Ela é filha de um milionário e se encontra presa num casamento arranjado.
Ele é líder de de uma gangue e não quer se envolver com nenhuma mulher.
Ela foge em busca de sua liberdade.
Ele oferece proteção.
Ambos não conseguem evitar a atração que sent...
Miguel termina de comer tudo o que fiz de café da manhã para ele e me olha com um sorrisinho de canto de boca.
- Fico me perguntando onde você aprendeu a cozinhar assim? - Não sei se fico feliz por ele ter gostado ou ofendida pela sua descrença em mim.
- Eu só fiz panquecas e ovos com bacon, não sei porque está tão impressionado. - Combinei de cozinhar um café da manhã tipicamente americano para Miguel e pelo visto ele gostou, mas ainda sim prefere as comidas mexicanas. De acordo com ele, nós americanos só comemos coisas industrializadas.
- Mesmo assim, está muito gostoso. Estou surpreso que você saiba cozinhar. - Ele se recosta da cadeira.
- Eu passava muito tempo com as cozinheiras em casa para fugir da minha mãe, então aprendi muitas coisas e Guadalupe tem me ensinado muito também.
Essas últimas semanas têm sido muito diferentes dos primeiros dias em que estive aqui. Miguel e eu nos aproximamos muito desde o que aconteceu no Dia de los Muertos. Não diria que somos amigos, mas temos uma relação de melhor do que tínhamos no início. Claro que a atração paira no ar, no entanto temos ignorado ao máximo.
Somos pessoas diferentes. Ele não quer nada sério com ninguém e eu não estou pensando nisso momento. Quero me adaptar aqui em Tijuana, conquistar minhas coisas e depois quem sabe conseguir uma casa para mim.
- Meus tios estão nos convidando para jantar na casa deles. Posso confirmar? - Miguel me pergunta enquanto estou terminando de guardar os restos de comida na geladeira.
- Claro. - Tento dizer descontraidamente.
O tio de Miguel me intimida bastante. Parece ser um homem bom e vejo que seus filhos tem muita admiração por ele, mas mesmo assim sua presença me deixa intimidada, por isso fico nervosa. Sinto que Germán me observa atentamente, tentando decidir se sou uma pessoa confiável ou não. E acho que ele está certo em não confiar em mim, afinal sou uma estrangeira que chegou aqui há apenas um mês. Ele quer apenas proteger sua família.
- Eu te busco no bar mais cedo pra dar tempo de você se arrumar aqui em casa.
Não ignoro a forma como ele fala "casa" como se pertencesse a nós dois. Fico feliz com isso, mas ao mesmo tempo pensando se não estou me acostumando demais com um lugar que é temporário.
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- Você não precisa levar nada, Vi. Não se preocupe com isso. - Gabriela me responde quando pergunto que tipo de doce os pais dela gostam.
Queria levar a sobremesa para causar uma boa impressão.