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Um pouco mais tarde, Vince caminhava ao lado da Prefeita da cidade, seus passos ecoando pela rua em direção à praça central, onde ele pretendia apresentar o seu "progresso" no labirinto.

Ao se aproximarem, uma grande multidão surgiu em vista, todos se movendo freneticamente para arrumar as barracas e preparar as atividades para a noite de Halloween.

— Como assim não terminou? — perguntou a Prefeita, sua voz carregada de impaciência e à beira de um surto.

— Fiz o melhor que pude, mas fiquei sem tempo — respondeu Vince, a decepção pesando em suas palavras.

Eles continuaram até o centro da praça, onde, para surpresa de ambos, encontraram o labirinto completamente pronto. Vince ficou boquiaberto, incapaz de acreditar no que via.

— Canalha! — exclamou a Prefeita, dando um leve tapa no ombro de Vince. — É assim que faz piada?

Ele estava prestes a responder quando notou uma movimentação vindo de dentro do labirinto. Em poucos segundos, Thomas surgiu, seguido por seus amigos, Newt, Minho e Gally, todos com sorrisos de satisfação nos rostos.

— Quer dar uma volta? — perguntou Thomas, dirigindo-se à Prefeita com um sorriso.

— Não — disse ela diretamente. — Mas obrigada. Cheguei à conclusão de que não gosto de labirintos. Bom trabalho!

Ela se afastou, deixando Vince ainda admirando a estrutura de feno, surpreso e encantado com o que seus olhos viam.

— Não quer experimentar? — perguntou Thomas, desta vez ao pai.

— É claro — respondeu Vince, sorrindo, visivelmente animado.

Os garotos, tirando Thomas, se afastaram discretamente, conscientes de que Vince e seu filho precisavam de um tempo a sós.

— Você fez isso? — perguntou Vince, sua voz cheia de admiração e orgulho.

Thomas assentiu. — Eu e os rapazes. Sabíamos que você estava ocupado, e eu prometi ajudar.

— Fizeram um trabalho incrível. — Vince olhou ao redor, ainda maravilhado. — E me salvaram de uma bela encrenca com a Prefeita.

— Estamos aqui para isso, certo? — brincou Thomas, dando um leve empurrão no pai.

Enquanto eles caminhavam pelo labirinto, Vince não conseguia deixar de sorrir. A dedicação de Thomas e seus amigos era evidente em cada detalhe da construção. Para Vince, aquele momento significava mais do que apenas um labirinto bem-feito; era uma demonstração tangível do vínculo forte e da colaboração entre eles.

— Sabe, Thomas — começou Vince, a voz cheia de emoção —, não poderia estar mais orgulhoso de você. E de seus amigos também.

— Valeu, pai. — Thomas sorriu, sentindo-se reconhecido e valorizado. — E obrigado pelos ingressos. Sei que comprou para nós irmos juntos.

Vince ficou momentaneamente surpreso. — Newt?

— Newt — confirmou Thomas com um sorriso. — Ele sempre parece saber das coisas.

Vince balançou a cabeça, um sorriso de compreensão surgindo em seu rosto. — Bem, ele é um bom amigo. E se ele faz você feliz, então estou feliz por ele ir em meu lugar.

Thomas assentiu, sentindo uma onda de gratidão pelo apoio incondicional de seu pai. — Vamos aproveitar muito, pode ter certeza.

 — Vamos aproveitar muito, pode ter certeza

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Coffee, Chaos and OthersOnde histórias criam vida. Descubra agora