Capítulo 45

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~Wiliam

Corro até Hannah, que já estava desacordada.

— Minha princesa, Hannah! — falo desesperado.

Bernardo e Felipe vêm até mim, pegam Hannah, e eu olho para Amélia.

— Eu deveria ter estourado seus miolos no dia em que vi você agredindo Hannah. — digo, me aproximando dela.

— Eu espero que ela morra! — ela responde.

Olho para ela com fúria.

Ela me encara debochando e recua devagar.

Quando tenta correr, eu a agarro pelo cabelo.

Um dos meus homens a pega e a joga dentro de um dos carros.

Os meninos já tinham levado Hannah para o hospital.

Primeiro, eu vou ver minha esposa e, logo depois, vou acabar com a vida daquela vadia.

— Como ela está? — pergunto assim que chego.

— Vão fazer uma cirurgia para retirar a bala, disseram que será uma cirurgia de risco — responde Bernardo.

Sento no sofá branco da recepção do hospital, passando as mãos pelo cabelo.

Três horas depois...

— Já se passaram três horas e nenhum médico veio dar notícia — digo.

— Calma, irmão, logo um médico aparecerá.

— E se ela tiver alguma fratura? O tiro acertou as costas, pode ter atingido a coluna, ou pode haver complicações na cirurgia. Nunca tive tanto medo na minha vida como estou sentindo agora.

— Não pense assim, William, Hannah é uma mulher forte — fala Amélia, e eu balanço a cabeça em concordância.

Depois de quinze minutos, o médico vem até nós.

— Durante a cirurgia houve complicações, mas já resolvemos. Ela está estável.

— Podemos vê-la? — pergunto, e ela confirma.

Entramos todos juntos. Ela está dormindo, parecendo um anjo.

Seu rosto está ferido, seu corpo também. Meu girassol está machucado.

Vou até ela e acaricio seus cabelos. Ela acorda, tentando entender onde está.

— Minha princesa — falo, e ela me olha sorrindo.

— Como está, Hannah? — pergunta Lídia.

— Bem — ela responde em sussurro.

— Tem certeza, meu amor? — pergunto, e ela tenta se mexer.

— Não se mova, Hannah, fique quieta — falo, e os olhos dela começam a encher de lágrimas. Ela olha para baixo, tenta se mexer, olha para mim, para os outros no quarto e para baixo novamente.

— Meu anjo, você está bem? — pergunto preocupado.

— Eu não estou sentindo minhas pernas — ela fala em lágrimas.

— O quê? Como assim, Hannah?

— Eu não sinto minhas pernas, William. Por que eu não sinto? Por que, William?! — ela chora desesperada.

Ela começa a ficar agitada por não sentir as pernas. Fico preocupado e tento acalmá-la.

Então Micaela corre e chama as enfermeiras.

— Vamos anestesiá-la, por favor, saiam! — fala a enfermeira.

Eu saio e começo a andar de um lado para o outro.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora