Ela é filha de um milionário e se encontra presa num casamento arranjado.
Ele é líder de de uma gangue e não quer se envolver com nenhuma mulher.
Ela foge em busca de sua liberdade.
Ele oferece proteção.
Ambos não conseguem evitar a atração que sent...
Ouço batidas na porta da minha sala e em seguida, Pedro entra enquanto mexe em seu celular.
- Chefe, você viu isso? - ele se aproxima da minha mesa e me entrega seu telefone.
O político e magnata, Terence Chase, organizou junto de sua esposa Salma, uma festa de noivado para sua filha, Violet, e seu genro Callum Prichett, filho de seus aliados políticos. O evento contou com a presença de inúmeras celebridades e o orçamento ultrapassou o valor de vinte milhões dólares. O casamento entre os dois pombinhos acontecerá daqui a um mês e com certeza, será um dos eventos mais comentados do ano.
No fim da reportagem mostra a foto do casal. Eles estão abraçados, mas é nítido que a moça está desconfortável, enquanto o almofadinha está bem feliz de estar agarrado nela. Tenho certeza que é um casamento arranjado, porque o velho Terence está louco para se tornar senador, é claro que irá recorrer a qualquer método para conseguir. Pelo visto, resolveu casar a filha com o filho playboy dos aliados.
- Então quer dizer que o velho tá usando o nosso dinheiro para gastar em festa pra filhinha? Qué hjjo de puta! - Coloco meu cigarro no cinzeiro enquanto solto uma risada sarcástica.
É engraçado que esse conservadores adoram pregar a moral e os bons costumes, mas se envolvem com qualquer tipo de merda para benefício próprio.
Terence disse que me venderia as cargas para conseguir pagar a campanha política, mas pelo o que estou vendo não é só pra isso.
Tenho negócios com diversos políticos conservadores dos Estados Unidos, inclusive com o deputado Chase. Eles me vendem drogas e eu as revendo por todo território mexicano e por toda a América Latina. Nosso cartel que cuida de tudo, por isso temos tanto poder.
- Hoje ele manda mais carga para nós, né? - Pedro questiona.
- Sim, vamos fazer o velho cagar um pouco nas calças. - Meu amigo gargalha alto.
Ele sempre vem presencialmente na entrega das cargas, porque eu exijo isso e Terence é medroso demais para me contrariar. Sei que esses americanos são espertos e podem passar a perna em nós a qualquer momento. Então preciso ser inteligente, na natureza, só os mais fortes sobrevivem.
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Vejo quatro carros pretos se aproximando da fronteira. Meus homens abrem as barreiras de mais de oito metros e permitem que os americanos entrem. Eu observo tudo encostado no minha moto e com minha arma em mãos, atento a todos os movimentações. Na época do meu pai, eram os policiais que tomavam conta da fronteira, no entanto, quando assumi o poder os expulsei daqui. Não confio em policiais, principalmente americanos.