Seo-joon narrando
Não sei como Sun pode ser tão madura, apesar de quê eu faria o mesmo por ela. Enfrentaria qualquer coisa, só para ficar perto da minha amada, não podemos carregar um fardo que não é nosso.
Meus pais vão ser contra meu relacionamento, meu avô vai me deserdar, mas eu posso viver feliz ao lado dela. Não preciso da aprovação de ninguém, está mais que decidido.
Sun conseguiu curar minhas dores e traumas apenas com amor. Cada vez que ele me diz Eu te amo é mágico, me cura de dentro pra fora.
Eu não posso ficar sem ela em minha vida, não é que eu estou dependente emocional, é porque ela deu sentido a minha vida. Ela me deu um motivo pra ser feliz e sonhar.
Graças a Deus ela entendeu que eu não tenho nada haver com meu pai, o que ele fez não envolve a minha mãe e nem a mim.
Pelo jeito ele está arrependido,foi uma fatalidade. Nem me imagino nessa situação.
Fiquei com Sun no hospital por um dia, o médico deu alta mas pediu pra ela ficar de repouso. Caso ela sinta alguma arritmia ou falta de ar, temos que voltar pro hospital.
Estamos indo para casa, eu fico pensando o tanto que ela tem sofrido esses dias. Preciso dar algo que ela possa se alegrar...
- Sun, vamos em casa nos arrumar e eu vou te levar em um lugar. Você consegue andar ou está se sentindo cansada?
- Eu consigo andar sim, se for bem devagar.
- Tá bom, eu prometo te carregar no colo, caso não consiga andar.
Já tínhamos almoçado no hospital e a tarde estava começando. Lembrei que ela gostava de cupcake de frutas vermelhas. Foi o que serviram no aniversário dela. Nunca mais esqueci do gosto daquele cupcake, até porque ela me deu a metade do dela.
Eu sempre fui tão apaixonado por Sun... Tê-la comigo é melhor do que eu podia imaginar.
Parei para abastecer o carro e Sun foi ao toalete, aproveitei para ligar para a loja onde comprei as alianças. Procurei pelo nome na internet e encontrei o contato. Pedi pra entregarem na portaria um par de alianças, escolhi a que eu queria pelo site e mandei a foto por mensagem.
Liguei para a empresa de cupcake, tinha uma que inaugurou a pouco tempo perto do meu consultório, pedi para entregarem na portaria do condomínio também.
Vi que Sun estava demorando muito e resolvi ir atrás dela.
- Sun... Você está aí? - Falei do lado de fora do toalete.
- Joon, estou precisando de ajuda.
- Você está sozinha aí?
- Sim, só estou eu. - Eu entrei na mesma hora. Não quis nem saber se seria chamada a minha atenção.
- Eu estou com um pouco de falta de ar. Não estou conseguindo abaixar a cabeça pra vestir a calcinha. - Ela estava encostada na parede, próximo ao vaso, com a calcinha no meio das pernas e o vestido pra cima.
- Eu te ajudo, com licença. - Abaixei na frente dela com o rosto virado de lado. O vestido tampava sua parte íntima, dei graças a Deus por isso, eu não saberia onde enfiar a cara de tanta vergonha caso estivesse amostra.
- Obrigada Joon, desculpa te fazer passar por isso. - Ela falou após eu vesti- la.
- Não peça desculpas. Em breve seremos casados, lembra? Isso aqui vai ser o de menos . - Eu sorri pra ela. Passei meu braço por sua cintura e fomos caminhando em direção ao carro. A sentei no banco do carona e coloquei o cinto de segurança nela.
- Você é tão cuidadoso comigo... - Ela olhou nos meus olhos e sorriu, enquanto eu estava inclinado colocando o cinto nela.
- Eu tenho que cuidar do meu bem mais precioso. Eu te amo Sun. - Parei e olhei em seus olhos.
- Eu te amo Joon. Engraçado dizer isso, mas eu sempre te amei. Lembrei de seu pai falando que eu tinha um príncipe chamado Seo-joon. Realmente eu tinha, até te contei. Eu dormia agarrada com ele.
Depois eu comecei dormir com a almofada dos meus pais, o príncipe e o chaveiro que você me deu.
- E onde ele foi parar?
- O chaveiro?
- Sim.
- Está dentro da minha bolsa. Agora eu tenho você Joon, daí aposentei um pouco ele. - Ele me olhava nos olhos de um jeito que me deixava sem chão.
- Eu vou sentar ali e dirigir, antes que eu comece a te beijar. Se eu começar não vou conseguir parar. - Ela sorriu pra mim e me deu um selinho rápido.
- Eu sei como é. Estou ansiosa pra chegar em casa.
- Então vamos. - Entrei no carro e comecei a dirigir. Nossa casa não ficava tão distante dali.
Ao entrar no condomínio informei ao porteiro que chegaria uma encomenda para mim, que assim que chegasse para eles me avisarem.
Parei o carro em frente a nossa casa e dei a volta para abrir a porta para Sun. Fui a apoiando até dentro de casa.
- Estou um pouco tonta, minha boca está amarga. - Eu a coloquei sentada no sofá e fui buscar água.
- Você tem que se hidratar, a falta de ar passou?
- Passou sim, agora estou com sono. - Ele levantou o braço pra se espreguiçar e bocejou.
- Vamos ficar aqui mesmo, vamos deitar no sofá. Abri o sofá e ela deitou, coloquei almofadas na altura de sua cabeça. - Vou lá no quarto pegar uma manta, não levanta daí. - Dei um beijo em sua testa e subi a escada o mais rápido que pude.
Voltei e ela estava lá deitada, toda encolhida. Ao vê-la tive medo de que a febre tivesse voltado.
- O que foi? - Ela me olhou com cara de assustada.
- Você está se sentindo bem?
- Sim... O que foi? Fala Joon! - Eu sorriu pra ela.
- Fica calma meu amor, só estou com medo de você estar com febre.
- Ah, é isso! Que susto! Pensei que tinha algo de errado no meu rosto.
- No seu rosto? - Comecei a rir.
- Você estava me olhando com uma cara de pavor. Seus olhos estavam arregalados e olha que é difícil você arregalar os olhos . - Ela esticou os olhos com os dedos e tentou arregala-los .
- Você está me zoando? - Coloquei as mãos na cintura.
- Não, de jeito nenhum. Seus olhos são os mais lindos desse mundo, foi por eles que eu me apaixonei primeiro. Todos tínhamos olhos claro lá em casa, quando eu vi você com esses olhos... Eu fiquei hipnotizada. E depois me apaixonei pelo seu sorriso.
- Eu posso te beijar? Comigo foi na mesma ordem, seus olhos eram incomuns pra mim, parecia o céu. Depois me apaixonei pelo seu sorriso, o jeito gracioso que você sorri sem mostrar os dentes. Eu treinei isso na frente do espelho, você acredita?
- Acredito. Temos muito incomum, fomos feitos um para o outro mesmo.
Vem aqui, deita aqui comigo, vem? Você perguntou se poderia me beijar... - Ela enrolou uma mecha de cabelo no dedo.
- Você acha que eu não vou? Estou esperando isso o dia todo. - Deitei e ela deitou no meu braço virada pra mim.
- Eu te amo tanto... - Ela roçava o nariz no meu.
- Eu que te amo... - Eu já estava de olhos fechados sentindo toda aquela onda de amor. Ela tocou meus lábios com seus lábios macios. E eu a beijei com delicadeza.
- Joon, tenho quanto tempo para me recuperar? - Ela falava sem tirar os lábios dos meus.
- Não sei dizer ao certo, uns quinze dias... Ou até menos. Por quê?
- Porque eu quero você, eu quero ser sua. Mas eu preciso estar bem de saúde. - Parei de beijá-la e olhei dentro de seus olhos.
- Você está falando sério? - Meu coração parecia que ia sair pela boca.
- Sim meu amor, eu quero ser sua por completo. - Ela passou o dedo no contorno dos meus lábios.
- E eu quero ser seu por completo também. Você é minha dona. - Ela me puxou e me beijou ferozmente.
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Sunshine
DragosteSunshine, uma criança de família rica que passou muitas coisas até chegar a fase adulta. Após a morte de seus pais, ela teve que dar duro pra não desistir de seus sonhos e de sua felicidades. Venha se apaixonar por essa linda história.
