Capítulo 50

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~Wiliam

Pela manhã, eu e os meninos estamos na sala conversando.
Olho para o quadro que chegou hoje e me sinto o homem mais feliz do mundo.

— Bom dia, meninos. — dizem Micaela e Suzy ao mesmo tempo.

— Cadê a Hannah? — pergunto.

— Deve estar dormindo. Não fomos no quarto dela — respondem.

— Vamos deixar ela dormir, então — falo, até que ouvimos gritos vindos do andar de cima.

— WILLIAM! AAAAAAAAAAAAA! ALGUÉM ME AJUDA! — é a Hannah.

Subo as escadas correndo e arrombo a porta do quarto.

— Tá doendo muito, William! Me ajuda, por favor... eu não quero perder a minha filha! — ela fala em prantos.

— Nós não vamos perder ela! — digo, pegando-a no colo e descendo até o carro.

— Não tá no tempo dela nascer, William — diz Lídia, já dentro do carro.

— Acho que nossa filha vai nascer prematura... — falo, tentando me manter firme.

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3 horas depois…

Eles deviam me deixar entrar!
Não aguento mais esperar sem saber como estão minha mulher e minha filha.

— Familiares da senhora Hannah Parker? — pergunta uma enfermeira.

— Somos nós — digo, me levantando de um pulo.

— A menina nasceu. A mãe e a bebê estão bem. O único problema é que precisaremos manter a bebê na incubadora por um tempo.

— Posso ver as duas? — pergunto, e ela me guia até o quarto.

Chegando lá, Hannah está sozinha. Me aproximo e deixo um beijo em sua testa.

— Como você está, minha princesa?

— Eu tô bem... — responde, e eu a abraço com força.

— Cadê nossa filha?

— Levaram ela pra incubadora… William, ela é tão linda… parece uma bonequinha — diz com os olhos brilhando.

— Eu vou até ela — falo, deixando Hannah com as meninas.

No berçário, vejo que Lavine é a única na incubadora.
Não entendo... a gestação estava indo tão bem.
Por que ela nasceu prematura?

Tenho certeza que algo aconteceu nas últimas horas…
Mas agora, o que importa é que ela tá viva.
Minha princesinha é tão pequenininha.
E eu vou proteger ela com a minha vida.

— Ela é tão pequena... — diz Hannah, aparecendo ao meu lado.

— Ela vai sair dessa, minha vida — falo, abraçando-a.

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3 meses depois…

Estamos com nossa pequena em casa.
Ela ficou dois meses internada.
Passamos por muita coisa, mas agora ela está aqui, nos nossos braços.

Os dois primeiros mesversários fizemos no hospital.
O de três meses foi aqui em casa.
Hannah faz questão de registrar cada mês — e eu concordo.
Cada mês é um milagre.

Lavine nasceu fraquinha, mas agora é uma bebê saudável.
Ela já sorri pra nós.
Tem três tias babonas.
E eu decidi: não vou viajar por um bom tempo.
Quero estar presente em cada segundo.

Hannah dedica seu tempo totalmente à nossa filha.
Foi ela quem escolheu o nome: Lavine.
Delicado, fofo… perfeito, como ela.

Mas Hannah está com medo.
Tem medo de alguém tentar algo contra Lavine.
E eu também tenho.
Meus inimigos fariam de tudo pra me atingir…
E elas são meu ponto fraco.

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Hoje vamos a um evento muito importante.
Hannah desce as escadas com nossa pequena no colo.

— Vocês estão lindas — falo, sorrindo.

— Essa princesa tá dormindo? — pergunto.

— Tem certeza que não quer deixar ela aqui, Hannah?

— Tenho sim. Imagina se invadem a casa? Ela estaria aqui só com os empregados. — ela responde, decidida.

— Então vamos — digo, pegando Lavine no colo.

Chegando ao evento, todos nos olham.
Além de ser um grande mafioso, também sou um empresário de renome.
Esse dinheiro todo não vem só da máfia.

O evento de hoje é da inauguração da nossa nova boutique.

— Vamos para um lugar mais reservado. Isso não é bom pra Lavine — digo, e Hannah concorda.

Depois de horas ali, seguimos para a festa de um dos nossos sócios da máfia.
Hannah e as meninas deveriam ir pra casa, mas são teimosas.
Elas ficam.
Eu fico em alerta.

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Horas depois…

— Ela é linda — diz a esposa do sócio, olhando Lavine.

— Sim, realmente… Lavine é uma princesa — respondo, orgulhoso.

De repente, ouvimos um tiro.

Olho para Hannah, puxo ela imediatamente.
O lugar foi invadido.

Felipe e Bernardo não estão aqui.
Levo Hannah até o balcão e deixo ela ali, junto com as meninas.

— Fiquem aqui! — grita Bernardo, chegando.

Sacamos nossas armas.

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~Pov: Hannah

Eu abraço Lavine com força.
As meninas se encolhem ao meu redor.
Estou no meio delas.

— Calma, meninas — falo, tentando manter a calma.

O garçom cai morto bem na nossa frente.
Tenho sorte que Lavine é calminha… ainda não chorou.

Mas se ela chorar, estamos ferradas.

— Procurem a filha do William, a esposa… e aquelas duas — ouvimos um homem dizer.

Lavine começa a se agitar.

— Não, meu amorzinho… fica quietinha — sussurro, oferecendo o peito.

Mas ela começa a chorar.

Por favor, que ninguém tenha escutado.

— Achei vocês — diz um homem, ao nos encontrar.

Um deles puxa Micaela e Lídia.
Outro tira Lavine do meu colo.
Me arrastam junto.

— DEVOLVE A MINHA FILHA! — grito, desesperada, ao ver uma mulher com ela nos braços.

— Levem todas. — diz um deles.

— WILLIAM!! — grito assim que o vejo.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora