Capítulo 24

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~Hannah~

Eu e Micaela entramos no salão de festas e roubamos os olhares de todos.

Pegamos uma taça de uísque e ficamos observando o primeiro alvo.

— Vamos atacar? — Micaela me pergunta.

Concordo com um aceno de cabeça. O primeiro é um homem que, pela aparência, deve ter uns 23 anos. Ele é alto — só não mais que o William —, loiro, de olhos azuis... muito “padrãozinho”.

Caminhamos até ele, disfarçando para que não perceba nossa aproximação. Fingimos estar conversando quando chegamos perto. Micaela, então, derrama o uísque nele de propósito.

— Meu Deus, Micaela! Como você é desastrada, amiga... — digo, fingindo surpresa.

— Por favor, mil perdões! Não era minha intenção! — Micaela diz, pegando um pano branco da bolsa.

Enquanto ela o distrai, vejo o celular no bolso de trás da calça dele. Olho discretamente ao redor: para os lados, para trás e para frente, verificando se alguém está observando. Ele, claro, não está nem aí pra mim... só pros meus seios.

— Olha, desculpa mesmo! Estávamos tão distraídas que... — digo, mantendo o teatro.

Aproveito a distração e pego o celular com um movimento ágil. Micaela percebe e continua o plano.

— Com licença. E, de novo, desculpa — digo, depois de colocar o celular no bolso do vestido verde da Micaela.

— Esperem! As damas estão sozinhas? Faço companhia... — o cara tenta ser gentil.

— Bem, nossos maridos não iriam gostar — diz Micaela, e eu sorrio.

Saímos e seguimos até o balcão de bebidas. Rimos, comemoramos e batemos as mãos, como em um toque de vitória.

— As damas vão querer alguma bebida? — o garçom pergunta.

— Sim. Duas taças de vinho, por favor — Micaela pede.

Encostamos no balcão, e vemos William e Felipe vindo em nossa direção.

— Pelo visto, conseguiram pegar o primeiro celular — diz William.

— Sim, conseguimos. Aqui. — Micaela entrega o celular a ele.

— Estamos de olho no segundo alvo. Pelo que vimos, é um vagabundo que não perde tempo em dar em cima das mulheres. É o alvo perfeito. Fácil de enganar — digo, analisando o homem.

— Então agora é o momento de atacar nossa presa, amiga — Micaela sorri e me puxa.

Ficamos perto do cara, mas sem ir diretamente até ele. Esperamos que ele venha até nós.

— Será que ele vem?

— Claro! Ele vem em 1... 2... 3...

Assim que termino a contagem, o homem se aproxima.

— As damas estão sozinhas? — pergunta o safado.

— Por enquanto — responde Micaela, soltando um sorriso malicioso. O homem deve ter uns trinta e poucos anos, moreno, com barba e olhos castanho-escuros.

Tropeço de leve e deixo que ele me segure. Ele me olha, mas não nos olhos — claro — e sim para o meu corpo.

— Hannah, você está bem? — Micaela pergunta, dando o sinal de que pegou o celular dele.

— Estou... só tropecei — respondo, me recompondo.

— Com licença — digo, saindo dali.

Seguimos até o balcão e entregamos o celular aos meninos.

Casei com um mafioso Onde histórias criam vida. Descubra agora