~Hannah~
Hoje faz exatamente cinco dias que eu tô nessa cabana. Estou muito fraca e com muita fome. Aqui tá tão frio que eu tô tremendo.
E muito escuro. Minha boca tá seca e minha vista tá embaçada.
Aqui dentro fede tanto… faz cinco dias que eu tô tentando ficar acordada, porque se eu fechar os olhos, eu desmaio.
— Socorro...
Eu falo baixo.
Meus olhos começam a lacrimejar. Eu pisco umas três vezes.
Fica acordada, Hannah, você não pode dormir... não pode, Hannah.
Simplesmente não sei da onde eu tirei força pra me levantar.
Tento abrir a porta, só que ela tá trancada.
Me agacho na porta e começo a chorar. Escuto alguém se aproximar.
— Socorro... alguém me ajuda.
Eu sussurro.
A porta fica entreaberta.
— Me ajuda.
Eu falo quando percebo que é o William.
— Como foram seus cinco dias, princesa?
Ele pergunta.
Eu não consigo mais aguentar ficar acordada, então olho pra ele.
— Eu preciso de ajuda...
Sussurro, e desmaio.
Abro meus olhos bem devagar e um brilho forte vem direto no meu rosto.
Levanto a mão e vejo alguma coisa presa no meu dedo, e uma agulha enfiada no meu antebraço.
— Ela acordou.
Escuto alguém falar.
— O que eu tô fazendo aqui?
Eu pergunto.
— Você desmaiou, Hannah.
Lídia fala.
Então eu me lembro.
Eu fico em silêncio, sem falar nada. Apenas viro o rosto pro lado e fecho os olhos pra nenhuma lágrima cair.
— Eu sei o que o William fez.
Ela fala.
— Eu não sabia que ele iria ficar daquele jeito... eu só queria provocar ele.
Eu digo.
Depois de alguns minutos, William entra e Lídia sai.
— Como você está?
Ele pergunta.
Eu não respondo e nem olho pra ele.
— Por que me deixou lá tanto tempo?
Eu falo, sem olhar pra ele.
— Hannah, você não sabe o que eu senti quando vi outro te tocando... sem ser eu.
— Você nunca me tocou, William. E se você não lembra, o loiro gato não foi o único homem que tocou em mim.
Eu digo, olhando pro nada.
— Sim, mas daquela vez... eu senti diferente.
Ele fala.
— William, vai embora.
Eu falo, enxugando uma lágrima.
— Me perdoa, Hannah.
Ele fala.
— O quê? Você tá bem? Me pedindo perdão?
— Eu errei com você. Eu prometi que ninguém machucaria você, e olha onde você tá. Mas eu fiquei com muita raiva e com ciúmes de ver outro te beijando e alisando o seu corpo.
— Ciúmes? William, uma pessoa só sente ciúmes quando ama.
Eu falo.
— Você é minha, Hannah. Então eu só tava cuidando do que é meu.
— Eu não sou sua. Não fui sua. E nunca vou ser sua. Agora, se manda daqui.
Eu grito, e ele sai.
Depois de dois dias, eu saio do hospital bem melhor.
Chego em casa e vou pro meu quarto. Entro lá e vou até o banheiro, tomo um banho.
Quando eu saio, William tava sentado na cama, esperando eu sair.
— O que faz aqui?
Eu pergunto.
— Vim ver se você tá bem.
Ele fala, se levantando da cama.
— Eu tô bem. Agora pode sair.
Eu falo, saindo do lugar onde eu tava, porque ele tava chegando muito perto.
— Você sabe, né?
Eu olho pra ele, sem entender.
— Sei o quê?
Eu falo.
— Você sabe que eu amo ver você assim... só de toalha, sem ter nada por baixo.
Ele fala, e eu franzo o cenho.
Ele se aproxima e eu me afasto.
— Será que já não tá na hora de você ser minha?
Ele fala, me puxando pra perto dele.
— A minha toalha vai cair... me solta.
Eu falo.
— Que caia, meu girassol.
Ele fala, alisando meu ombro.
— Eu tô cansada, William. Eu não quero.
Eu falo, quando ele deixa um chupão no meu pescoço.
— Será que vai ficar roxo?
Ele fala, passando a mão no lugar.
— Eu quero dormir. Sai.
— Tem certeza que não me quer?
Ele pergunta, parando de beijar meu pescoço.
— Tenho. Sai.
Eu falo, seca.
Então ele me solta e sai com raiva.
Eu sento na cama, agradecendo por a toalha não ter caído.
Já tava de noite. Eu deito e durmo como um anjo.
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Casei com um mafioso
Fiksyen PeminatA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
