~Hannah~
Eu e Micaela entramos no salão de festas e roubamos os olhares de todos.
Pegamos uma taça de uísque e ficamos observando o primeiro alvo.
— Vamos atacar? — Micaela me pergunta.
Concordo com um aceno de cabeça. O primeiro é um homem que, pela aparência, deve ter uns 23 anos. Ele é alto — só não mais que o William —, loiro, de olhos azuis... muito “padrãozinho”.
Caminhamos até ele, disfarçando para que não perceba nossa aproximação. Fingimos estar conversando quando chegamos perto. Micaela, então, derrama o uísque nele de propósito.
— Meu Deus, Micaela! Como você é desastrada, amiga... — digo, fingindo surpresa.
— Por favor, mil perdões! Não era minha intenção! — Micaela diz, pegando um pano branco da bolsa.
Enquanto ela o distrai, vejo o celular no bolso de trás da calça dele. Olho discretamente ao redor: para os lados, para trás e para frente, verificando se alguém está observando. Ele, claro, não está nem aí pra mim... só pros meus seios.
— Olha, desculpa mesmo! Estávamos tão distraídas que... — digo, mantendo o teatro.
Aproveito a distração e pego o celular com um movimento ágil. Micaela percebe e continua o plano.
— Com licença. E, de novo, desculpa — digo, depois de colocar o celular no bolso do vestido verde da Micaela.
— Esperem! As damas estão sozinhas? Faço companhia... — o cara tenta ser gentil.
— Bem, nossos maridos não iriam gostar — diz Micaela, e eu sorrio.
Saímos e seguimos até o balcão de bebidas. Rimos, comemoramos e batemos as mãos, como em um toque de vitória.
— As damas vão querer alguma bebida? — o garçom pergunta.
— Sim. Duas taças de vinho, por favor — Micaela pede.
Encostamos no balcão, e vemos William e Felipe vindo em nossa direção.
— Pelo visto, conseguiram pegar o primeiro celular — diz William.
— Sim, conseguimos. Aqui. — Micaela entrega o celular a ele.
— Estamos de olho no segundo alvo. Pelo que vimos, é um vagabundo que não perde tempo em dar em cima das mulheres. É o alvo perfeito. Fácil de enganar — digo, analisando o homem.
— Então agora é o momento de atacar nossa presa, amiga — Micaela sorri e me puxa.
Ficamos perto do cara, mas sem ir diretamente até ele. Esperamos que ele venha até nós.
— Será que ele vem?
— Claro! Ele vem em 1... 2... 3...
Assim que termino a contagem, o homem se aproxima.
— As damas estão sozinhas? — pergunta o safado.
— Por enquanto — responde Micaela, soltando um sorriso malicioso. O homem deve ter uns trinta e poucos anos, moreno, com barba e olhos castanho-escuros.
Tropeço de leve e deixo que ele me segure. Ele me olha, mas não nos olhos — claro — e sim para o meu corpo.
— Hannah, você está bem? — Micaela pergunta, dando o sinal de que pegou o celular dele.
— Estou... só tropecei — respondo, me recompondo.
— Com licença — digo, saindo dali.
Seguimos até o balcão e entregamos o celular aos meninos.
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Casei com um mafioso
FanfictionA minha vida nunca foi perfeita desde a morte da minha mãe,ela poderia até se um pouco melhor se o meu pai não tivesse dado ouvido pra esposa dele. O meu pai nunca deixou eu me relacionar com ninguém mas agora eu sei o motivo, quando eu tinha dez a...
