~Wiliam
Corro até Hannah, que já estava desacordada.
— Minha princesa, Hannah! — falo desesperado.
Bernardo e Felipe vêm até mim, pegam Hannah, e eu olho para Amélia.
— Eu deveria ter estourado seus miolos no dia em que vi você agredindo Hannah. — digo, me aproximando dela.
— Eu espero que ela morra! — ela responde.
Olho para ela com fúria.
Ela me encara debochando e recua devagar.
Quando tenta correr, eu a agarro pelo cabelo.
Um dos meus homens a pega e a joga dentro de um dos carros.
Os meninos já tinham levado Hannah para o hospital.
Primeiro, eu vou ver minha esposa e, logo depois, vou acabar com a vida daquela vadia.
— Como ela está? — pergunto assim que chego.
— Vão fazer uma cirurgia para retirar a bala, disseram que será uma cirurgia de risco — responde Bernardo.
Sento no sofá branco da recepção do hospital, passando as mãos pelo cabelo.
Três horas depois...
— Já se passaram três horas e nenhum médico veio dar notícia — digo.
— Calma, irmão, logo um médico aparecerá.
— E se ela tiver alguma fratura? O tiro acertou as costas, pode ter atingido a coluna, ou pode haver complicações na cirurgia. Nunca tive tanto medo na minha vida como estou sentindo agora.
— Não pense assim, William, Hannah é uma mulher forte — fala Amélia, e eu balanço a cabeça em concordância.
Depois de quinze minutos, o médico vem até nós.
— Durante a cirurgia houve complicações, mas já resolvemos. Ela está estável.
— Podemos vê-la? — pergunto, e ela confirma.
Entramos todos juntos. Ela está dormindo, parecendo um anjo.
Seu rosto está ferido, seu corpo também. Meu girassol está machucado.
Vou até ela e acaricio seus cabelos. Ela acorda, tentando entender onde está.
— Minha princesa — falo, e ela me olha sorrindo.
— Como está, Hannah? — pergunta Lídia.
— Bem — ela responde em sussurro.
— Tem certeza, meu amor? — pergunto, e ela tenta se mexer.
— Não se mova, Hannah, fique quieta — falo, e os olhos dela começam a encher de lágrimas. Ela olha para baixo, tenta se mexer, olha para mim, para os outros no quarto e para baixo novamente.
— Meu anjo, você está bem? — pergunto preocupado.
— Eu não estou sentindo minhas pernas — ela fala em lágrimas.
— O quê? Como assim, Hannah?
— Eu não sinto minhas pernas, William. Por que eu não sinto? Por que, William?! — ela chora desesperada.
Ela começa a ficar agitada por não sentir as pernas. Fico preocupado e tento acalmá-la.
Então Micaela corre e chama as enfermeiras.
— Vamos anestesiá-la, por favor, saiam! — fala a enfermeira.
Eu saio e começo a andar de um lado para o outro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Casei com um mafioso
Fiksi PenggemarA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
