Pablo narrando
Não é possível que Sunshine arrumou alguém. Ela não me ligou ontem e até agora não me ligou também.
Que falta de consideração!
Estou com um péssimo humor, nem consegui dormir, só pensando quem pode ser aquele cara, rolei na cama a noite toda sem sono.
Vou ligar pra Ramony pra vê se ela sabe de alguma coisa... Aliás, ela costumava ser próxima de Sunshine.
Fiquei vigiando pra vê a hora que ela voltaria, liguei e seu celular só dá desligado.
Talvez ela tenha vindo na hora que eu subi.
Vou descer e vê se ela chegou, ela vai ter que me explicar isso.
Desci e fui esmurrar a porta dela, alguns vizinhos saíram pra vê o que estava acontecendo. Mas eu não estava nem aí... Queria saber onde essa garota estava enfiada.
Desci até a garagem e o carro dela não estava lá, estou sentindo uma raiva tão grande. Quero socar a cara daquele desgraçado.
- Alô, Ramony. Você sabe se a Sunshine está namorando?
- Bom dia pra você também, não sei e nem quero saber. Que preocupação repentina é essa?
- Ela saiu ontem e não voltou, só estou preocupado. - Eu andava de um lado pro outro dentro do elevador.
-Sei o nome disso, dor de cotovelo. - Ela começou a rir. - Você sempre gostou dela, só não admite.
- Para de falar besteira, não me enche. Se você souber de algo me avisa.
- Vai cuidar da sua noiva, deixa a menina viver a vida dela.
- Só estou preocupado, tá legal? Tchau. - Deu um soco na porta do elevador.
- AAAH! - Deu um grito após sair do elevador.
Hoje um investidor vem me vê, nem posso ficar de plantão na frente do apartamento dela. Mas quando eu voltar vou direto pra lá.
Tenho que sair pra esfriar minha cabeça, parece que vou surtar.
Vou almoçar na rua e encontro o investidor lá.
Joon narrando
Sentir Sun deitada no meu ombro enquanto eu dirigia, era algo mágico. Vou voltar pra Coreia pra avisar minha mãe que estou indo de vez para o Brasil.
Não quero ter que ficar um dia sequer sem olhar pra minha Sun.
Ela me traz tanta paz, até mesmo sem falar nada.
- Joon, você já está com fome? - Ela falava e parecia que eu ouvia sinos.
- Sim, estou um pouco.
- Tem alguma preferência por lugar?
- Não, se você tem algum lugar em mente é só falar.
- Tem lugar onde eu gostaria de ir, mas podemos deixar pra outro dia. Segue quis ir lá, mas é muito romântico pra ir sozinha. Agora tenho você, da pra irmos.
- Só escolher o dia. - Puxei a mão dela e dei um beijo. Dei um sorriso de lado pra ela.
- Esse sorriso acaba comigo. - Ela sorriu e deitou no meu braço novamente. Ela estava mais grudada em mim do que o normal. Não é que eu não estava gostando, mas é que me causou preocupação.
- Sun, tem algo que você quer contar?
- Como assim? - Ela levou um susto.
- Você está mais agarrada em mim do que o normal. - Ela se endireitou no banco e olhou pra mim.
- Desculpa se estou incomodando. - Seus olhos se encheram de lágrimas.
- Ei, não se desculpe. Ah, não faz isso. - Parei o carro no acostamento, desci e fui do lado do banco do carona. - Vem aqui. - A puxei e a abracei. - Por favor, não faz essa cara novamente. Eu só estou preocupado, vai que você está sentindo algo e eu não sei. Eu gosto de ter você agarrada em mim.
- Tem certeza. - A sua voz era de choro.
- Tenho, eu quero mais que você grude em mim mesmo. É maravilhoso isso.
- Só estou aproveitando cada momento com você, não sei se vamos ter isso novamente. Eu estou na Itália há dois anos e só agora te encontro.
- Pois é! Eu também digo o mesmo.
- Tenho medo de você se sentir sufocado e começar ignorar minhas chamadas. - Ela riu em meio as lágrimas.
- Eu não sou louco! Você é a paz que eu precisava. Até me fez dormir depois de um pesadelo.
- Obrigada por me permitir ficar assim com você. - Desfazemos o abraço, ela sorriu e me deu um beijo demorado na bochecha.
Entramos no carro e eu estiquei a mão, pra que ela pudesse pegar.
Voltei a dirigir e ela se agarrou em mim novamente.
- Não se atreva a ter formalidade. Quando for só nós, você pode grudar em mim. Eu gosto!
- Tá ok.
Voltamos para o hotel e almoçamos. Subimos para o quarto e decidimos vê um filme. Deitei no sofá com a cabeça no colo dela, ela acariciava meus cabelos enquanto víamos o filme.
Após dois filmes, começamos a arrumar as coisas para voltarmos para casa.
- Gente, meu celular está desligado até agora. Esqueci completamente de liga- lo. - Ela deixou ligando, enquanto arrumava as coisas.
- Falando em celular, advinha quem está me ligando?
- Difícil essa heim... - Ela riu. - Sua mãe!
- Acertou em cheio, como você sabe? - Atendi e minha mãe falou que meu avô está muito zangado com a minha resposta à proposta dele. Que queria que eu voltasse o quanto antes para a Coreia.
- O que houve? Seu rosto não está feliz.
- Meu avô, quer que eu volte o quanto antes para a Coreia.
- Eu vou com você quando você for.
- Sério?
- Sim. Me avise com antecedência. - Ela pegou o celular dela, já ligado, e virou ele pra mim. - Olha quantas chamadas de Pablo.
- Será que aconteceu algo?
- Creio que não. Ele tem amigos por aqui, caso tenha acontecido eles já socorreram. Mas ele ficou estranho quando eu cheguei e não liguei pra ele. Eu estava tão em paz depois da consulta, que não deu a mínima pra ele. Ele tem um ego enorme, gosta de ser o centro das atenções. Creio que só ligou pra discutir. Pois ele me perseguiu até meu apartamento e eu não dei a mínima.
- Ele deve ter sentimentos por você, mas não vai querer dar o braço a torcer.
- Acredito que não, ele só pensa nele mesmo.
- Ele deve estar queimando os neurônios, pensando onde você está. Deve já ter ido diversas vezes bater na sua porta.
- Ele não gosta de ser ignorado. Acredito que vá me perturbar quando eu voltar.
- Se precisar você me liga. Vou com você até sua casa, tá? Pra eu aprender o caminho. Depois volto de táxi.
- Eu te levo de volta. Sem problemas.
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Sunshine
RomanceSunshine, uma criança de família rica que passou muitas coisas até chegar a fase adulta. Após a morte de seus pais, ela teve que dar duro pra não desistir de seus sonhos e de sua felicidades. Venha se apaixonar por essa linda história.
