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Leia ao som de "Flightess Bird, American Mouth – Iron & Wane" 🎧 .

Boa leitura!


ALANA GODOY

Eu acordei e percebi que estava sozinha na cama, me espreguicei e me levantei, saí do quarto e desci, vi a luz da cozinha acesa e fui até lá vendo a Lhaís.

– Oi... — falo esfregando o rosto e ela me olha com cara de choro. – Oque foi?

– Ele assistiu o vídeo do dia que ela nasceu... nossa foi de acabar com qualquer um a reação dele

– Cadê ele?

– No sofá

Eu fui até a sala e vi ele deitado e dormindo com a neném, me sentei no chão o olhando e vi seu rosto inchado e ele soluçando enquanto dormia...

– Me dói muito te ver assim, afinal, eu te amo demais... — falo quase em um sussurro. – Mas eu sei que ainda não estamos preparados pra isso, nem pra ter essa conversa e nem para ficarmos juntos...

Fiz carinho em seu rosto e suspirei, beijei a testa dele e a da neném, voltei até a cozinha e abri o armário.

– Eu coloquei o impanon tem menos cinco meses, né? — pergunto pra Lhaís.

– Sim, porque?

– A gente não usou camisinha, era só pra ter certeza

– Vou tomar um banho — Lhaís diz.

Eu assenti e ela foi saindo da cozinha, mas parou e me olhou.

– Não se tortura por achar que não está pronta, não se machuca mais do que o tempo já te machucou... segue em frente, coloca as cartas na mesa e escolhe o caminho que querem seguir, é melhor assim.

Ela subiu e eu bebi água, Lhaís sempre colocando os conselhos em minhas mãos e me fazendo repensar em tudo... e o pior é que ela nunca está errada.

Eu preciso escutar ele, entender o porque ele fez aquilo comigo. Eu nunca, JAMAIS, amei alguém como amei ele. Amei da forma mais pura e verdadeira, me abri, me entreguei de corpo e alma, porque ele conseguiu fazer eu confiar nele para isso. Nunca fez sentido oque ele fez comigo, mas eu não ia ficar esperando explicações, eu já tinha dores demais pra ficar em cima de uma delas, tentando entender o porquê dele ter me machucado.

...

RICHARD RÍOS

Eu acordei escutando a voz da Alana e abri os olhos devagar, vi ela sentada no chão, na frente do sofá que eu estava deitado enquanto brincava com a Hope em cima do tapete. Eu me apoiei em meu cotovelo passando a mão no rosto e elas me olharam.

– Papai — ela diz toda doce e sorri.

– Oi filha — sorri a olhando.

– Vai lavar o rosto — Alana diz. – Eu pedi esfiha pra gente jantar

Eu assenti e me levantei, fui até o banheiro e fechei a porta, usei o banheiro, lavei as mãos e me encarei no espelho, meu rosto estava levemente inchado, ela já sabia oque aconteceu. Eu lavei o rosto e respirei fundo, sequei e saí do banheiro batendo de frente com ela e a neném.

– ego — Hope diz e sorri dançando no colo da Alana, nos fazendo rir.

– Chegou meu amor — Alana diz rindo e beija sua bochecha.

– Vem com o papai buscar? — pergunto.

Hope veio pro meu colo e a Alana ia pegar o cartão, mas eu segurei sua mão e neguei, peguei o meu fui lá fora, paguei e peguei a caixa de esfihas, logo entrei de volta me dirigindo até a cozinha.

– Aiai, eu já tô vendo você me dar trabalho por causa do seu pai — Alana diz olhando pra mim e Hope.

– Que isso? Eu nem fiz nada

– Não fez nada é? Peguei o celular pra atender pensando que era o meu por conta da capinha igual e só era uma ligação de uma entrega que fizeram na sua casa, simplesmente de um urso ENORME do Stitch, Richard

Eu coçei a nuca e ri.

– Ah, ela vai gostar — falo a olhando.

Ela negou rindo e abriu a caixa.

– Não vai esperar a Lhaís? — pergunto.

– Tô aqui — ela diz aparecendo com uma coca na mão.

– Você e seu vício em coca cola — Alana diz.

– Nada melhor que besteira e coquinha gelada, mana — Lhaís diz se sentando.

– Vou ter que concordar, e sair da dieta também — falo.

– Tota — Hope diz apontando pro refrigerante e nós rimos.

– Esse não meu amor, quer suco de uva?

– Ua — ela assente.

Alana se levantou e pegou o copinho da Hope, colocou o suco e logo entregou pra mesma, ela sorriu e bebeu um pouco.

– Ela pode? — pergunto pra Alana sobre a esfiha.

– Pode, só não dá muita massa, dá mais o recheio

Eu assenti e mordi a esfiha, dei um pedaço do recheio pra ela morder e a mesma mordeu, me olhou e sorriu enquanto mastigava.

– Minha vida — beijei sua bochecha.

Bom, nós jantamos e depois ficamos assistindo todos na sala. A Hope pediu o colo da Alana e em pouco tempo dormiu, Alana subiu pra colocar ela no quarto e eu me levantei, subi e fui no quarto dela pegar minhas coisas.

– Já vai? — ela pergunta.

– Sim, preciso dormir, amanhã tem treino — falo e me aproximo da mesma que estava na porta.

Ela assentiu e nós descemos, a mesma me levou até a porta e me olhou.

– Vai com cuidado, e me avisa quando chegar — ela diz.

– Tá bom, boa noite Lhaís — olho para dentro da casa.

– Boa noite Richard

– Se cuida, boa noite — beijei sua testa.

Ela assentiu e eu fui saindo de lá.

– Richard

– Oi — Me viro a olhando.

– Quando é seu próximo dia livre? — pergunta.

– Não sei, porque?

Ela pensou um pouco e negou.

– Quando estiver livre, me avisa... pra gente conversar

Eu assenti e sorri leve, caminhei até o carro e logo entrei, esperei a mesma entrar e trancar a porta, ligo fui embora.

Have Hope • Richard RíosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora