Capítulo 66

22 5 5
                                        

Sunshine narrando

Chegamos no oitavo mês e estamos indo para o Brasil, decidimos  ter nosso bebê lá. Joon também vai aproveitar para inaugurar o hospital, meu aniversário é daqui há duas semanas e Joon quer inaugurar no dia do meu aniversário.
Decidimos colocar o nome do nosso bebê de Abmael, tem um lindo significado. Temos ido com frequência na igreja, estamos muito gratos a Deus por tudo.
Se não fosse por Ele não estaríamos aqui. Quando penso em tudo que passamos... Sou muito grata pela linda família que eu tenho e por tudo que Ele tem nos proporcionado. 

Chegamos no aeroporto no Brasil e Carlos estava nos esperando. Eu já estava andando remando, sentindo o peso.

- Carlos! Que saudade que eu estava. - Andei em sua direção.

- Oi minha filha, que saudade. Como você está linda. - Carlos secava as lágrimas do rosto.

- Você vai ser vovô logo. Eu acho que ele vai adiantar, está muito grande. Amor, vem aqui! - Peguei na mão de Joon e o trouxe para perto de Carlos. - Esse é meu esposo, mas o senhor já conhece.

- É um prazer revê-lo, sr. Carlos. - Joon apertou a mão dele.

- Igualmente meu filho. Vem aqui, me dá um abraço. - Carlos o puxou pela mão e o abraçou.

- Obrigado por ter cuidado de Sun. -Joon tinha lágrimas nos olhos. Obrigado por me receber e aceitar nosso relacionamento. Serei eternamente grato ao senhor e sua família.

- Eu digo o mesmo. Obrigado por cuidar da minha menina e ama-la como ela merece. Dá pra ver que você está muito feliz. - Ele olhou para mim.

- Estou sim. Não sabia que dava pra ser feliz tão assim. Joon é o melhor marido do mundo. - Joon veio para perto de mim e segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos.

- Vamos? - Carlos nos direcionou até o carro.

Chegamos em casa e tinha uma linda recepção.
Ainda tínhamos minha antiga casa, de frente para o mar. Carlos pediu para limpar para a nossa chegada.
Após nosso almoço em família, Joon e eu fomos para lá.
Quantas lembranças boas eu tive nesta casa...

- Você lembra daqui Joon? - Eu passei a mão no corrimão da escada e olhei para ele.

- Lembro sim, parece que foi ontem. As memórias estão bem vivas.

- Gostávamos de brincar nessa escada, lembra? - Eu ri pra ele.

- Claro que lembro. Momentos mágicos.

- Agora vamos ter lembranças com nosso Abmael aqui. Vou pedir para fazer um balanço na árvore, igual ao que eu tinha.

- Ele vai amar. - Joon veio para mais perto de mim e me abraçou por trás. - Eu te amo tanto Sun... Ele me deu um beijo no rosto.

- Eu amo você. - Fechei os olhos sentindo aquela sensação de paz. - Eu achava que nunca mais conseguiria voltar nessa casa. Sempre lembrava das sirenes clareando a sala e os policiais na porta.

- Que bom que você superou. - Ele enfiou o nariz no meu cabelo e respirou fundo.

- Você é o maior culpado por isso. - Virei um pouco o rosto e dei um selinho nele. - E sua casa, que era próxima  daqui , o que fizeram com ela?

- Acho que minha mãe não vendeu. Só fechou e foi para a Coreia. Lembro que tinha alguém que ficou cuidando da casa. Depois podemos ir lá saber. O que acha?

- Podemos sim. Agora eu quero subir e deitar com você. Precisamos descansar.

- Tá bom, então vem. - Ele pegou minha mão e subimos a escada.

Após muito descansarmos, decidimos levantar para ver o pôr do sol. Sentamos na beira da praia e levamos algumas coisas para o piquenique.
O pôr do sol estava acontecendo, parecia que eu tinha sete anos. Senti uma alegria tão grande. Joon estava sentado atrás de mim e eu entre suas pernas, minhas costas estava encostada em seu peito e seus braços ao meu redor.
O celular dele  começou a tocar.

- Ué, minha mãe ligando?! - Ele olhou para mim e olhou para o celular.

- Atende. Deve ser algo importante.

- Alô, mãe?

- Oi meu filho, como você está?

- Estou bem e a senhora?

- Que bom que está bem. Estou te ligando para te pedir desculpas por tudo o que fiz nesses últimos meses. Vou ser bem direta com você ... Fui ao médico e fiz alguns exames, descobri que tenho uma doença rara e só tenho mais um mês de vida. Meu netinho vai nascer nesse período e eu gostaria de conhece-lo antes de partir. Será que vocês deixariam?

- Mãe! O que a senhora está dizendo? - Ele começou a chorar.

- O que houve Joon?

- Minha mãe Sun, minha mãe... - A voz já não saía.

- Alô, senhora Nari. O que está acontecendo? Por que vocês estão chorando.

- Oi Sunshine, desculpe tudo o que eu fiz para vocês. Sei que não mereço o seu perdão, mas eu preciso pedir. Tenho um mês de vida e gostaria de conhecer meu netinho antes de partir. Você poderia fazer isso por mim? - Ela chorava incontrolavelmente.

- Claro, claro que sim. Chegamos no Brasil hoje . A senhora quer que eu vá para aí. Eu posso tê-lo aí, sem problemas.

- Não, eu vou para o Brasil, ainda tenho minha casa aí. Posso ficar esse restinho de tempo com vocês?

- É claro que pode, vamos te buscar no aeroporto. Assim que a senhora comprar as passagens nos avise.

- Aviso sim, muito obrigado. Amanhã mesmo estarei indo.

- Te aguardamos aqui. Um beijo.

- Outro. Fala para o Seo-joon não se preocupar, eu estou bem, não estou sentindo dor. Até logo.

- Joon, fica calmo, tá? - Puxei ele e o abracei.

- Como assim? Em um mês vou ganhar uma pessoa e perder outra? - Ele tentava controlar o choro.

- Calma meu amor. Ela falou que amanhã vem para o Brasil. Ela quer ficar esse tempo conosco. Pelo menos ela vai estar aqui quando o Abmael nascer. Vamos procurar uma solução. Tudo vai ficar bem, eu creio que vai.

- Obrigado meu amor, por toda força e por todo carinho. Se fosse outra pessoa não ia nem querer  olhar para minha mãe. Você realmente é um ser humano ímpar. - Ele me abraçou e me deu um beijo na testa. - Obrigado por tudo.

- Eu sempre estarei aqui por você e pra você. Sempre estarei aqui para segurar sua mão e te abraçar. Você é meu bem mais valioso.

SunshineOnde histórias criam vida. Descubra agora