Capítulo 66 - Confronto de Quartos.

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Ethan narrando:

- Senhor Siren, está tudo bem? - Ouço Greta perguntar.
Suas palavras ecoam ao meu redor e parecem estar distantes de mim.

- Vou chamar a enfermaria. - Elowen decide prontamente.

- Não. - Interfiro, mas é tarde demais. Ela já saiu.

Greta se aproxima com cuidado, hesitante em me tocar. Pela primeira vez, cria coragem e decide segurar meu pulso, pedindo licença enquanto sente minhas palpitações.
- O senhor precisa se acalmar. - Pede em voz baixa.

Aurora...
Eu a fiz chorar, a fiz chorar muito. Sinto o toque amigável de Greta em meu ombro.
- Nós vamos solucionar isso, senhor. - Ela diz, tentando me acalmar. Mas não se trata apenas de solucionar quem cometeu esse crime. Trata-se da minha família, da Mavie, da Aurora.

- Viemos pessoalmente para tratar com o Sr. Siren sobre uma possível ameaça que detectamos, uma proximidade inapropriada totalmente planejada. - Ouço a equipe do MI6 comentando, enquanto eles mostram aos detetives tudo que me mostraram.

- Foi a Hannah. - Murmuro e eles escutam.
- Quem me enviou essas fotos sempre teve o meu número de telefone. - Afirmo, enquanto minha mente retrocede, conectando os pontos, me relembrando também das conversas com Rolf.
- Foi ela. - Finalizo, com uma certeza que corta o ar.

- As duas descobertas se encaixam. - Alega o membro do MI6.

- Por que uma simples recepcionista, mesmo que da Monocrom que o senhor frequenta, tem o seu número de telefone? - Questiona expressando uma reprovação compreensível, eles dão praticamente à vida para proteger de forma secreta.

- O Sr. Siren ordenou através de uma ligação que ela contratasse a Aurora. - Explica Greta, também unindo os pontos que ela tem.
- Eu vi isso enquanto investigava o histórico profissional de Aurora. - Acrescenta.

A Hannah. Foi ela.
Mantenho meu rosto abaixado, sentindo o peso da culpa e do arrependimento me esmagarem enquanto tento assimilar tudo o que fiz.

Diante de mim, surge Rolf, que se aproxima em passos acelerados.
- Senhor Siren, está tudo bem? - Ele pergunta.

Com ele, vêm a equipe de enfermeiros e membros da guarda real, prontos para oferecer assistência. Quando tentam se aproximar, eu me levanto, relutante, fazendo-os parar antes que me toquem.

- O pulso dele está em 130 por minuto, parado. - Ouço Greta comentar com eles, enquanto observo a sala ao meu redor, perdido em meus próprios pensamentos e emoções turbulentas.

- Ethan, por favor, sente-se. - Rolf pede, ocasionalmente dizendo o meu nome por preocupação.

- Encaro a pena de morte para pessoas que acham que têm o direito de tirar a vida de outra pessoa, é um fim justo e irônico. - Comento tentando ser firme.
- Hannah e sua família estão banidas da Alemanha, impedidos de ultrapassar o aeroporto. - Declaro diante deles.

Um zumbido incessante nos meus ouvidos me lembra da dor de cabeça pulsante que ameaça consumir minha concentração.

- Ela e quem criou essa montagem serão presos por ordens minhas, por calúnia, injúria e falsificação de documentos, sem direito à fiança pelo tempo que o juiz determinar; e eu sei que será generoso. - Acrescento sarcasticamente e aperto os olhos para afastar a visão turva.
- Após os anos, poderão sair do país, sem volta. - Finalizo.

Eles anotam minha ordem detalhadamente, antes de saírem em passos firmes, um após o outro, determinados a levar Hannah à delegacia para obter informações e garantir que ela responda por seus atos exatamente como falei.

Um DescasoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora