Capitulo 46

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~Hannah

Quando acordo, William já não está mais do meu lado.

Me esforço para sentar. A cadeira de rodas estava ao lado da cama, então consigo alcançá-la com facilidade.

Me sento e vou ao banheiro. Escovo os dentes e lavo o rosto.

Fico alguns minutos ali, com a esperança de que alguém apareça para me ajudar a tomar banho.

Como ninguém vem, saio do banheiro.

— Droga... — resmungo, bicuda.

— Bom dia, meu amor. Hoje quem vai te dar banho sou eu. Desculpa ter demorado — William fala entrando no quarto.

Ele raramente me ajuda no banho. Então, fico feliz.

William tira a camisa, ficando apenas com a calça de moletom. Ele me carrega até o box.

Costumo tomar banho na banheira.

— Eu não consigo tomar banho no chuveiro... — falo, e ele me olha.

— Eu tô aqui pra isso, meu anjo. Pra te ajudar.

Entramos juntos no chuveiro.

Nossa, quanto tempo eu não tomava banho de chuveiro. Que delícia...

[...]

Depois do banho, escolho uma roupa e ele me veste com cuidado.

— Você é linda, minha princesa — ele diz, e eu sorrio.

— Tenho uma notícia não muito boa... — ele continua — Vou precisar ficar dois meses fora.

— Como assim? — pergunto, surpresa.

— Vai ser por causa de uma missão, meu amor.

— Será que, quando você voltar, eu já vou estar melhor? — pergunto, esperançosa.

Ele acaricia meus cabelos com carinho.

— Você tá melhorando dia após dia, meu amor — diz ele.

Forço um sorrisinho. Ele beija minha testa e me leva até a sala.

Na despedida, me dá um selinho e sai.

Acho que só restaram eu e os empregados na casa.

— Bom dia, senhora. A senhorita Lídia saiu com o senhor Bernardo, mas eles deixaram o Pietro para fazer companhia à senhora. A senhorita Micaela não poderá vir hoje, foi em uma viagem com o marido. Mas logo chegará a mulher que irá cuidar da senhora — diz uma funcionária.

Agradeço e peço que tragam o Pietro.

Depois de horas brincando com o Pietro, chega a hora do almoço.

A babá do pequeno Pietro dá a comida a ele. Eu sou aleijada das pernas, mas não das mãos, então me viro bem.

Após o almoço, a cuidadora chega. Não consigo ver o rosto dela porque usa uma máscara. Tem olhos azuis e é loira.

Ela me leva para os exercícios de fisioterapia. Dessa vez, consigo dar vários passos. Estou orgulhosa de mim.

Horas depois...

Estou no quarto do Pietro. Ele acabou de dormir. Tão fofinhoooo...

Quando estou saindo, vejo a cuidadora falando ao telefone.

— Eu vou acabar com a vida dela. Ela mexeu com um homem que já era meu. Ela vai me pagar!

— Sou eu? — sussurro, quase sem som.

Ela me vê. Então, vou o mais rápido que consigo para o quarto do neném.

— Não te ensinaram que é feio escutar conversa alheia? — ela diz, soltando os cabelos. Segundos depois, tira a máscara.

Eu não acredito. É ela...

— Suzy? O que você tá fazendo na minha casa? O que você quer?

— Acabar com a tua vida — ela responde, puxando uma faca do bolso.

Ela coloca a faca em cima da escrivaninha e caminha até o berço.

— Deixa ele em paz! — falo, em pânico.

— Depois eu vejo o que faço com ele. Primeiro, será você — ela diz, se aproximando.

Sobe em cima de mim e começa a me agredir. Me puxa do assento e me joga da cadeira de rodas no chão.

Não consigo me defender...

Ela me deixa toda machucada, caída no chão, e me olha com desprezo.

— Você é inútil, cara.

Ela vai até o berço e pega o bebê.

Eu não posso deixar ela levar a criança!

Me arrasto pelo chão e puxo os pés dela. Ela me chuta com força, depois me acerta na cabeça.

E então... não vejo mais nada.

Galera, desculpa pelo capítulo pequeno, eu não muito bem, mais mesmo assim decide fazer um capítulo pra vocês, eu espero q vocês gostem.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora