nunca conseguiu.

— Por que o Augusto tentou matar esse homem? — pergunto, cerrando os punhos.

— Aqui não diz o motivo. Mas se ele foi expulso da máfia, é porque fez merda. Agora... por que sequestrar a Hannah? Isso tem cheiro de vingança.

Fico em silêncio por alguns segundos. O ódio queimando por dentro.

— Vamos encontrar ela. — diz Bernardo, firme.

— Não vamos parar até achar, irmão — completa Felipe.

— Obrigado. De verdade. — digo, e os dois saem.

Olho para as câmeras mais uma vez.

Eu vou até o inferno buscar você, Hannah.

E eu vou destruir esse maldito Cezar com minhas próprias mãos.

Dia seguinte...

~Hannah

Acordo em um lugar escuro e úmido. Gotas d’água caem do teto e ecoam pelo ambiente. O som é constante, perturbador. Olho ao redor, mas não vejo nada além da escuridão que me engole.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora