Capítulo 11 - Problemas dos Siren's.

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Ethan narrando:

Ela é louca.
Sorrio novamente, mesmo que sozinho.

Balanço a cabeça em negativo enquanto recebo um e-mail de trabalho, mas o sorriso permanece em meu rosto. Como Aurora ousa me desafiar? Entre todas as pessoas com quem convivo, ela é a única que se atreve a agir assim.

"Eu não dou a mínima." Repito sua frase mentalmente, quase saboreando a audácia.

- Ah, Aurora! - Repreendo-a em voz baixa, ainda sentindo o resquício do seu perfume no ar e a intensidade de sua raiva.

O que será que ela faria em uma festa beneficente? Eu pagaria para ver isso.
Cada vez me surpreendo mais... Invadir a minha sala... Quem faria isso, com mais de dez guardas espalhados pela empresa, todos armados com eletrochoques de alta voltagem, potencialmente fatais, como já testemunhei tantas vezes... E ainda por cima, correndo?

Reprimo meu riso solitário ao ouvir alguém batendo na porta. Será que é ela de novo?
- Entre.

Jessia aparece no meu campo de visão, interrompendo meus pensamentos.
- Gostaria de dizer algo, senhor? - Pergunta com expectativa de uma bronca evidente em sua postura.

- Sobre o quê? - Pergunto, erguendo uma sobrancelha.

- Sobre a Aurora. - Jessia gagueja, claramente nervosa.

O nome Aurora soa como música para os meus ouvidos. Se ela me causa isso, fico feliz por vê-la aqui todos os dias.
- A culpa não é sua, esqueça isso. - Digo, me entregando a um último sorriso ao lembrar dela invadindo minha sala como uma faísca de baixa estatura.
- Eu tenho alguma reunião hoje? - Pergunto, mudando de assunto para aliviar a tensão.

- Não, senhor. Mas o Rolf irá te ligar. - Jessia responde prontamente.

Balanço a cabeça em positivo e logo ela se retira. Dois minutos depois, meu telefone toca, era exatamente ele.
-- Senhor?

-- Sim. -- Digo após atender.

-- Tenho informações sobre a Gold Mission. O arquiteto já fez a avaliação e me passou o orçamento por e-mail. -- Rolf avisa.
-- Com o seu consentimento, realizei o pagamento e permiti o andamento dos reajustes.-- Acrescenta.

-- Não foquem só nos mofos, revejam os canos para ver se o vazamento realmente acabou e pinte o orfanato inteiro. -- Peço.

-- Sim, senhor. Está sendo feito. Ainda bem que o Aaron escolheu boas madeiras para construir, não há vestígios de cupins. -- Acrescenta.
-- Só para avisar que está tudo bem. -- Finaliza.

-- Ok. -- Assinto e fico em silêncio por um momento, enquanto uma preocupação começa a crescer em minha mente. Apesar de meu esforço para me controlar, não consigo evitar.
-- Como está a Mavie?

-- An... -- Rolf gagueja e pensa por um instante. -- A menina ruiva?

-- Sim. -- Respondo com um pouco de desconforto.

-- Eu não tenho muitas informações sobre as crianças, mas no pouco tempo em que passei pelas meninas, a vi brincando. -- Responde.
-- Mas, Sr. Siren, se preferir posso providenciar agora informações à respeito da garota e mantê-lo informado. -- Sugere.

-- Não, não precisa. -- Nego e logo sinto o peso da minha resposta. Eu queria sim saber sobre ela, saber o que costuma fazer durante o dia ou o que gosta de assistir, afinal crianças gostam de assistir coisas na TV, né?
-- Era apenas isso. -- Concluo, mantendo minha decisão.

-- Tudo bem, senhor. -- Diz Rolf.

-- Até mais. -- Finalizo a ligação.

É bom saber que está mais disposta. Mavie estava ardendo em febre quando a conheci, presa naquele lugar e sem saber que sua mãe existe. Isso também perturba a minha mente quando me deixo levar.
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Um DescasoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora