Capítulo 34

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~Hannah~

Hoje faz exatamente cinco dias que eu tô nessa cabana. Estou muito fraca e com muita fome. Aqui tá tão frio que eu tô tremendo.
E muito escuro. Minha boca tá seca e minha vista tá embaçada.

Aqui dentro fede tanto… faz cinco dias que eu tô tentando ficar acordada, porque se eu fechar os olhos, eu desmaio.

— Socorro...
Eu falo baixo.

Meus olhos começam a lacrimejar. Eu pisco umas três vezes.

Fica acordada, Hannah, você não pode dormir... não pode, Hannah.

Simplesmente não sei da onde eu tirei força pra me levantar.
Tento abrir a porta, só que ela tá trancada.

Me agacho na porta e começo a chorar. Escuto alguém se aproximar.

— Socorro... alguém me ajuda.
Eu sussurro.

A porta fica entreaberta.

— Me ajuda.
Eu falo quando percebo que é o William.

— Como foram seus cinco dias, princesa?
Ele pergunta.

Eu não consigo mais aguentar ficar acordada, então olho pra ele.

— Eu preciso de ajuda...
Sussurro, e desmaio.

Abro meus olhos bem devagar e um brilho forte vem direto no meu rosto.
Levanto a mão e vejo alguma coisa presa no meu dedo, e uma agulha enfiada no meu antebraço.

— Ela acordou.
Escuto alguém falar.

— O que eu tô fazendo aqui?
Eu pergunto.

— Você desmaiou, Hannah.
Lídia fala.

Então eu me lembro.

Eu fico em silêncio, sem falar nada. Apenas viro o rosto pro lado e fecho os olhos pra nenhuma lágrima cair.

— Eu sei o que o William fez.
Ela fala.

— Eu não sabia que ele iria ficar daquele jeito... eu só queria provocar ele.
Eu digo.

Depois de alguns minutos, William entra e Lídia sai.

— Como você está?
Ele pergunta.

Eu não respondo e nem olho pra ele.

— Por que me deixou lá tanto tempo?
Eu falo, sem olhar pra ele.

— Hannah, você não sabe o que eu senti quando vi outro te tocando... sem ser eu.

— Você nunca me tocou, William. E se você não lembra, o loiro gato não foi o único homem que tocou em mim.
Eu digo, olhando pro nada.

— Sim, mas daquela vez... eu senti diferente.
Ele fala.

— William, vai embora.
Eu falo, enxugando uma lágrima.

— Me perdoa, Hannah.
Ele fala.

— O quê? Você tá bem? Me pedindo perdão?

— Eu errei com você. Eu prometi que ninguém machucaria você, e olha onde você tá. Mas eu fiquei com muita raiva e com ciúmes de ver outro te beijando e alisando o seu corpo.

— Ciúmes? William, uma pessoa só sente ciúmes quando ama.
Eu falo.

— Você é minha, Hannah. Então eu só tava cuidando do que é meu.

— Eu não sou sua. Não fui sua. E nunca vou ser sua. Agora, se manda daqui.
Eu grito, e ele sai.

Depois de dois dias, eu saio do hospital bem melhor.
Chego em casa e vou pro meu quarto. Entro lá e vou até o banheiro, tomo um banho.
Quando eu saio, William tava sentado na cama, esperando eu sair.

— O que faz aqui?
Eu pergunto.

— Vim ver se você tá bem.
Ele fala, se levantando da cama.

— Eu tô bem. Agora pode sair.
Eu falo, saindo do lugar onde eu tava, porque ele tava chegando muito perto.

— Você sabe, né?
Eu olho pra ele, sem entender.

— Sei o quê?
Eu falo.

— Você sabe que eu amo ver você assim... só de toalha, sem ter nada por baixo.
Ele fala, e eu franzo o cenho.

Ele se aproxima e eu me afasto.

— Será que já não tá na hora de você ser minha?
Ele fala, me puxando pra perto dele.

— A minha toalha vai cair... me solta.
Eu falo.

— Que caia, meu girassol.
Ele fala, alisando meu ombro.

— Eu tô cansada, William. Eu não quero.
Eu falo, quando ele deixa um chupão no meu pescoço.

— Será que vai ficar roxo?
Ele fala, passando a mão no lugar.

— Eu quero dormir. Sai.

— Tem certeza que não me quer?
Ele pergunta, parando de beijar meu pescoço.

— Tenho. Sai.
Eu falo, seca.

Então ele me solta e sai com raiva.

Eu sento na cama, agradecendo por a toalha não ter caído.

Já tava de noite. Eu deito e durmo como um anjo.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora