Capítulo 31 - Ser Menos

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POV LUIZA:

Chego na empresa e vou pro meu escritório que estava vazio, apenas largo minha bolsa em cima da mesa e vou até a sala da Duda, assim que eu abro a porta ela me encara e eu tenho certeza que ela enforcaria meu pescoço.

Eu voltei ter aquela confiança do início e agora me sinto mais segura, muitas coisas me trouxeram o gás de volta, mas com certeza o maior de todos foi saber que agora temos uma confecção disposta a nos ajudar nessa loucura.

- Cacete Luiza, achei que não chegaria nunca! - Diz se levantando e caminhando em minha direção.

- Desculpa, eu tive um imprevisto. - Dou um sorriso amarelo.

- Imprevisto? - Ela me olha de cima abaixo colocando a mão na cintura. - Ele se chama Valentina? Porque claramente você não voltou pra casa, né? Nem diga que voltou, você não repete roupa nem se a Rainha Elizabeth voltasse para a terra pra te pedir isso. - Ela ri.

- Aí Duda, não enche vai...e o imprevisto não foi a Valentina, caso não se lembre, eu sou mãe! - Saio da frente dela e me sento. - Cadê a mulher da confecção?

- Foi ao banheiro, demorou tanto que essa é a segunda vez que ela vai! - Diz implicante.

- Você quando quer, sabe me irritar. - Serro meu olhar.

- A parte favorita da minha vida é pentelhar você, Luiza Campos! - Ela dá uma piscadinha e eu reviro meus olhos. - E por favor seja simpática com ela, se ela desistir de fazer as roupas fudeu.

- O que você quer dizer com "seja simpática" Eduarda? - Cruzo os braços encarando ela.

- Pode começar tirando essa carinha de bund...poucos amigos! - Sorri.

- Melhorou? - Dou um sorriso forçado.

- Perfeita!

- Licença...- Uma mulher bem cacheada assim como a Duda entra na sala.

- Fique a vontade Babi, a Luiza finalmente chegou. - Duda diz sorridente e nos levantamos.

- Oi, Babi né? - Digo caminhando com um sorriso até a mesma. - Muito prazer, eu sou a Luiza! - Estendo minha mão.

- Isso, e o prazer é todo meu. - Ela aperta minha mão devolvendo um sorriso. - Olha, eu não vou fingir costume não tá? Luiza você é incrível, eu nem acredito que estou a um passo de fornecer as roupas pra sua marca. Sempre admirei muito seu trabalho. - Dizia empolgada.

- Sério, que legal saber que você conhece meu trabalho...vem vamos nos sentar. - Puxo a cadeira.

- Conheço a muito tempo, quando a Duda nos ligou eu mal acreditei. Inclusive desculpa Duda, foi minha funcionária que te atendeu, fiquei tão brava quando minha sócia disse que a Hope queria nos contratar e ela recusou. - Ela olhava pra Duda. - Mas enfim, é porque estávamos confeccionando uma outra marca de roupa, por isso ela recusou.

- Tudo bem, sem problemas Babi. - A Cacheada responde se ajeitando na cadeira.

- Desculpa, mas você disse que estava confeccionando para outra marca né? - Encaro ela.

- Sim, mas eu quebrei o contrato. Eu quero ter minha confecção com o nome vinculado a sua marca, afinal a Hope é gigante no mercado, apesar de não ter aberto a filial aqui, todo mundo conhece vocês e daria tudo pra estar no meu lugar agora. - Rio fraco.

- Só por curiosidade, qual é a marca que você estava confeccionando? - Olho Babi atenta.

- Era a Wear, da Larissa... - Ela para pensativa. - Eita, me fugiu o sobrenome dela agora. - Nesse momento eu e Duda nos encaramos.

SIMPLESMENTE ACONTECE - VALUOnde histórias criam vida. Descubra agora