~William~
Estou no balcão com uma taça de champanhe na mão quando alguém toca no meu ombro. Viro o rosto e vejo quem é: Suzy, minha ex-ficante.
— Está sozinho, fofo? — ela pergunta, passando a mão pelo meu ombro.
Antes que eu possa responder, Hannah aparece.
— Não, fofa. Ele não está sozinho. Está acompanhado da esposa dele. — ela diz, se aproximando e tirando a mão dela de cima de mim. Em seguida, se apoia no meu ombro e guia minha mão até a cintura dela, com aquele sorriso debochado que só ela tem.
— Esposa? — Suzy pergunta, surpresa.
— Sim, querida. Agora é melhor você sair daqui... se não quiser perder esses seus belos cachos. — Hannah responde com um olhar afiado.
Suzy sai sem dizer uma palavra, e Hannah me encara. Eu, por instinto, solto sua cintura.
— O que você está fazendo aqui? — pergunto, ainda surpreso.
— Ora, estou acompanhando meu marido. — ela responde com aquela pose de "não tô nem aí", mas os olhos... dizem o contrário.
— Eu te conheço. Isso aí se chama ciúmes. — digo, encarando seus olhos brilhantes.
— Sim, você tem razão. Pra quê negar? Estou com ciúmes. — ela confessa, sem hesitar.
Sorrio de canto, e ela retribui o sorriso.
— Esse vestido ficou um espetáculo no seu corpo. — digo, observando-a de cima a baixo.
— Eu sei. — ela responde, confiante.
Depois de um tempo, Hannah se senta, visivelmente cansada.
— Tá tudo bem? — pergunto.
— Tô muito cansada... vamos voltar?
— Agora não, meu girassol. — respondo.
Ela revira os olhos e bufa. Me afasto por alguns minutos pra conversar com um velho amigo, mas quando olho de novo pra ela, tem um homem segurando sua mão.
A música começa a tocar e ele a convida pra dançar. Ela resiste, mas acaba cedendo.
Me aproximo imediatamente, puxando Hannah pela cintura. O cara se irrita e ameaça vir pra cima, mas quando percebe quem eu sou, recua imediatamente.
— Senhor William... — ele diz com a cabeça baixa.
— Quer perder a cabeça? — pergunto, sério.
— N-não, senhor...
— Então é melhor não chegar perto da minha esposa de novo.
Ele apenas acena com a cabeça e some. Hannah olha pra mim, leva a mão ao rosto e começa a rir.
— Ainda bem que eu não sou a única ciumenta. — diz, saindo em seguida.
Vou atrás dela e a puxo pelo braço.
— Agora você vai ficar perto de mim. — digo.
Ela faz careta e me mostra a língua, como sempre.
Passamos algumas horas conversando com outras pessoas e, enfim, voltamos pro hotel.
— Nossa, William... você quase devorou os caras com os olhos só porque eles estavam me olhando. — ela fala, sentando na cama e tirando os saltos.
— Claro, eles estavam querendo devorar você também... e não só com os olhos. — respondo, tirando o paletó.
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Casei com um mafioso
أدب الهواةA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
