(História se passa nos dias atuais)
Ambientado em Berlim, aos 18 anos, Aurora descobre estar grávida de Ethan Jones Siren, um multimilionário descendente da Monarquia com uma personalidade fria, que a manipulou com falsas promessas de amor. Diante d...
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Aurora narrando:
Desperto suavemente, envolta pelo misto de sensações que a revelação de ontem me trouxe, abro os olhos calmamente, como se as próprias mãos do tempo me guiassem delicadamente de volta à nova realidade.
Sinto-me acariciada pelos lençóis de algodão do Ethan; sim, eu dormi aqui, e como da última vez há semanas atrás, despertei nua.
Ontem, decidimos não contar a Mavie. Na verdade, eu preferir adiar para hoje; eu precisava passar a tarde de ontem como o último dia sendo apenas eu e ela. E foi incrível.
Enquanto me divertia com ela, senti um profundo orgulho por Ethan e eu sempre termos sido cuidadosos em não sobrecarregá-la com tantas complexidades que tivemos desde que aceitei esta aliança. Por fim, acabou. Penso enquanto analiso minha mão esquerda adornada pelo ouro branco que havia mandado fazer.
Ontem, ele recolocou em meu dedo, num momento tão emocionante que lágrimas se formaram no canto dos meus olhos. Depois, deitou ao meu lado e eu o entrelacei entre minhas pernas, formando um abraço longo e amoroso. Com o passar dos minutos, esse abraço se tornou intenso, com carícias ardentes e bem sacanas... E cá estou eu.
Giro meu corpo e me deito de bruços, permitindo que o cobertor deslize e deixe minhas costas nuas. Meus cabelos se espalham livremente, enquanto fecho os olhos para aproveitar o momento ainda sonolento. Mavie não tem aula hoje, é final de semana, e Ethan, bem... Ele sempre acorda primeiro.
Me sinto imersa pelo quase sono, até escutar suavemente a porta se abrir. Na mesma posição, ouço passos tranquilos se aproximando, seguidos por beijos quentes percorrendo suavemente minhas costas. Abro meus olhos com um sorriso, já deduzindo quem é, e vejo seus braços sustentando firmemente seu peso à cada lado de mim.
- Não faz mal se deitar assim, raposa? - Ethan pergunta, afundando seu nariz entre meus cabelos, talvez para sentir meu cheiro, mas eu sinto cócegas e me encolho entre risadas.
Por fim, me viro, encontrando seu rosto, já bem desperto e seus cabelos à gel, penteados para trás. Ethan estava com uma blusa casual, de cor cinza escura, como sempre, de manga justas em seus braços.
- Não. - Respondo suavemente. - Deitar de bruços não causa mal ao bebê nos primeiros meses. - Acrescento.
Seus olhos brilham enquanto passeiam pelos meus lábios, bochechas e retornam aos meus olhos.
- É bom te ouvir falando assim. - Ethan diz baixinho, e eu coro. - Está sentindo alguma coisa? - Pergunta em seguida.
Ele está ansioso, como eu poderia sentir o nosso bebê com apenas dois meses? Além disso, descobrimos ontem. Mas eu admiro isso; ter alguém além de mim preocupado é algo que eu desejei muito ter, uma companhia com quem eu pudesse dividir esse momento, contar e até me sentir amada.