era sábado. o dia estava quente. era inverno. mas o dia estava quente como o sol. eu tinha purpurinas metálicas nas bordas dos meus olhos e confete em meus cabelos. dançava com o calor do sol e com o efeito do álcool em minha corrente sanguínea. os nossos olhos se encontraram como dança. nossos corações palpitavam com a vibração das caixas de som. nossas células e neurônios reagiam a química do nosso olhar como festa. você colocou sua mão na minha e me sorriu no pedido de licença do seu corpo contra o meu. o sol entrelaçava os nossos mundos e naquele momento éramos um sistema solar. distante do mundo. distante da terra. teus lábios vieram de encontro aos meus e o choque elétrico que senti, era como raios em meu estômago. você me eletrizou. era diferente o sabor. era novo o corpo. a boca. o movimento. a língua. dançamos no meio da avenida dois corpos nus, duas estrelas. fizemos chover purpurina e confete com o nosso beijo e pintamos o mundo com os nossos desejos.
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diário poesia
Puisinotas poéticas diárias narradas como um diário escrito ao final de mais um longo dia onde nem sempre há espaço ou tempo que caiba poesia, mas que ao tirar seus pés de dentro do sapato apertado, soltar seus cabelos e descalço repousar serena sob as v...
