Entre Sombras e Sorrisos

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Michael Jackson
 67th Way NW, Olympia
1 de maio de 1994, 21:53

 — Serene Lake — sussurro o nome da placa que tem ao lado da estrada e olho para Petra. Ela confirma com um aceno. Então, é lá que iremos passar a noite. Petra reservou antes de sairmos, ela reservou essa e mais umas dez, só por segurança caso investiguem.

 Ela segue a placa e após alguns segundos entra em uma propriedade cercada por árvores verdes e flores coloridas. Ela estaciona o carro em frente a enorme casa com janelas grandes.

 Petra desliga o motor e nós saímos do carro, o ar fresco da noite nos envolve e o som suave das ondas quebrando na praia próxima preenche o silêncio. A casa à nossa frente é uma estrutura impressionante, uma mistura perfeita de modernidade e rusticidade. As paredes de madeira escura contrastam com as janelas amplas que refletem a luz da lua, criando um efeito quase mágico.

 — Peguem apenas o que precisarem nas malas, eu vou dar uma olhada pra ter certeza de que está tudo certo! — ela diz tirando uma arma de sua cintura e caminhando em direção à casa.

 — Então, vamos lá! — Paola diz caminhando até o porta-malas. Ela abre e começa a fuçar lá. Enquanto isso, olho ao redor, alerta e esperando qualquer coisa. Estou sentindo uma sensação estranha. Como se estivéssemos sendo observados. Olho ao redor, tentando identificar a fonte da minha inquietação, mas tudo parece normal. As árvores balançam suavemente com a brisa, as flores dançam ao ritmo do vento, e a casa... a casa parece tranquila e convidativa.

 — Michael, você está bem? — Paola pergunta, interrompendo meus pensamentos. Ela está segurando algumas mudas de roupas minhas, dela e de Petra. Vou até ela e a ajudo pegando a pequena pilha de roupas.

 — Estou bem, querida — respondo, forçando um sorriso. Não quero preocupá-la de jeito nenhum. Paola acena positivamente e volta sua atenção para a mala, ela pega algumas roupas íntimas de todos nós. Fecho o porta-malas e juntos caminhamos até a frente do carro. Petra aparece na porta de entrada da casa, sua expressão é tranquila. Ela guarda a arma e acena para nós.

 — Está tudo limpo — ela diz, e eu sinto um alívio momentâneo. Paola aliviada começa a andar até a casa, vou logo atrás.

 Entramos na casa, nossos passos ecoando no silêncio. A casa é aconchegante por dentro, com móveis de madeira rústica e uma lareira grande que promete calor nas noites frias. Petra, nos mostra nossos quartos. Ela nos deixa para descansar, desaparecendo em seu próprio quarto.

 Paola, fecha a porta atrás de nós. E ela vai diretamente para o banheiro, deixando a porta entreaberta. Eu, paranoico e sempre alerta, começo a olhar em cada canto desse quarto. É um espaço grande, com muitos lugares onde alguém poderia se esconder.

 — Você não vem? — Paola pergunta da porta do banheiro. Sua voz é suave, um convite tentador — Vamos tomar um banho juntos!

 — Claro, querida. Estou indo — respondo, tentando esconder a tensão em minha voz. Caminho em direção ao banheiro. A sensação de que estamos sendo observados ainda persiste, mas tento afastar esses pensamentos da minha mente.

 Paola já está enchendo a banheira quando entro. O vapor começa a subir. Eu me despeço das roupas, deixando-as no chão do banheiro. Ao entrar na água quente, sinto um alívio imediato. A tensão nos meus ombros parece diminuir, pelo menos por enquanto.

 — Este lugar é incrível, não é? — Paola comenta, esboçando um sorriso enquanto se junta a mim na banheira se sentando ao meu lado direito.

 — Sim, é mesmo. Petra fez uma boa escolha — concordo, tentando afastar qualquer pensamento negativo.

 — Michael, o que está te incomodando? — Paola pergunta se aconchegando mais em mim — Você parecia tão alerta lá fora. Alguma coisa aconteceu?

 — Não sei ao certo. Talvez seja apenas paranoia, mas sinto como se estivéssemos sendo observados. Não sei explicar — passo as duas mãos por meus cabelos. Paola me abraça gentilmente tentando me acalmar e funciona.

 — Estamos em um lugar seguro agora. Petra garantiu isso. Vamos aproveitar a noite e não nos preocupar com o que está lá fora. Amanhã é um novo dia — ela me dá um beijo delicado na bochecha e desce me dando beijinhos no pescoço. Fecho meus olhos e aproveito esse carinho.

 — Você tem razão, amor. Vamos aproveitar essa noite juntos — murmuro, abraçando-a com ternura. Beijo sua bochecha e desço até sua boca. Ela retribui o beijo de maneira ardente. Ela sempre está pegando fogo depois que chegou no último mês.

 — Vamos terminar aqui logo porque eu odeio transar na água — ela fala sem folego após interromper nosso beijo.

 — Claro, amor — concordo, sorrindo para ela. Tomamos nosso banho calmamente e logo após saímos da banheira, deixando a água escorrer enquanto nos secamos. Paola pega duas toalhas felpudas e nos envolve nelas. Nos secamos e vestimos roupas confortáveis e nos deitamos na cama macia. A luz suave do abajur ilumina parcialmente o quarto. Paola se deita ao meu lado e nos embrulha.

 — Agora, sim, podemos continuar de onde páramos — sussurra, puxando-me para um beijo intenso. Suas mãos exploram suavemente cada centímetro do meu corpo. Minha deusa desce sua mão para me apalpar. Mordo o lábio inferior fortemente ao sentir sua mão me tocar — Ai — ela reclama. Para e respira fundo. Me estico até o abajur e acendo a luz.

 — O que aconteceu? — pergunto preocupado para ela que está com uma expressão de dor, mas, que muda em questão de segundos para um sorriso.

 — Era só um controle de TV — ela diz tirando um controle debaixo dos cobertores entre risos.

 — Que susto! — digo entre dentes enquanto faço cócegas nela — Um suspiro mais alto e eu viro uma pilha de nervos!

 — Não precisa ficar tão nervoso, vai dar tudo certo. O bebê está bem! — ela ri — Tudo vai ficar bem, querido — ela coloca suas duas mãos em meu rosto — Tente não se preocupar.

 — Vou tentar — suspiro dramaticamente e ela ri do meu exagero. A abraço e começo a rir junto com ela. Fique calmo Michael, sua filha vai nascer no momento certo e em um momento tranquilo.

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