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VITÓRIA FURTADO

Isso tudo machucou a Alana, mas dá pra ver que não tomou conta dela por causa do Richard. É louco ver que mesmo depois de tudo, ele ainda é a cura dela, é quem deixa ela em paz em qualquer situação.

Richard mudou muito, inclusive se afastou um pouco da Karol mesmo nunca sendo próximos, disse pra mim que foi pelo oque aconteceu, que não tem nada contra Karol mas não queria que a Alana entendesse de forma errada, principalmente pela reação que teve momentos depois da transa dos três.

Ela tá aqui, conversando e rindo, mas no fundo, isso obviamente dói. Se fosse a Karol fazendo uma coisa dessas comigo, eu não saberia como reagir e ficaria na merda, totalmente.

Por mais que a gente tente fazer não doer, um irmão pode nos machucar mais do que qualquer pessoa.

– Eu tô satisfeita, tô aliviada de colocar as fofocas em dia e eu acho que vou abandonar vocês e ver se a Hope dormiu — Alana diz virando o resto de vinho que tinha em sua taça.

– Tá querendo transar né — falo e Karol ri.

– Tô mesmo, mas prometo a vocês que não vou fazer barulho — ela diz.

– Vai logo — nós rimos.

– A gente arruma aqui — Karol diz ainda rindo.

Ela sorriu e beijou minha bochecha e a da Karol, logo subiu rapidinho e eu ri.

– Ela vai ficar bem? — Karol me olha.

– Ela já passou por coisas piores e não tinha ninguém, agora ela tem a gente e tem ele, ela vai ficar bem

RICHARD RIOS

Eu coloquei a neném no quarto dela e voltei pro da Alana, quando eu ia fechar a porta, a mesma entrou no quarto e fez isso por mim com cara de criança travessa.

– Que foi? — eu ri.

– Olha... eu bebi vinho, e você sabe, tenho um problema muito sério com vinho — diz gesticulando com as mãos e eu soltei um riso nasal.

– Hum, e que problema é esse? — cruzo os braços em frente ao peito a olhando.

Ela me encarou por eu estar sem camisa e suspirou.

– Nossa que delícia... mas então, meu problema é tesão, aí eu já tava com tesão, tô estressada e tô precisando relaxar, aí eu bebi vinho — diz me olhando e gesticulando tudo. – Aí cê já sabe, né? Bebeu vinho, abriu as pernas

Eu gargalhei e ela riu comigo.

– Vai amor, eu sei que é estranho falar pra fazer sem um climinha, mas nossa... você tá tão gostoso assim e já queria ter uma noitezinha gostosa mesmo

– Vem deitar, você precisa deitar um pouco

Alana suspirou com a mão no rosto, provavelmente ficou tonta então eu a levei pra cama. Nós nos deitamos e ela encaixou o corpo dela no meu, ficando de conchinha.

Have Hope • Richard RíosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora