uma noite eu tive um sonho,
eu me via descalço. meus pés pisavam na terra. a terra era úmida e extremamente macia. parecia ser bolas de algodão. eu vestia um vestido branco. e o vento que soprava fazia o vestido dançar sobre o meu corpo. meus cabelos eram longos. e mantinham o seu tom natural um preto meio acinzentado. crespo-cacheado. voava livre como o vento em minha cabeça. pelos meus ombros e braços. eu caminhava. e a cada passo que eu dava. algo me fazia sorrir. o meu coração era tão leve quanto aqueles poucos metros de tecido que vestia o meu corpo. eu sentia que a qualquer momento eu ficaria suspensa. começaria a flutuar. de tão leve que estava o meu corpo. o meu coração. a minha mente. e seguia a caminhar. e o meu sorriso aumentava a cada passada. quando vi. eu estava gargalhando. gargalhando com a mesma gargalhada alta e risonha que eu tinha quando criança
e havia uma razão específica que explicasse aquele riso, eu estava caminhando pela primeira vez na vida
com as minhas próprias pernas
com o meu coração
eu estava final-mente livre,
livre nova-mente.
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diário poesia
Şiirnotas poéticas diárias narradas como um diário escrito ao final de mais um longo dia onde nem sempre há espaço ou tempo que caiba poesia, mas que ao tirar seus pés de dentro do sapato apertado, soltar seus cabelos e descalço repousar serena sob as v...
